Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

30 de abr de 2010

Na casa de meu Pai há muitas moradas


Durante muito tempo, perguntei a mim própria porque é que o Bom Deus tinha preferências, porque é que as almas não recebiam todas o mesmo grau de graças. [...] Jesus dignou-Se instruir-me neste mistério: pôs em frente dos meus olhos o livro da natureza e eu percebi que todas as flores que Ele criou são belas, que o esplendor da rosa e a brancura do lírio não apagam o perfume da pequena violeta ou a simplicidade encantadora da margarida. Percebi que, se todas as florinhas quisessem ser rosas, a natureza perdia o seu ornamento primaveril, os campos já não estariam esmaltados de flores.
Assim é também no mundo das almas, que é o jardim de Jesus. Ele quis criar grandes santos, que podem ser comparados aos lírios e às rosas, mas criou também santos menores, que se devem contentar em ser margaridas ou violetas, destinadas a alegrar os olhos do Bom Deus quando Ele Se debruça sobre elas; a perfeição consiste em fazer a Sua vontade, em ser o que Ele quer que sejamos.
Compreendi ainda que o amor de Nosso Senhor se revela tanto na alma mais simples que não opõe nenhuma resistência à Sua graça, como na alma mais sublime. Com efeito é próprio do amor abaixar-se; se todas as almas se assemelhassem às dos Santos Doutores que iluminaram a Igreja com a clareza da sua doutrina, parece-me que o Bom Deus não Se abaixaria suficientemente vindo apenas aos seus corações; mas Ele criou a criança que não sabe nada e apenas emite fracos bramidos, criou o pobre selvagem que só tem para se conduzir a lei da natureza, e é exactamente ao seu coração que Se digna descer, estas são as Suas flores dos campos, cuja simplicidade O deleita. Abaixando-Se assim, o Bom Deus mostra a Sua grandeza infinita. Tal como o sol ilumina ao mesmo tempo os cedros e cada florinha como se ela fosse a única na terra, assim também Nosso Senhor Se ocupa particularmente de cada alma, como se não houvesse outra semelhante a ela.

SANTA TERESA DO MENINO JESUS

ESSE LUMINOSO E MISTERIOSO JESUS

Estamos sempre no evangelho de João, evangelho dos sinais, dos símbolos que apontam para uma realidade que ainda está para chegar.

O Jesus do quarto evangelho faz questão de dizer, a mais não poder, que ele vem do alto, ele e o Pai são um, ele só faz o que o viu no Pai. E os que crêem no Pai nele acreditarão e os que nele acreditam, ele os levará ao Pai. Os que o Pai lhe confiou não se perderão. Jesus é caminho, verdade, vida. Ninguém vai ao Pai senão por ele.

“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também”. Sempre aparece esse Jesus que é mais do que seus gestos humanos de bondade, de misericórdia e de limpidez. Ele insiste em se colocar junto do Pai. Os cristãos não consideram Cristo apenas um profeta ou um homem bom. Ele vem do mistério da Trindade.

O texto proclamado na liturgia deste dia se situa nas proximidades da morte de Jesus. Os seus discípulos não podem ter o coração perturbado.

Ela vai. Vai passar. Vai atravessar o umbral da morte. Depois que terminar seu êxodo estará em condições de preparar moradas para nós no coração do Pai.

Dirige-se aos seus com palavras de esperança e de ternura, com promessas de vida e de ventura. Ele vai levar os seus consigo. Onde ele estiver,depois da morte, na glorificação de seu corpo, junto do Pai, lá será a pátria dos seus. “Haverei de vos levar comigo a fim de que onde eu estiver estejais também vós”.

Tomé ainda pergunta a respeito do caminho. Jesus diz que é caminho, verdade e vida. Não se trata apenas da imitação dos comportamentos de Jesus, belíssimos e nobilérrimos. Trata-se de seguir Jesus no seu despojamento, morrer com ele e com ele renascer. Esse é o caminho. Não se trata apenas de uma imitação exterior. Mas no mistério dos sacramentos morremos e renascemos e assim sabemos que nosso lugar está marcado na sala do festim da eternidade.

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: João 14,1-6

Jesus continuou dizendo: «Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho.» Tomé disse a Jesus: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?» Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim»

29 de abr de 2010

Encerramento do 1º Cerco de Jericó

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou
esta cidade."
Na noite desta quinta-feira (29/04), encerrou-se o 1º Cerco de Jericó da Paróquia São José de Carnaúba dos Dantas/RN. Após sete dias e noites de muita oração e louvor, o encerramento do Cerco aconteceu com uma bonita celebração da Santa Missa de Cura e Libertação.
Durante esses dias, os paroquianos puderam viver momentos especiais, onde o nome do Senhor foi exaltado e aclamado, perante o Santíssimo Sacramento que esteve exposto no altar principal da Matriz de São José.
Na missa de abertura do cerco, ocorrida no dia 22/04/10, aconteceu a entrada da arca, que ficou durante todos esses dias recebendo os pedidos dos fiéis que clamaram pela quebra dos seus muros particulares, depositando nos pés do Santíssimo suas necessidades, suas aflições, seus anseios. Na arca também estavam depositados os pedidos de oração pelo 3º Encontro de Casais com Cristo, que acontecerá nesse próximo final de semana, pelo Ano Sacerdotal, pelo Papa e pela juventude. Hoje, no final da Santa Missa, a arca foi transportada para a frente da Matriz, onde foi totalmente queimada, simbolizando, assim, a queda dos muros/bloqueios particulares de todos que tiveram a coragem de clamar ao Senhor por uma mudança em sua vida.
Padre João Paulo, administrador paroquial da paróquia São José, disse que a realização desse 1º Cerco de Jericó foi colocada no seu coração em oração. A comunidade católica carnaubense agradece ao Senhor Deus pelas realizações operadas em nosso meio, através de iniciativas como essa, que só veem para nos engrandecer espiritualmente.
A PAZ DO SENHOR PARA TODOS que se dedicaram com afinco durante esses dias. Deus sempre faz sua parte; cumula-nos de graça e bênçãos, agora compete a nós multiplicá-los!

FORMADOS PELA PALAVRA DO MESTRE

Jesus faz questão de dizer que não fala por si mesmo. “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou”. Assim recomendado e credenciado, Jesus pede que seus ouvintes tomem uma decisão por ele ou contra ele. O texto afirma que vivem nas trevas os que rejeitam a Jesus. “Eu vim ao mundo como luz para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.
Ao longo de sua história, a Igreja sempre quis ouvir a voz do Mestre. Os cristãos celebram a Eucaristia que é precedida das leituras, com destaque especial para o Novo Testamento. Há a leitura diária em particular. Há grupos que se reúnem para a lectio divina.
Não se trata apenas de uma leitura bem feita e que atinja o intelecto. Temos a convicção, sobretudo nas ações litúrgicas, que é Cristo vivo aquele que fala. Não se trata de um texto morto, mas da fala de alguém que está perto de nós.
Sua palavra tem que ser como fogo, tem que ser uma espada que separa, tem que atingir aquele núcleo mais central de cada um de nós, de onde partem as decisões, a partir de onde organizamos nosso projeto de vida e de onde brotam o bem e o mal.
A palavra de Jesus não é a fala de um pastor de ocasião, de um vendedor de ilusões.
Pedro, no final do discurso do pão da vida, afirmou com força, quando Jesus disse que também eles poderiam ouvir sons das vozes de outros pastores: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. Assim, esse Jesus se coloca nas encruzilhadas da vida da Igreja, do mundo e de cada um de nós.
Aos pastores pede que esqueçam de si mesmo e dêem a vida pelos que lhes foram confiados. Ou tudo, ou nada. Não os quer apenas administradores de uma estrutura pesada, mas pessoas cheias do fogo do Mestre que lhe dirige a palavra.
Aos que se casam pede que construam em suas casas um mundo parecido com o mundo do Reino: serviço, renúncia, simplicidade, adoração do Senhor.Não é possível pedir sacramentos para os filhos quando os pais e todos não ouvem as palavras do Evangelho.
Aos que precisam administrar o negativo da vida, acolher a dor e a morte, o Mestre, com sua fala, diz que é preciso carregar a cruz e ponto final.
Ouvindo a voz do Mestre, vivendo na teia do cotidiano, o espírito do Evangelho, sobretudo do Sermão da Montanha, os cristãos vão sendo formados pela Palavra do Mestre vivo e presente no meio de nós.

EVANGELHO: João 13,16-20

Eu garanto a vocês: o servo não é maior do que o seu senhor, nem o mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática.» «Eu não falo de todos vocês. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: ‘Aquele que come pão comigo, é o primeiro a me trair!’ Digo isso agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, vocês acreditem que Eu Sou. Eu garanto a vocês: quem recebe aquele que eu envio, está recebendo a mim, e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou.»

