Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

19 de abr de 2010

1º CERCO DE JERICÓ

É com o tema "Clamai pois o Senhor vos entregou esta cidade" que acontecerá de 22 a 29 de abril, na Matriz de São José, em Carnaúba dos Dantas/RN, o 1º Cerco de Jericó da paróquia. Toda a comunidade católica estará durante esses sete dias em intensa vigília de oração e adoração, diante do Santíssimo Sacramento, especialmente em favor do 3º Encontro de Casais com Cristo, do Ano Sacerdotal, do Santo Padre e dos jovens.
A abertura do cerco se dará na quinta-feira, dia 22, com a celebração da Missa de Cura e Libertação, às 19 horas. Depois desse primeiro momento, o Santíssimo ficará exposto no altar principal da Matriz até o dia 29 de abril, quando acontecerá o encerramento, também com missa de cura e libertação, quando então serão queimados todos os pedidos feitos e colocados na arca.

VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA"CERCO DE JERICÓ"?
O Cerco de Jericó é uma campanha de sete dias e sete noites de oração diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento. Sua inspiração mais remota encontra-se no capitulo 6 do livro de Josué. O texto sagrado nos conta que antes de chegar à terra prometida o povo de Israel se viu diante das grandes muralhas de Jericó que o impediam de prosseguir a caminhada. Obedecendo a voz de Deus, Josué, sucessor de Moisés e líder do povo, convidou os Israelitas a orarem durante sete dias e sete noites rodeando as muralhas de Jericó, tendo a frente a Arca da Aliança, sinal da presença de Deus que caminha com seu povo. Josué e os Israelitas acreditaram na promessa divina de que no sétimo dia durante a sétima volta as muralhas cairiam e eles alcançariam a vitória, coisa que de fato aconteceu porque o Senhor é fiel e cumpre suas promessas!
Nos nossos dias, colocamo-nos diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento e, confiantes no poder da oração, pedimos que Ele derrube as muralhas que nos impedem de tomarmos posse de uma vida mais santa e feliz.

COMO SURGIU O CERCO DE JERICÓ NOS DIAS ATUAIS:
O Santo Padre João Paulo II devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.
Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.”
No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.”
Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa.
O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações.
A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.
Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível!
No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose!
Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica. “O Rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.”
Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de Rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de Satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria.
Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: “Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo.” Nossa Senhora pede que se organizem os Rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se queremos ter certeza da vitória.

Papa aos jovens: não temer ir contra a corrente

LA VALLETTA, domingo, 18 de abril de 2010 (ZENIT.org). - Encontrar Jesus supõe “uma grande experiência de amor” que muda a vida, afirmou o Papa Bento XVI na tarde deste domingo aos jovens de Malta e Gozo, com quem celebrou um encontro no porto de La Valletta.
Esse amor expulsa o temor, afirmou o Papa. “Por isso, digo a todos: não tenham medo!”. “Não tenham medo de ser amigos íntimos de Cristo!”, exclamou em maltês.
“Certamente encontrarão oposição à mensagem do Evangelho” – prosseguiu –, constatando que “a cultura atual, como toda cultura, promove ideias e valores que talvez sejam contrários aos vividos e pregador por nosso Senhor”.
“Frequentemente se apresentam com um grande poder de persuasão, reforçados pelos meios de comunicação e a pressão social.”
“Por isso digo a vocês: não tenham medo, mas se alegrem de Seu amor por vocês, confiem n’Ele, respondam a Seu convite a ser discípulos, encontrem alimento e ajuda espiritual nos sacramentos da Igreja”, disse aos jovens.

A voz dos jovens
O pontífice chegou pelo mar no catamarã “São Paulo”, acompanhado por uma delegação de jovens. A embarcação entrou no porto escoltada por uma frota de pequenos barcos típicos das ilhas maltesas.
Após a leitura evangélica da passagem do jovem rico (Mc 10, 17-22), intervieram sete jovens, que pediram ao Papa conselho sobre como viver ante situações atuais difíceis.
Eles perguntaram sobre o desejo de “buscar e viver a verdade”, sobre a marginalização juvenil, a vocação conjugal e sobre a vida religiosa.

A força do amor

Em sua intervenção, o Papa quis recordar aos presentes a vida de São Paulo, de quem neste ano se celebra o 1950° aniversário do naufrágio no arquipélago maltês.
“Em uma época, ele era inimigo da Igreja e fez de tudo para destruí-la – observou. Enquanto estava de viagem para Damasco, com a intenção de eliminar cada cristão que encontrasse, o Senhor lhe apareceu em uma visão”.
“Toda sua vida se transformou. Converteu-se em um discípulo, até ser um grande apóstolo e missionário”.
“Cada encontro pessoal com Jesus é uma grande experiência de amor”, disse o Papa. “Deus nos ama a cada um, com uma profundidade e uma intensidade que não podemos sequer imaginar. Ele nos conhece intimamente, conhece cada uma de nossas capacidades e cada um de nossos erros”.
“Posto que nos ama tanto, deseja purificar-nos de nossas falhas e fortalecer nossas virtudes de maneira que possamos ter vida em abundância. Ainda que nos chame a atenção quando há algo em nossa vida que lhe desagrada, não nos rejeita, mas nos pede para mudar e ser mais perfeitos”.
Por isso, exortou, “aos que desejam seguir a Cristo, como esposos, padres, sacerdotes, religiosos ou fieis leigos que levam a mensagem do Evangelho ao mundo, digo: não tenham medo”.

Ed Koch: há evidente anticatolicismo nos meios de comunicação

JERUSALÉM, domingo, 18 de abril de 2010 (ZENIT.org). - O ex-prefeito judeu de Nova York afirma que os “ataques contínuos” dos meios de comunicação à Igreja e a Bento XVI converteram-se em “manifestações de anticatolicismo”.
Edward “Ed” Koch, que também foi congressista de 1969 a 1977, afirmou isso na quinta-feira, em blog do jornal The Jerusalem Post.
“A sucessão de artigos sobre os mesmos eventos, em minha opinião, não tem já a intenção de informar, mas simplesmente de castigar”, afirma Koch.
Ele reconhece que o abuso sexual a crianças é “horrendo”, assinalando que este é um ponto de acordo entre os católicos, a