28 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ - Programação

Programação do 1º Cerco de Jericó
Sete dias e sete noites de oração diante do Senhor Ressuscitado

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou esta cidade"
(Js 6, 16)

28/04: Quarta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa (fechada para o ECC)
21h – Santa Missa orando pelos doentes

29/04: Quinta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa de Cura e libertação, noite da vitória e conquista de Jericó

FORMADOS PELA PALAVRA DO MESTRE

Jesus faz questão de dizer que não fala por si mesmo. “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou”. Assim recomendado e credenciado, Jesus pede que seus ouvintes tomem uma decisão por ele ou contra ele. O texto afirma que vivem nas trevas os que rejeitam a Jesus. “Eu vim ao mundo como luz para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.
Ao longo de sua história, a Igreja sempre quis ouvir a voz do Mestre. Os cristãos celebram a Eucaristia que é precedida das leituras, com destaque especial para o Novo Testamento. Há a leitura diária em particular. Há grupos que se reúnem para a lectio divina.
Não se trata apenas de uma leitura bem feita e que atinja o intelecto. Temos a convicção, sobretudo nas ações litúrgicas, que é Cristo vivo aquele que fala. Não se trata de um texto morto, mas da fala de alguém que está perto de nós.
Sua palavra tem que ser como fogo, tem que ser uma espada que separa, tem que atingir aquele núcleo mais central de cada um de nós, de onde partem as decisões, a partir de onde organizamos nosso projeto de vida e de onde brotam o bem e o mal.
A palavra de Jesus não é a fala de um pastor de ocasião, de um vendedor de ilusões.
Pedro, no final do discurso do pão da vida, afirmou com força, quando Jesus disse que também eles poderiam ouvir sons das vozes de outros pastores: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. Assim, esse Jesus se coloca nas encruzilhadas da vida da Igreja, do mundo e de cada um de nós.
Aos pastores pede que esqueçam de si mesmo e dêem a vida pelos que lhes foram confiados. Ou tudo, ou nada. Não os quer apenas administradores de uma estrutura pesada, mas pessoas cheias do fogo do Mestre que lhe dirige a palavra.
Aos que se casam pede que construam em suas casas um mundo parecido com o mundo do Reino: serviço, renúncia, simplicidade, adoração do Senhor.Não é possível pedir sacramentos para os filhos quando os pais e todos não ouvem as palavras do Evangelho.
Aos que precisam administrar o negativo da vida, acolher a dor e a morte, o Mestre, com sua fala, diz que é preciso carregar a cruz e ponto final.
Ouvindo a voz do Mestre, vivendo na teia do cotidiano, o espírito do Evangelho, sobretudo do Sermão da Montanha, os cristãos vão sendo formados pela Palavra do Mestre vivo e presente no meio de nós.

EVANGELHO DO DIA - João 12,44-50

Então Jesus disse, gritando: «Quem acredita em mim, não é em mim que acredita, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê também aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em mim não fique nas trevas. Eu não condeno quem ouve as minhas palavras e não obedece a elas, porque eu não vim para condenar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeita e não aceita minhas palavras, já tem o seu juiz: a palavra que eu falei será o seu juiz no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo. O Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. E eu sei que o mandamento dele é a vida eterna. Portanto, o que digo, eu o digo conforme o Pai me disse.»

27 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ - Programação

Programação do 1º Cerco de Jericó
Sete dias e sete noites de oração diante do Senhor Ressuscitado

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou esta cidade"
(Js 6, 16)

27/04: Terça-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelas famílias

28/04: Quarta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa (fechada para o ECC)
21h – Santa Missa orando pelos doentes

29/04: Quinta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa de Cura e libertação, noite da vitória e conquista de Jericó

POSTURAS DE UM PASTOR QUE SEJA BOM

Todos nós, cristãos, aprendemos que existimos para os outros. A meta de nossa vida está em nós mesmos. Existimos para encontrar o rosto luminoso do Senhor e para prestar um serviço humilde aos outros, amando-os de verdade. Existe um amor que poderíamos qualificar de amor pastoral. Fala-se mesmo de caridade pastoral.
Ora, os pais são os primeiros pastores de seus filhos. Eles os amam e querem lhes propiciar alimento sólido. Não querem que os filhos ouçam os convites de uma sociedade consumista, hedonista e imediatista. Pela sua presença junto deles e suas palavras, porque os amam, não se omitem. São pastores dedicados dos filhos.
Eles, bem como os responsáveis pelas pastorais de uma comunidade e, de modo particular, os sacerdotes são pastores e que precisam adotar uma postura semelhante à do ucido pastor bom que é Cristo.
Uma ação pastoral séria é aquela que leva as pessoas ao desejo de empreender o caminho da conversão. Cada pessoa precisa ser confrontada com sua verdade interior e com a força do Evangelho: transformar o modo de pensar, ser generosa, não se satisfazer com uma religião minimalista e de práticas secas. Os agentes de pastoral, através de seu exemplo pessoal, e de suas palavras incitam as pessoas a procurarem a dracma perdida. Não se pode “distribuir” sacramentos sem conversão. Esta tem que ser uma principais preocupações do pastor.
Isto significa reencontrar parte de sua identidade cristã. Na mesma linha está, no coração do pastor, a acolhida da fragilidade. Há muitos que falham e erram e que precisam voltar à convivência dos cristãos e se preparem para ingressar nos átrios da casa definitiva que é o paraíso. Para tanto o pastor bom reúne suas ovelhas no redil. Conversa com elas, faz com que elas aprendam a carregar os fardos umas das outras, juntos celebram a presença do Senhor na palavra e na eucaristia. Os pastores bons e verdadeiros não são ritualistas. Envidam todos os esforços para que as pessoas celebrem com Cristo também sua vida que consiste em ir dando a vida pelos outros. Os pastores bons têm como meta levar os outros aos píncaros da santidade. Muito batalham pela criação de comunidades modeladas pelo amor fraterno.
O pastor bom não admite que as ovelhas se contentem em estar juntas. Sabe que elas são fermento na massa e sal da terra. Assim, para o bem delas, coloca em seus corações o desejo de irem pelo mundo, de se fazerem presentes na sociedade de hoje, nas ruas e nas cidades, no trabalho e nos meios de comunicação de massa. O pastor sabe que todos os que foram “picados” pelo evangelho são semeadores de esperança. Ao ver isso o pastor sente que cumpriu sua missão.

Fonte: www.franciscanos.org.br


EVANGELHO DO DIA - João 10,22-30

Em Jerusalém estava sendo celebrada a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus passeava pelo Templo, andando no pórtico de Salomão. Então as autoridades dos judeus o rodearam e disseram: «Até quando nos irás deixar em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente.»
Jesus respondeu: «Eu já disse, mas vocês não acreditam em mim. As obras que eu faço em nome do meu Pai, dão testemunho de mim; vocês, porém, não querem acreditar, porque vocês não são minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. Eu dou a elas vida eterna, e elas nunca morrerão. Ninguém vai arrancá-las da minha mão. O Pai, que tudo entregou a mim, é maior do que todos. Ninguém pode arrancar coisa alguma da mão do Pai. O Pai e eu somos um.»

26 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ - Programação

Programação do 1º Cerco de Jericó
Sete dias e sete noites de oração diante do Senhor Ressuscitado

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou esta cidade"
(Js 6, 16)


26/04: Segunda-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelos jovens

27/04: Terça-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelas famílias

28/04: Quarta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa (fechada para o ECC)
21h – Santa Missa orando pelos doentes

29/04: Quinta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa de Cura e libertação, noite da vitória e conquista de Jericó

CRISTO, O BOM PASTOR

Ele veio para que todos tenham a vida e a tenham em abundância. O Cristo, Bom Pastor, abre as portas da vida eterna para todos que ele mesmo procura nos abismos e nos espinheiros.
Santo Tomás de Aquino vai nos ajudar a fazer a reflexão de hoje.

“Disse Jesus: Eu sou o Bom Pastor ( Jo 10,1). É evidente que o título de pastor convém a Cristo. Pois assim como um pastor dirige e leva às pastagens o seu rebanho, assim Cristo restaura os fiéis com um alimento espiritual: seu próprio Corpo e seu próprio Sangue. Para se distinguir do mau pastor e do ladrão, Jesus explica que é o bom pastor. Bom, porque realiza o serviço de pastor com a dedicação do soldado para com sua pátria. Por outro lado, disse Cristo que o pastor entra pela porta, e que ele mesmo é essa porta. Quando, pois, declara aqui ser pastor, deve-se entender que é ele quem entra, e por si mesmo. E é bem verdade, pois manifesta que conhece o Pai por si mesmo; enquanto nós entramos por ele, e é ele que nos dá a bem-aventurança.

Notemos que ninguém, a não ser ele, é porta; e que ninguém, a não ser ele, é luz. Os outros participam da luz. João Batista não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz (Jo 1,8). Quanto a Cristo, era a luz que ilumina todo homem (Jo 1,9). Ninguém, pois, pode-se dizer porta, pois Cristo reservou para si esse título.

Mas, quanto ao título de pastor, ele o comunicou a outros, e o deu a alguns de seus membros. Com efeito, Pedro foi pastor; os outros apóstolos também foram pastores, assim como todos os bons bispos. Eu vos darei pastores segundo o meu coração (Jr 3,15).

Ainda que os chefes da Igreja – que dela são filhos - sejam todos pastores, disse Cristo: Eu sou o bom pastor, para mostrar a força de seu amor. Nenhum pastor é bom, se não estiver unido a Cristo pela caridade, tornando-se, assim. Membro do pastor verdadeiro.

O serviço do bom pastor é a caridade. Por isso, Jesus diz: O bom pastor dá a vida pelas ovelhas (Jo 10,11). Pois é preciso saber aquilo que distingue o bom do mau pastor: o bom pastor cuida do interesse de seu rebanho, o bom pastor busca seu próprio interesse.

É justamente o que diz o profeta: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não são os pastores que devem apascentar as ovelhas? (Ez 34,2). Aquele que nada faz, a não ser utilizar o rebanho para seu próprio interesse, não é um bom pastor. Um bom pastor, no sentido natural, tudo suporta pelo rebanho que vigia, como testemunha Jacó: Durante o dia devorava-me o calor, durante a noite o frio (Gn 31,40).

Mas a salvação do rebanho espiritual é mais importante que a vida do pastor; por isso, quando o rebanho está em perigo, o pastor deve dar a vida pela salvação do rebanho. É o que diz o Senhor: O bom pastor dá a vida por suas ovelhas (Jo 10,11); isto é, sua vida corporal, pelo caridoso exercício da autoridade. Cristo mostrou-nos o exemplo: Deu a vida por nós. Portanto, também devemos dar a vida pelos irmãos (1Jo 3, 16).


Fonte: www.franciscanos.org.br


EVANGELHO: João 10,11-18

E Jesus disse: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor a quem pertencem, e as ovelhas não são suas, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e sai correndo. Então o lobo ataca e dispersa as ovelhas. O mercenário foge porque trabalha só por dinheiro, e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou a vida pelas ovelhas. Tenho também outras ovelhas que não são deste curral. Também a elas eu devo conduzir; elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la de novo. Ninguém tira a minha vida; eu a dou livremente. Tenho poder de dar a vida e tenho poder de retomá-la. Esse é o mandamento que recebi do meu Pai."

25 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ - Programação

Programação do 1º Cerco de Jericó
Sete dias e sete noites de oração diante do Senhor Ressuscitado

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou esta cidade"
(Js 6, 16)


25/04: Domingo
15h – terço da Divina Misericórdia
19h: Santa Missa dominical orando pelo ano sacerdotal

26/04: Segunda-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelos jovens

27/04: Terça-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelas famílias

28/04: Quarta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa (fechada para o ECC)
21h – Santa Missa orando pelos doentes

29/04: Quinta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa de Cura e libertação, noite da vitória e conquista de Jericó

O BOM PASTOR NOS CONDUZ A DEUS

Muitas pessoas procuram orientação, mas a sociedade em que vivemos mais manipula que orienta! Estamos sendo seduzidos pelos interesses do dinheiro e do poder. Pensando que somos livres e seguimos nosso próprio caminho, somos levados pelo sistema e pela propaganda ... enquanto se esconde em nós, envergonhado, o desejo de ser conduzido de modo confiável e verdadeiro.
Na Bíblia, quem conduz chama-se pastor. É disso que trata o evangelho. Jesus se apresentou como o pastor fidedigno (Jo 10,11-18); no trecho que é lido hoje (10,27-30), ele fundamenta sua confiabilidade no amor que o une ao Pai ("Eu e o Pai somos um"). Por este amor, ele nos conduz a Deus, e ninguém nos poderá arrebatar dele e do Pai.
Deus é "mistério". Não conseguimos concebê-lo com clareza. Ele é grande demais para que o possamos descrever. É a "instância última" de nossa vida. Mas Jesus o torna acessível, visível. Podemos orientar nossa vida para a instância última graças a Jesus que nos conduz, se a ele nos confiamos. Jesus está tão unido a Deus que, para nós, ele é a presença de Deus em pessoa. Nele, estamos em Deus. Deus é a "pastagem", a felicidade para onde Jesus-Pastor nos conduz.
Como somos conduzidos por Jesus? Não mecanicamente! Ele nos conduz, mas não nos força! A nós cabe o esforço. Devemos "conhecer" Jesus, gravar seu retrato em nosso coração. Depois, com esta imagem na cabeça e no coração, vamos olhar para a nossa vida e seus desafios. Vamos perguntar o que Jesus faria se estivesse em nossa situação. Finalmente, apoiados pela comunidade eclesial, vamos escolher o caminho que acreditamos sinceramente que ele escolheria. Este será o caminho de Jesus-Pastor.

Fonte: www.franciscanos.org.br

4º DOMINGO DE PÁSCOA



EVANGELHO: João 10,27-30


Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. Eu dou a elas vida eterna, e elas nunca morrerão. Ninguém vai arrancá-las da minha mão. O Pai, que tudo entregou a mim, é maior do que todos. Ninguém pode arrancar coisa alguma da mão do Pai. O Pai e eu somos um.»

24 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ - Programação

Programação do 1º Cerco de Jericó
Sete dias e sete noites de oração diante do Senhor Ressuscitado

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou esta cidade"
(Js 6, 16)


24/04: Sábado
14h30: ofício da Imaculada Conceição
15h: terço da Divina Misericórdia
16h: Santa Missa pelos falecidos
19h: Grupo de oração

25/04: Domingo
15h – terço da Divina Misericórdia
19h: Santa Missa dominical orando pelo ano sacerdotal

26/04: Segunda-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelos jovens

27/04: Terça-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelas famílias

28/04: Quarta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa (fechada para o ECC)
21h – Santa Missa orando pelos doentes

29/04: Quinta-Feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa de Cura e libertação, noite da vitória e conquista de Jericó

AFINAL, A QUEM IREMOS?

A questão é esta: crer ou não crer.


Estamos terminando a leitura e meditação do Discurso do Pão da Vida. Quando Jesus afirma que ele é alimento, que precisa ser “comido” as coisas se complicam. “Aquele que come este pão viverá para sempre”.

Os autores do Missal Dominical da Paulus (p. 998-999) fazem considerações pertinentes em torno do tema:

Há palavras duras no discurso do Mestre: “Jesus agora se manifestou plenamente; está claro aos discípulos o que significa aceitá-lo. Muitos não têm força para aceitá-lo e vão se embora. O que Jesus pediu é demais. Alguns exclamaram: “Esta linguagem é dura, quem pode entendê-la?” É o embaraço diante de uma escolha que não admite possibilidade de álibi ou de evasão. Jesus nada faz para atenuar o seu discurso. Suas palavras se destinam a provocar “ruptura”. Ele se torna um sinal de contradição. A palavra de Jesus convida, ou melhor, obriga a sair de mesmo para seguir a Deus, a “superar” a carne para viver no Espírito; a não se fechar no temporal, no contingente, mas se fixar no eterno.

Os homens, ao contrário, preferiram instintivamente um Deus que os siga em seus caminhos; uma vida carnal concreta, mais do que uma vida espiritual; uma segurança temporal imediata, mais que do uma incerta perspectiva futura”.

Será preciso uma adesão incondicional. “A opção que salva é a adesão a Cristo: Tu tens palavras de vida eterna; nós acreditamos e conhecemos que és o Santo de Deus. Esta opção é dom de Deus, mas é também livre escolha do homem; pressupõe, pois, tanto o reconhecimento de nossos próprios limites e a absoluta necessidade de salvação, como renúncia, ou melhor, a recusa de todo messianismo terreno, toda perspectiva de auto-salvação da parte do homem. O discurso de Jesus, discurso duro, nos lembra que a conversão (tanto individual como das estruturas) nunca é uma operação sem dor. A palavra de Jesus é cortante como espada. Se a palavra do anunciador não causa impacto, não “escandaliza” e não faz brechas nos que ouvem, não constituí um discurso cristão, porque não obriga a opções fundamentais que são as raçizes de nossa fé”.

EVANGELHO: João 6,60-69

Depois que ouviram essas coisas, muitos discípulos de Jesus disseram: «Esse modo de falar é duro demais. Quem pode continuar ouvindo isso?» Jesus sabia que seus discípulos estavam criticando o que ele tinha dito. Então lhes perguntou: «Isso escandaliza vocês? Imaginem então se vocês virem o Filho do Homem subir para o lugar onde estava antes! O Espírito é que dá a vida, a carne não serve para nada. As palavras que eu disse a vocês são espírito e vida. Mas entre vocês há alguns que não acreditam.» Jesus sabia desde o começo quais eram aqueles que não acreditavam e quem seria o traidor. E acrescentou: «É por isso que eu disse: ‘Ninguém pode vir a mim, se isso não lhe é concedido pelo Pai.’»
A partir desse momento, muitos discípulos voltaram atrás, e não andavam mais com Jesus. Então Jesus disse aos Doze: «Vocês também querem ir embora?» Simão Pedro respondeu: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Agora nós acreditamos e sabemos que tu és o Santo de Deus.»

23 de abr de 2010

Missa e Adoração - Cerco de Jericó

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Fotos da Missa de abertura do 1º Cerco de Jericó, que aconteceu ontem na Matriz de São José, e dos primeiros momentos de adoração ao Santíssimo, durante a madrugada desta sexta-feira.

1º CERCO DE JERICÓ - Programação



Programação do 1º Cerco de Jericó
Sete dias e sete noites de oração diante do Senhor Ressuscitado
"Clamai, pois o Senhor
vos entregou esta cidade"
(Js 6, 16)


22/04: Quinta-feira
19h – Santa Missa de Cura e Libertação – Abertura do 1º Cerco de Jericó

23/04: Sexta-feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa: orando ao sagrado coração de Jesus

24/04: Sábado
14h30: ofício da Imaculada Conceição
15h: terço da Divina Misericórdia
16h: Santa Missa pelos falecidos
19h: Grupo de oração

25/04: Domingo
15h – terço da Divina Misericórdia
19h: Santa Missa dominical orando pelo ano sacerdotal

26/04: Segunda-feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelos jovens

27/04: Terça-feira
15h – terço da Divina Misericórdia
21h – Santa Missa orando pelas famílias

28/04: Quarta-feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa (fechada para o ECC)
21h – Santa Missa orando pelos doentes

29/04: Quinta-feira
15h – terço da Divina Misericórdia
19h – Santa Missa de Cura e libertação, noite da vitória e conquista de Jericó

A CARNE E O SANGUE DO SENHOR

Aí estão essas mesas das toalhas brancas de nossas igrejas e capelas. Sobre nossos altares celebra-se a Eucaristia, a ceia do Senhor, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo Jesus. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. O pão branco e o vinho rubro constituem o verdadeiro maná que o Pai dá aos homens. Na solene celebração do grande santuário, na capela dos doentes no mosteiro beneditino, no altar da comunidade de consagrados, o pão da vida e o cálice da bênção.
“Na Eucaristia, Jesus não dá alguma coisa, mas dá-se a si mesmo; entrega o seu corpo e derrama o seu sangue. Desse modo dá a totalidade de sua própria vida, manifestando a fonte originária desse amor: ele é o Filho eterno que o Pai entregou por nós. Noutra passagem do evangelho, depois de Jesus ter saciado a multidão pela multiplicação dos pães e dos peixes, ouvimo-lo dizer aos interlocutores que vieram atrás dele na sinagoga de Cafarnaum: “Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do céu. O pão de Deus é o que desce do céu para dar a vida ao mundo” (Jo 6,32-33), acabando por identificar-se ele mesmo - a sua própria carne e o seu próprio sangue – com aquele pão: “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu hei de dar é minha carne para a vida do mundo” (Jo 6, 51). Assim, Jesus manifesta-se como o pão da vida que o Pai eterno dá aos homens” (Bento XVI, Sacramentum Caritatis, n. 7).
Vale, neste contexto, evocar o depoimento de João Paulo II: “Quando penso na Eucaristia e olho para minha vida de sacerdote, de bispo, de sucessor de Pedro, espontaneamente ponho-me a recordar tantos momentos e lugares onde tive a dita de celebrá-la. Recordo a igreja paroquial de Niegowi, onde desempenhei meu primeiro encargo pastoral, a colegiada de São Floriano em Cracóvia, a cátedra de Wawel, a basílica de São Pedro e tantas basílicas e igrejas de Roma e do mundo inteiro. Pude celebrar a santa missa em capelas situadas em caminhos de montanha, nas margens dos lagos, à beira do mar; celebrei-a em altares construídos nos estádios, nas praças das cidades... Este cenário tão variado nas minhas celebrações eucarísticas, faz-me experimentar o seu caráter universal e, por assim dizer, cósmico. Sim, cósmico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar de uma igreja de aldeia, a Eucaristia é sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo” (Ecclesia de Eucharistia, n.8).
Encarnação, redenção e eucaristia estão íntima e inseparavelmente ligadas. O Pão que desce dos céus, dá sua vida e se apresenta vivo no pão e no vinho....

EVANGELHO DO DIA - João 6,53-60

Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: se vocês não comem a carne do Filho do Homem e não bebem o seu sangue, não terão a vida em vocês. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele. E como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, assim, aquele que me receber como alimento viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os pais de vocês comeram e depois morreram. Quem come deste pão viverá para sempre.» Jesus disse essas coisas quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.
Depois que ouviram essas coisas, muitos discípulos de Jesus disseram: «Esse modo de falar é duro demais. Quem pode continuar ouvindo isso?»

22 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ


Hoje, às 19 horas, estaremos iniciando o 1º Cerco de Jericó da Paróquia de São José, com a Missa de Cura e Libertação. Entre os dias 22 e 29 de abril todos os caminhos nos levarão à Matriz de São José, em Carnaúba dos Dantas, onde estaremos adorando Jesus no Santíssimo Sacramento e intercedendo pelas grandes necessidades do mundo, da Igreja e dos fiéis que deixarão seus pedidos na Arca da Aliança.
Acreditamos que o céu reservou bênçãos especiais para você neste ano de 2010. Tome uma decisão que pode mudar a sua vida e participe do 1º Cerco de Jericó. Convide seus familiares e amigos, organize-se e venha conosco “clamar pois o Senhor vos entregou esta cidade”.
As notícias do Cerco de Jericó você pode acompanhar aqui pelo blog ou pelos demais meios de comunicação da paróquia São José de Carnaúba dos Dantas.
Desde já colocamos sua vida e suas preces em nossos corações. Deus abençoe! E que as muralhas caiam, em nome do Senhor Jesus!

“Pela fé caíram os muros de Jericó,
depois de rodeados por sete dias.”
Hebreus 11, 30.

O PÃO QUE SATISFAZ

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Continuamos envolvidos no clima do longo e profundo discurso sobre o Pão da Vida do Quarto Evangelho. Jesus, com efeito, muitas vezes, ao longo do texto, se autodefine como pão para a vida e pão da vida.
No passado, o Povo de Israel havia empreendido, por iniciativa do Senhor, uma caminhada pelo deserto na busca de uma Terra abençoada, onde deveriam correr leite e mel. Numa noite inesquecível, juntando suas coisas e seus rebanhos, seus sonhos e sua gente, os israelitas empreenderam a fuga do Egito sob a mão forte de Deus. A travessia do deserto fora longa e cheia de percalços. Deus parecia lento em manifestar-se, demorado em mostrar o fim do caminho. O cansaço se instalou nos membros e nas dobras do coração daqueles viandantes e peregrinos. Houve ardência de sede na garganta e faltava-lhes alimento para robustecer o corpo. Moisés foi interpelado pelo povo e ele, por sua vez, interpelou o Senhor. E veio, então, o maná dos céus. Deus cuidava de sua gente e não lhes faltou o necessário para sobreviver. Ele lhes deu o maná que caía todas as manhãs.
“Os vossos pais comeram o maná no deserto, e no entanto, morreram”. Aquele alimento depois chegou a causar náusea no povo. “Eis aqui o pão que desce dos céu; quem dele comer nunca morrerá”.
Jesus é pão, alimento para a vida dos homens. Ele vem do seio do Pai, fortalece o interior, atinge o nó interior das pessoas, dá vida erguendo os pecadores em processo de morte, dá vida para que o interior das pessoas não seja marcado pela mesmice raquítica de decisões narcisistas. Ele é pão com a Palavra que pronuncia, com os gestos que coloca, com a esperança que suscita.
“Jesus apresenta-se como tendo sido enviado pelo Pai a comunicar aos homens a vida divina – uma vida eterna à qual será associado o próprio corpo pela ressurreição final. A vontade do Pai é o homem vivo, a pessoa humana, a viver em corpo e em espírito a vida divina. Tal vontade é aqui afirmada com clareza. A missão de Jesus consiste em cumprir essa vontade” (E. Leclerc, Vida em plenitude, pro manuscripto,p. 34)
De tanto percorrer as páginas do Novo Testamento, de tanto conviver com a presença do Ressuscitado em sua comunidade e nos gestos da salvação, o fiel vai se fortalecendo.
O Senhor Ressuscitado é o alimento da fé do povo de Deus em marcha para seu destino final.

EVANGELHO DO DIA - João 6,44-51

Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai, e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos os homens serão instruídos por Deus’. Todo aquele que escuta o Pai e recebe sua instrução vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. O único que viu o Pai é aquele que vem de Deus.
Eu garanto a vocês: quem acredita possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os pais de vocês comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desceu do céu: quem dele comer nunca morrerá.»
E Jesus continuou: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.»

21 de abr de 2010

JESUS NÃO PODE PERDER OS QUE O PAI LHE DEU

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Sempre de novo o mistério da fé em Cristo! Ao longo da vida vamos reforçando, renovando, atualizando a fé no Senhor que demos em nossa infância ou nos dias primaveris de nossa juventude. Na medida em que a vida vai passando vamos fazendo o aprendizado de separar o importante, do menos importante e do sem importância. E, nesse labor de simplificação da vida, se desenha diante de nossos olhos como fundamental o crescimento na fé em Cristo Jesus, mistério que precisa sempre de novo ser perscrutado.

Como se explica o surgimento de nossa fé em Cristo? Nascemos, quem sabe, numa família cristã onde, desde a infância, vimos gestos e ouvimos palavras que se referiam a ele. Quando a mãe voltava da mesa da comunhão tínhamos a certeza de que ela estava em união com o Vivo. Depois, talvez, uma catequese nem sempre clara não foi capaz de solidificar a nossa fé. Turbulências existênciais, quem sabe, fizeram que tivéssemos pouco empenho em cultivar uma amizade pessoal com esse Cristo Jesus Não poucos passamos a viver talvez uma fé apenas nos ritos ou, quem sabe, em ritos em uma fé sólida nítida na presença de Cristo.

Passagens das Escrituras que caiam dentre nós foram purificando nossa fé. “Pai, Senhor do céu e da terra, eu te bendigo porque escondestes estas coisas dos sábios e poderosos e as revelaste aos pequenos”. Jesus mesmo havia advertido: Para penetrar nos desígnios do Pai e para conhecer o seu ungido será preciso ser dos pequenos da face da terra. De despojamento em despojamento, atravessando noites escuras e desertos, fomos descobrindo a presença de Cristo nos acontecimentos e em nossa vida.

Mesmo empenhando-nos a perscrutar as Escrituras e a sondar o interior de nosso coração fomos compreendendo algo muito importante. O próprio Pai é que nos leva a Jesus. E João o afirma solenemente no evangelho proclamado hoje: “Esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia”.

Sim, ao longo do tempo que passa, vamos simplificando nossa fé. Uma força invisível nos faz chegar perto de Cristo no dia a dia. Essa força vem do Pai. E tudo se torna possível quando os corações são humildes.

EVANGELHO DO DIA - João 6,35-40

Jesus disse: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede. Eu já disse: vocês me viram e não acreditaram. Todos aqueles que o Pai me dá, virão a mim. E eu nunca rejeitarei aquele que vem a mim, pois eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim para fazer a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia. Esta é a vontade do meu Pai: que todo homem que vê o Filho e nele acredita, tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.»

20 de abr de 2010

Meu Jesus que ri...

Completamente soterrada pelas dezenas de artigos, e-mails, entrevistas, conversas e opiniões sobre o filme “A Paixão”, de Mel Gibson, entrei na salinha onde escrevo e deparei-me – aliviada! – com o meu “Laughing Jesus”.
Trata-se de uma foto que ganhei quando estive em Michigan-EUA, há uns oito anos. É um desenho em crayon, no qual Jesus dá uma boa e sonora gargalhada. Quando a ganhei, disseram-me que foi feita por um “truck rider”, uma espécie de caronista de caminhão, e colocada à guisa de capa do pneu traseiro de uma carreta – um pouco como estas capas de borracha que protegem os pneus de alguns veículos utilitários em nossas cidades. Aos poucos, segundo me contaram, a imagem foi-se popularizando e sendo conhecida como “The Laughing Jesus” – o Jesus que ri.
Coloquei, juntas, a capa da Newsweek da semana, que trazia Jesus ensangüentado, ferido, crucificado, sofrido e o porta-retrato com a foto do Jesus que ri. Lado a lado, as duas fotos me levaram a meditar sobre o Ressuscitado que passou pela Cruz e do Crucificado que ressuscitou. Que contraste! Que grande mistério! Que impressionante realidade!
Colocava a foto da cruz à esquerda e, em seguida, à direita, em uma tentativa de seqüência cronológica à moda dos ocidentais e contemplava Jesus. Jesus que ri como homem, entre os homens, com as criancinhas, com as mancadas de Pedro. Ri nos jantares, nos casamentos, nas festas religiosas em Jerusalém. Ri com Maria, com João, com José. Ri com seus doze, ao redor do fogo que afasta o frio da noite. Jesus ri, ri, ri! Foto do “Laughing Jesus” à esquerda.
Depois, Jesus sofre, sofre, sofre. Sofrimento físico – tão bem retratado no filme de Gibson – e sofrimento interior, moral, espiritual, profundo – impossível de ser retratado por qualquer homem, por mais genial que seja. Sofrimento por tomar sobre si o pecado, origem de toda dor e morte do homem; que Ele ama. Sofrimento por ver-se, humanamente, afastado do Pai ao assumir nosso pecado, uma vez que Deus e o pecado se excluem inteiramente. Sofrimento pela solidão, pelo abandono de seus queridos. Jesus de Mel Gibson à direita.
Em um segundo, a foto de Jesus que ri, passa, firme, para a direita: ei-Lo ressuscitado, feliz, cheio da alegria da vida nova, dádiva de amor do seu Pai. Feliz, indescritivelmente feliz por ter obedecido e se humilhado até o fim: o homem, seu amado, estava salvo! Iria ressuscitar como Ele! Iria ter vida eterna com Ele!
Feliz, Jesus ri, ri, ri! Ri de Pedro, pulando, apressado e nu, da barca à noite: “É o Mestre!” Ri de Madalena que, de tão esperta, ficou confusa pela dor: “Maria!”, “Rabbuni!”. Ri dos discípulos que pensavam ser Ele um fantasma: “Ponham o dedo em minhas chagas... dêem-me algo para comer... fantasmas não têm músculos e ossos, fantasmas não comem!”. Ri, feliz, da cara de espanto de Tomé: “Não sejas incrédulo, Tomé!” Ri, feliz, feliz, com a alegria imensa, indescritível, barulhenta, incontrolável, dos discípulos escondidos na sala de cima: “Shalom! Paz a vós!”
Jesus ri. Jesus sofre. Jesus ri. Foto à esquerda, foto à direita. À esquerda, à direita. Vida, morte, Vida. Ressuscitado que passou pela cruz, Crucificado que ressuscitou. Direita, esquerda, direita, esquerda. Como não lembrar que “os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão”? (cf. Sl 126,5). Como não crer que, de fato, os que se humilham livremente serão exaltados pelo Pai? (cf. 1Pd 5,6). Como não ter esperança, certeza, confiança, fé?
Enquanto escrevo, ao meu lado, está meu “Laughing Jesus”, meu Jesus que ri, assim, em tempo de Páscoa, vivo, ressuscitado, feliz, rindo-se, também, de mim que, como uma menina tola, fico a brincar – na vida e sobre meu birô – de fazê-lo rir, chorar, rir novamente. Sobre o birô, na Páscoa, está decidido: fica meu Jesus que ri. Quanto à vida?... bem, Ele mesmo se encarrega de rir e chorar comigo, nesta dança de amigo, sempre a dois, sempre bela, à qual costuma convidar os que ama e quer fazer participar de sua vida, dor, morte, ressurreição.

por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom

O PÃO QUE O PAI NOS DÁ

REFLEXÃO DO EVANGELHO
"Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. Jesus é o pão que o pai nos regala.

Jesus tem que ser o centro vital de toda catequese e de todo trabalho da Igreja. O cristão, chamado a crescer na fé, entre muitas dificuldades e vicissitudes, precisa acolher esse germe, essa semente capaz de dar base a todos os desenvolvimentos posteriores.

“O centro vivo da fé é Jesus Cristo. Somente por meio dele os homens podem salvar-se. Dele recebem o fundamento e a síntese de toda verdade. Nele encontram a chave, o centro e o fim do homem bem como de toda a história humana.

Cristão é aquele que escolheu Cristo e o segue. Nesta decisão fundamental por Cristo Jesus estão contidas e realizadas todas as outras exigências de conhecimento e de ação da fé.

A Igreja, pois, deve pregar a todos Jesus Cristo e fazer de sorte que cada cristão adira à sua divina pessoa e ao seu ensinamento e sejam levados a viver todo o seu mistério. Como aparece claramente no livro dos Atos, na tradição evangélica, nas cartas de Paulo e de João, o alegre anúncio de toda catequese é Jesus.

Escolhendo Jesus Cristo como centro vivo, a catequese não pretende apenas propor um núcleo essencial de verdade a se crer; mas sobretudo acolher a sua pessoa viva, na plenitude de sua humanidade e de sua divindade, como Salvador e Cabeça da Igreja e tudo o criado.

Esta perspectiva tem importância pastoral de primeira ordem. Quando a mensagem vem de uma pessoa e a pessoa consagra para isso a vida, os homens de nosso tempo são particularmente dispostos a apropriar-se dela e dela dar testemunho” (Il Rinnovamento della Catechesi, Conf. Episcopal Italiana, n. 56-58).

Quem crê em Jesus mata sua fome e sua sede...

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: João 6,30-35

Eles perguntaram: «Que sinal realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Qual é a tua obra? Nossos pais comeram o maná no deserto, como diz a Escritura: ‘Ele deu-lhes um pão que veio do céu’».
Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: Moisés não deu para vocês o pão que veio do céu. É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro pão que vem do céu, porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.» Então eles pediram: «Senhor, dá-nos sempre desse pão.» Jesus disse: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede.»

19 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ

É com o tema "Clamai pois o Senhor vos entregou esta cidade" que acontecerá de 22 a 29 de abril, na Matriz de São José, em Carnaúba dos Dantas/RN, o 1º Cerco de Jericó da paróquia. Toda a comunidade católica estará durante esses sete dias em intensa vigília de oração e adoração, diante do Santíssimo Sacramento, especialmente em favor do 3º Encontro de Casais com Cristo, do Ano Sacerdotal, do Santo Padre e dos jovens.
A abertura do cerco se dará na quinta-feira, dia 22, com a celebração da Missa de Cura e Libertação, às 19 horas. Depois desse primeiro momento, o Santíssimo ficará exposto no altar principal da Matriz até o dia 29 de abril, quando acontecerá o encerramento, também com missa de cura e libertação, quando então serão queimados todos os pedidos feitos e colocados na arca.

VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA"CERCO DE JERICÓ"?
O Cerco de Jericó é uma campanha de sete dias e sete noites de oração diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento. Sua inspiração mais remota encontra-se no capitulo 6 do livro de Josué. O texto sagrado nos conta que antes de chegar à terra prometida o povo de Israel se viu diante das grandes muralhas de Jericó que o impediam de prosseguir a caminhada. Obedecendo a voz de Deus, Josué, sucessor de Moisés e líder do povo, convidou os Israelitas a orarem durante sete dias e sete noites rodeando as muralhas de Jericó, tendo a frente a Arca da Aliança, sinal da presença de Deus que caminha com seu povo. Josué e os Israelitas acreditaram na promessa divina de que no sétimo dia durante a sétima volta as muralhas cairiam e eles alcançariam a vitória, coisa que de fato aconteceu porque o Senhor é fiel e cumpre suas promessas!
Nos nossos dias, colocamo-nos diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento e, confiantes no poder da oração, pedimos que Ele derrube as muralhas que nos impedem de tomarmos posse de uma vida mais santa e feliz.

COMO SURGIU O CERCO DE JERICÓ NOS DIAS ATUAIS:
O Santo Padre João Paulo II devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.
Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.”
No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.”
Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa.
O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações.
A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.
Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível!
No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose!
Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica. “O Rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.”
Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de Rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de Satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria.
Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: “Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo.” Nossa Senhora pede que se organizem os Rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se queremos ter certeza da vitória.

Papa aos jovens: não temer ir contra a corrente

LA VALLETTA, domingo, 18 de abril de 2010 (ZENIT.org). - Encontrar Jesus supõe “uma grande experiência de amor” que muda a vida, afirmou o Papa Bento XVI na tarde deste domingo aos jovens de Malta e Gozo, com quem celebrou um encontro no porto de La Valletta.
Esse amor expulsa o temor, afirmou o Papa. “Por isso, digo a todos: não tenham medo!”. “Não tenham medo de ser amigos íntimos de Cristo!”, exclamou em maltês.
“Certamente encontrarão oposição à mensagem do Evangelho” – prosseguiu –, constatando que “a cultura atual, como toda cultura, promove ideias e valores que talvez sejam contrários aos vividos e pregador por nosso Senhor”.
“Frequentemente se apresentam com um grande poder de persuasão, reforçados pelos meios de comunicação e a pressão social.”
“Por isso digo a vocês: não tenham medo, mas se alegrem de Seu amor por vocês, confiem n’Ele, respondam a Seu convite a ser discípulos, encontrem alimento e ajuda espiritual nos sacramentos da Igreja”, disse aos jovens.

A voz dos jovens
O pontífice chegou pelo mar no catamarã “São Paulo”, acompanhado por uma delegação de jovens. A embarcação entrou no porto escoltada por uma frota de pequenos barcos típicos das ilhas maltesas.
Após a leitura evangélica da passagem do jovem rico (Mc 10, 17-22), intervieram sete jovens, que pediram ao Papa conselho sobre como viver ante situações atuais difíceis.
Eles perguntaram sobre o desejo de “buscar e viver a verdade”, sobre a marginalização juvenil, a vocação conjugal e sobre a vida religiosa.

A força do amor

Em sua intervenção, o Papa quis recordar aos presentes a vida de São Paulo, de quem neste ano se celebra o 1950° aniversário do naufrágio no arquipélago maltês.
“Em uma época, ele era inimigo da Igreja e fez de tudo para destruí-la – observou. Enquanto estava de viagem para Damasco, com a intenção de eliminar cada cristão que encontrasse, o Senhor lhe apareceu em uma visão”.
“Toda sua vida se transformou. Converteu-se em um discípulo, até ser um grande apóstolo e missionário”.
“Cada encontro pessoal com Jesus é uma grande experiência de amor”, disse o Papa. “Deus nos ama a cada um, com uma profundidade e uma intensidade que não podemos sequer imaginar. Ele nos conhece intimamente, conhece cada uma de nossas capacidades e cada um de nossos erros”.
“Posto que nos ama tanto, deseja purificar-nos de nossas falhas e fortalecer nossas virtudes de maneira que possamos ter vida em abundância. Ainda que nos chame a atenção quando há algo em nossa vida que lhe desagrada, não nos rejeita, mas nos pede para mudar e ser mais perfeitos”.
Por isso, exortou, “aos que desejam seguir a Cristo, como esposos, padres, sacerdotes, religiosos ou fieis leigos que levam a mensagem do Evangelho ao mundo, digo: não tenham medo”.

Ed Koch: há evidente anticatolicismo nos meios de comunicação

JERUSALÉM, domingo, 18 de abril de 2010 (ZENIT.org). - O ex-prefeito judeu de Nova York afirma que os “ataques contínuos” dos meios de comunicação à Igreja e a Bento XVI converteram-se em “manifestações de anticatolicismo”.
Edward “Ed” Koch, que também foi congressista de 1969 a 1977, afirmou isso na quinta-feira, em blog do jornal The Jerusalem Post.
“A sucessão de artigos sobre os mesmos eventos, em minha opinião, não tem já a intenção de informar, mas simplesmente de castigar”, afirma Koch.
Ele reconhece que o abuso sexual a crianças é “horrendo”, assinalando que este é um ponto de acordo entre os católicos, a própria Igreja, assim como os não católicos e os meios de comunicação”.
Sobre este ponto, o político e comentarista político afirma que o Papa proclamou abertamente sua execração do delito e compaixão pelas vítimas.
Koch assinala que “muitos dos que nos meios de comunicação estão se lançando contra a Igreja e o Papa hoje, claramente o fazem com deleite, e alguns com malícia”.
E acrescenta: “a razão, creio, das constantes arremetidas é que há muitos nos media, e alguns católicos também, como muitos do público, que se opõem e estão encolerizados com a postura que a Igreja mantém, incluindo a oposição a todos os abortos, a oposição aos casamentos do mesmo sexo, o manter a norma do celibato para os sacerdotes, a exclusão das mulheres do clero, a oposição às medidas de controle de natalidade, incluindo os preservativos e a prescrição de drogas, e a oposição ao divórcio civil”.
“Meu bom amigo, o cardeal John O'Connor, disse uma vez: “a Igreja não é um buffet livre, em que se pode pegar e escolher aquilo que se gosta”.
“A Igreja tem o direito de pedir o cumprimento de todas suas obrigações religiosas por parte de seus fieis, e obviamente o direito de defender suas crenças em geral”.
O político judeu esclarece que pessoalmente não está de acordo com a postura católica nestes temas, mas acrescenta que a Igreja “tem o direito de manter estes pontos de vista de acordo com suas crenças religiosas”.
Ele afirma: “os judeus ortodoxos, igualmente à Igreja Católica, podem exigir absoluta obediência às normas religiosas. Quem rejeita aderir a elas é livre para ir embora”.
Koch expressa sua convicção de que a Igreja Católica é uma força positiva no mundo, não um mal”. Afirma que “a existência de 1,1 bilhão de católicos no mundo é importante para a paz e a prosperidade do planeta”.
“Obviamente, os meios de comunicação deveriam informar ao público sobre os novos fatos ligados ao abuso infantil – afirma Koch –, mas sua objetividade e credibilidade sofrem quando o New York Times rejeita publicar um artigo de resposta do arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, sobre o tema do anticatolicismo, e oferece em contrapartida publicar uma carta ao editor, que é muito mais breve e menos destaca”.
Ele assegurou ainda: “estou alarmado porque, segundo o Times de 6 de abril, ‘na semana passada o jornal de centro esquerda La Repubblica escreveu sem atribuição que certos círculos católicos creem que as críticas à Igreja procedem de um lobby judeu de Nova York”.
Koch esclarece que se estes “certos círculos católicos estavam-se referindo ao Times, dever-se-ia declarar que o editor, Arthur Sulzberger, Jr., não é judeu, mas episcopaliano, e seu diretor executivo, Bill Keller, é também cristão”.

A FÉ EM JESUS

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Temos a vida toda para acolher em nós Cristo Jesus e professar nossa fé nesse que veio da parte do Pai. “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
Um beneditino francês, mestre em espiritualidade, nos ajuda na reflexão de hoje: “Quem é Cristo? Aquele que veio fazer com que conhecêssemos a Deus. Deus, sem dúvida foi conhecido no passado e ainda é hoje sem Cristo. Todo homem tem um modo de conhecimento racional, precisamente porque este torna possível elevar-se partindo da criação até Deus. O que é invisível desde a criação do mundo se manifesta à inteligência através de suas obras, seu eterno poder e sua divindade.
Incontáveis homens e mulheres assim chegaram ao conhecimento, mais ou menos puro, de Deus. Muitas vezes exprimiram sua crença com grande senso religioso.
Este conhecimento natural foi sendo aperfeiçoado e purificado por homens de Deus autênticos que foram os profetas do Povo de Deus que falam em nome de Deus. As Escrituras conservaram suas palavras: eles deram aos fiéis um verdadeiro “conhecimento” de Deus que foi se convertendo em amor. Conheceu e amou de verdade aquele que fez esta prece: “Em ti me confio, Senhor. E digo: “Tu és meu Deus, em tuas mãos meu destino”.
No fundo dos humanos corações que iam descobrindo a Deus, uma angústia: durezas e quedas do homem submetem a confiança e o amor dos fiéis a duras provas. Como não duvidar por vezes da bondade- da justiça- desse Onipotente que deixa os homens tão cruelmente serem presas do mal.
Como acreditar que se possa ser amado por ele, quando se é tão miserável?
“Das profundezas, clamo a ti. Senhor. Se levares em conta as nossas faltas quem poderá subsistir?”
Quantas vezes semelhantes lamentos sairão da boca dos homens. Alguns chegarão a dizer como Jó: “Morra o dia que me viu nascer”. Mesmo vivendo esse “abandono” não podem esses homens “cortar-se” de Deus. Gemendo, esperaram alguma coisa, ou antes, alguém que os libertaria de tão cruel dilema.
O Salvador veio. Damos-lhe o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. É ele quem nos dá a chave do enigma. Deu-a aos que nele crêem, aos que crêem que esse Jesus que percorreu a Galiléia e a Judéia no tempo de Herodes e de Pilatos, era o Filho de Deus feito homem para “dirigir os nossos passos no caminho da paz”.
Os que assim o reconheceram, passaram a segui-lo. Sim, puderam segui-lo porque ele era homem e percorria a terra com passos de homem. Eles o viram penetrar em nossa humanidade de pecado como a relha do arado na terra revirando-a e o seguiram com o perigo de serem esmagados como ele. Mas acreditavam que ele era Deus. Em vez de morrer, no seu seguimento, adquiriram o verdadeiro conhecimento de Deus, aquele que liberta.
É seguindo-o que resolvemos o enigma de nossa vida, enigma de nossa aspiração à vida no seio de uma humanidade às voltas com a morte.

EVANGELHO DO DIA - João 6,22-29

No dia seguinte, a multidão, que tinha ficado do outro lado do mar, viu que aí havia só uma barca. Viu também que Jesus não tinha subido na barca com os discípulos e que eles tinham ido sozinhos. Então chegaram outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois que o Senhor agradeceu a Deus. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os discípulos estavam aí, as pessoas subiram nas barcas e foram procurar Jesus em Cafarnaum.
Quando encontraram Jesus no outro lado do lago, perguntaram: «Rabi, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. Não trabalhem pelo alimento que se estraga; trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna. É este alimento que o Filho do Homem dará a vocês, porque foi ele quem Deus Pai marcou com seu selo.»
Então eles perguntaram: «O que é que devemos fazer para realizar as obras de Deus?» Jesus respondeu: «A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou.»

18 de abr de 2010

POR QUE DEUS NÃO ME ESCUTA?



Esta pergunta é tão antiga quanto a religião e ainda hoje insiste em ressoar no coração do homem; é este, inclusive, o motivo da revolta de muitos contra Deus: “O Senhor não me ouve... Deus não quer saber de mim!” Dizer “O Senhor não escuta minha oração!” equivale quase a dizer “O Senhor não me ama!”
As pessoas se revoltam porque lhes custa crer que Deus as ame e que lhes queira bem. Não acreditam que o Senhor as ame o suficiente para atendê-las. Mas Deus nos ama e ama muito! Bem diz o salmista: “A palavra ainda não me chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda” (Sl 138,4). Ele sabe tudo, sabe do que você necessita e pode lhe conceder muito além do que você pede ou pensa.
São Basílio Magno ensinava: “Pedes e não recebes, porque a tua oração foi malfeita ou sem fé, sem devoção ou desejo, ou porque pediste coisa que não se referia a tua salvação eterna ou pediste sem perseverança”.
A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação. Quem pede a Deus, humilde e confiantemente, coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia, ora não é atendido por misericórdia; porque o médico, melhor que o doente, sabe do que realmente o doente necessita. Deus sabe o que é melhor para você mais que você mesmo. “Os pensamentos de Deus são muito mais altos que os meus”. Deus quer o melhor para você porque o ama.
O que acontece então? Por que nem sempre somos atendidos?
Em primeiro lugar, Deus sabe quando deve nos dar aquilo que lhe pedimos; por isso temos de aprender a esperar e a ser pacientes e perseverantes. “Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2,3).
O fato de a nossa oração não ser atendida imediatamente não quer dizer que Deus nos tenha esquecido. Quem nEle espera não se decepciona!
“Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura! Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,3.5).
Pedimos também coisas más, por exemplo: pedimos justiça quando, na verdade, queremos vingança, que a pessoa pague pelo mal que nos fez, e tantas outras coisas... Coisas que se Deus nos concedesse, provavelmente, comprometeriam nossa salvação.
E pedimos de maneira má, não como filhos, mas como empregados interesseiros, que se aproximam apenas pelo fato de saberem que seu patrão pode beneficiá-los.

Portanto, nos momentos de oração, oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. Invoca-o nos dias de tribulação, e Ele te livrará. Nunca se esqueça: Deus o ama e vê o seu desejo. Ele olha por você!
Confie no Senhor!

Do Livro "Quando só Deus é a resposta", de Márcio Mendes

Implantação da Pastoral Familiar

Está sendo implantada hoje, domingo (18/04), a Pastoral Familiar na Paróquia de São José de Carnaúba dos Dantas. O encontro de implantação acontecerá durante todo o dia, no CEJUC, com paletras explicativas acerca dessa pastoral.

O QUE É A PASTORAL FAMILIAR:
É um serviço que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, para que possa existir e viver dignamente, estabelecer relacionamentos e formar as novas gerações conforme o plano de Deus.
A pastoral abrange todas as famílias, independentemente de sua situação familiar, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa.
No Concilio Vaticano II começou-se a delinear na Igreja uma proposta inspiradora para os esforços da evangelização da família. No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada na década de 80, onde foram realizados vários encontros nacionais com representantes de alguns movimentos e serviços familiares. Em 1981, no IV Sínodo dos Bispos, foi promulgado a Exortação Apostólica Familiaris Consortio sobre a missão da família cristã no mundo de hoje.

A Comissão Episcopal Pastoral para a vida e a Família propõe a seguinte organização em nível diocesano e Paroquial.
a) SETOR PRÉ-MATRIMONIAL
· Preparação Remota. Articular com: Crisma, jovens, catequese e escola.
· Preparação Próxima: Evangelizar namorados e noivos.
· Preparação Imediata: Diálogo com o Padre, Retiro Espiritual, Rito Sacramental e Celebração.

b) SETOR PÓS -MATRIMONIAL
· Oferecer ajuda e formação para recém-casados e grupos familiares.
· Formação continua para a vida conjugal, familiar e comunitária e Celebrações Especiais.

c) SETOR CASOS ESPECIAIS
· Os casais em segunda união e seus filhos sejam acolhidos, acompanhados e incentivados, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja, segundo as orientações do Magistério.
· Acompanhar as diferentes realidades das famílias de migrantes, mães e pais solteiros, famílias com filhos deficientes ou drogados, famílias distanciadas da Igreja, matrimônios mistos, atenção especiais aos idosos, viúvos, casais em segunda união, alcoolismo etc.

A Pastoral Familiar constrói sua organicidade buscando estabelecer cooperação com outras iniciativas da Igreja, no estilo Corpo de Cristo. É uma Pastoral bastante abrangente, inclue o casal, os filhos, os parentes, a comunidade e a sociedade. Por isso, deve trabalhar com as outras pastorais, porque tudo parte da família e, ao mesmo tempo tudo se dirige à família, é voltada para a família, “um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora”. E, nela todas as pessoas tem lugar, todas as pastorais, movimentos, serviços e institutos, de uma maneira ou de outra, tem sua contribuição a dar, como também contribuição a receber.
A Pastoral Familiar surge como uma resposta da Igreja em favor da família que, agredida, se desestrutura e tem dificuldades de existir, evangelizar os relacionamentos, e formar cidadãos.

CRISTO NA GLÓRIA E NA IGREJA

REFLEXÃO DA LITURGIA DOMINICAL


Muitas pessoas dizem acreditar em Jesus, mas não querem comprometer-se com a comunidade da Igreja. Talvez até entrem numa igreja bonita e espaçosa para, ao voltar do serviço, descansar um pouco, mas a Igreja como comunidade não as atrai. Pretendem acreditar em Cristo, mas não querem saber de sua comunidade ... Às vezes, vira até caricatura: invocam ajuda de Cristo e de todos os santos para resolver uns probleminhas pessoais, mas não ligam para sua grande obra, a
comunidade que ele fundou. Será Jesus apenas um quebra-galho para uso pessoal?
Conforme a liturgia de hoje, Jesus ressuscitado está misteriosamente presente na Igreja. O evangelho conta como Jesus ressuscitado aparece aos apóstolos enquanto estão pescando sem êxito, no lago de Genesaré. Sua presença os faz pescar grande número de peixes grandes - cento e cinquenta e três, imagem da multidão que, logo nos primeiros anos, aderiu a Cristo na Igreja. Na 1ª leitura ouvimos o atrevido testemunho dos Apóstolos, apesar de proibidos de falar no nome de Jesus. É no testemunho da Igreja que Jesus ressuscitado vive para o mundo. Querer ter Jesus sem a Igreja é como querer transportar água sem balde. E este Jesus é o Senhor glorioso, adorado por todos os santos no céu, como nos mostra o Apocalipse (2ª leitura). Que seja adorado assim também na terra.
Viver como cristão é viver da palavra de Deus em Jesus Cristo. Esta palavra é a instância suprema de nossa vida. "Importa mais obedecer a Deus do que aos homens", diz Pedro às autoridades de Jerusalém que o querem proibir de anunciar o Cristo ressuscitado (At 5,29).
Ora, a Igreja serve exatamente para guardar viva a palavra de Jesus e a sua presença no meio de nós. A Igreja não serve para si mesma ou para satisfazer a ambição dos padres - como mídia às vezes parece insinuar, não sem culpa dos próprios ... A Igreja tampouco serve para construir ricos templos (alguns melhor nunca tivessem sido construídos!). A Igreja existe para dar a todos os seres humanos a oportunidade de conhecer Jesus morto e ressuscitado, de tomar refeição com ele - como os seus primeiros discípulos -, de acolher e cumprir sua palavra, sempre de novo traduzida e explicada conforme as exigências de cada momento. Ela existe para constituir a comunidade que é necessária para que o mandamento e o exemplo de amor deixados por Jesus sejam transmitidos e postos em prática, pois é impossível amar sozinho ... A Igreja serve para fazer acontecer, sempre, no mundo, a prática de Jesus - na justiça e no amor eficaz ao próximo. Se ela fizer isso, ela partilhará para sempre a glória que Deus deu ao "Cordeiro", por ter-se sacrificado por nós. Pois Deus ama o amor que dá a vida pelos outros. E quem faz isso, como Cristo, já vive um pouco o céu. A Igreja serve para nos ajudar nisso.


Fonte: www.franciscanos.org.br

3º DOMINGO DE PÁSCOA



EVANGELHO: João 21,1-19


Jesus apareceu aos discípulos na margem do mar de Tiberíades. E apareceu deste modo: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé chamado Gêmeo, Natanael de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. Simão Pedro disse: «Eu vou pescar.» Eles disseram: «Nós também vamos.» Saíram e entraram na barca. Mas naquela noite não pescaram nada.
Quando amanheceu, Jesus estava na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Então Jesus disse: «Rapazes, vocês têm alguma coisa para comer?» Eles responderam: «Não.» Então Jesus falou: «Joguem a rede do lado direito da barca, e vocês acharão peixe.» Eles jogaram a rede e não conseguiam puxá-la para fora, de tanto peixe que pegaram. Então o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor.» Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu a roupa, pois estava nu, e pulou dentro d’água.
Os outros discípulos foram na barca, que estava a uns cem metros da margem. Eles arrastavam a rede com os peixes. Logo que pisaram em terra firme, viram um peixe na brasa e pão. Jesus disse: «Tragam alguns peixes que vocês acabaram de pescar.» Então Simão Pedro subiu na barca e arrastou a rede para a praia. Estava cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar de tantos peixes, a rede não arrebentou.
Jesus disse para eles: «Vamos, comam.» Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus se aproximou, tomou o pão e distribuiu para eles. Fez a mesma coisa com o peixe.
Essa foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.» Jesus disse: «Cuide dos meus cordeiros.» Jesus perguntou de novo a Pedro: «Simão, filho de João, você me ama?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.» Jesus disse: «Tome conta das minhas ovelhas.» Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: «Simão, filho de João, você me ama?» Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: «Senhor, tu conheces tudo, e sabes que eu te amo.» Jesus disse: «Cuide das minhas ovelhas. Eu garanto a você: quando você era mais moço, você colocava o cinto e ia para onde queria. Quando você ficar mais velho, estenderá as suas mãos, e outro colocará o cinto em você e o levará para onde você não quer ir.» Jesus falou isso aludindo ao tipo de morte com que Pedro iria glorificar a Deus. E Jesus acrescentou: «Siga-me.»

17 de abr de 2010

SOPRAVA UM VENTO FORTE

REFLEXÃO DO EVANGELHO
Jesus, o Senhor da natureza, não depende das forças naturais. Caminha sobre a águas. Assim como Deus tinha feito o seu Povo passar pelas águas do Mar Vermelho com coragem, agora Jesus acompanha os seus que estão na barca. Os seus não vão sucumbir. A presença de Jesus junto deles é presença de vida. Este é o ensinamento de João. O caminhar sobre as águas está, pois, ligado, de alguma foram ao fato dos queridos de Deus terem atravessado ilesos as águas na saída da escravidão.

Há uns pormenores que precisam ser destacados.

Já estava escuro. Noite, obscuridão, incapacidade de ver com claridade. A noite tem seus mistérios e seus perigos. É bom esperar a manhã, a luz, o sol. Jesus sempre se disse a luz que ilumina os homens e o mundo.

Há um vento forte e o mar estava agitado. Verdade que há o vento do Espírito, de Pentecostes, que arranca o que precisa ser extirpado. Mas há a ventania das tentações, dos ataques do inimigo que apavoram.

Diante do vento forte, nas trevas, sem a certeza da presença de Jesus, os discípulos experimentam medo. Quantos medos ontem e hoje. Medo da doença, medo de desemprego, medo de que um casamento venha a terminar, medo do amanhã, medo devido às nossas fragilidades, medo de não conseguirmos ser discípulos do Senhor, medo da noite da vida com seus mistérios...

E, no coração da vida, Jesus se faz presente com se tinha feito junto aos apóstolos: “Sou eu, não tenhais medo”.

Os apóstolos quiseram “recolher Jesus na barca”. A barca, no entanto chega ao porto e eles não puderam “prender” Jesus. O Ressuscitado não aceita se acantonar aqui ou ali.

EVANGELHO: João 6,16-21

Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram ao mar. Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já era noite, e Jesus ainda não tinha ido ao encontro deles. Soprava vento forte e o mar estava agitado. Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco ou seis quilômetros, quando viram Jesus andando sobre as águas e aproximando-se da barca. Então ficaram com medo, mas Jesus disse: «Sou eu. Não tenham medo.» Eles quiseram recolher Jesus na barca, mas nesse instante a barca chegou à margem para onde estavam indo.

16 de abr de 2010

Fé, luz da vida

O período pascal é tempo propício para refletir sobre a vida à luz da fé. Ter fé na pessoa de Jesus Ressuscitado é aceitar suas promessas de vida plena e eterna. Felizes aqueles que acreditam e mantém a vida aberta aos valores maiores e iluminadores da existência humana. Esta só tem a ganhar com a luz da fé.
Quem crê procura viver conforme a crença que dá sentido e direcionamento à vida. Crer é deixar que a luz de Deus ilumine o seu caminho. O ser humano carrega a necessidade de voltar-se para algo maior que o mova para além de si mesmo. Este anseio se converte em esperança que faz a pessoa caminhar com confiança na busca de uma vida feliz. A felicidade é a maior promessa para o ser humano e a fé mostra o caminho para alcançá-la.
. Abraão, o pai da fé, como é denominado, seguiu as orientações divinas e acreditou em tudo que do Senhor ouviu. Mais ainda: fez tudo conforme Deus lhe instruía. Assim, sua vida passou a ser uma relação amiga com Deus. Ele falava com Deus, ouvia a sua palavra e obedecia. Então, as promessas foram se realizando, mesmo quando já não se tinha mais razões humanas para continuar acreditando. Foi assim que Abraão tornou-se pai de uma imensa geração. Ele é pai de todos os que acreditam no Deus único e verdadeiro.
A experiência de Abraão é exemplar. O seu sucesso reside no fato de que se deixou guiar por Deus. Ora, todo aquele que crê em Deus se orienta por sua Palavra. A Palavra divina encarnada é Jesus Cristo, que foi morto e, depois de três dias, ressuscitou. Para a comunidade cristã primitiva, aquela dos apóstolos e primeiros discípulos, o fator determinante para a sua existência é crer em Jesus e seguir as suas orientações para construir um mundo de paz, justiça e felicidade.
Crer no Ressuscitado é aceitar a possibilidade da vida continuar existindo depois da morte. Quem assume esta crença passa a considerar a vida como destinada à eternidade. Este fato dá ao ser humano um sentido totalmente novo. É que para chegar à vida eterna se faz necessário viver bem cada instante desta vida. Por isso, nasce da crença no Ressuscitado a ética que valoriza a vida em sua totalidade. Daí almejar a eternidade implica, aqui e agora, amar, promover, defender e cuidar da vida em todas as suas fases e manifestações.
Deste modo, crer é acolher a vida revestida com os raios de luz que emanam da eternidade. Somente por tais raios pode-se conectar a humanidade a Deus, fonte e origem de toda vida.
O olhar de quem tem fé é contemplativo. Vislumbra na criação a força poderosa da vida que Deus aí deixou. Sente a mão do Criador moldando e aprimorando todas as coisas. Extasia-se diante do Filho de Deus que veio ao mundo para reorientá-lo a fim de que alcance a plenitude. Reconhece a luz divina brilhando e enchendo a história da plenitude da sabedoria, que é o amor.
A fé dá à vida humana uma qualidade essencial que é a capacidade de religá-la à sua origem e impulsioná-la para a total realização.
Vivamos o tempo pascal à luz da fé no Ressuscitado e re-significando a nossa vida para que ela se encha de esperança e paz.
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz
Bispo Diocesano de Caicó/RN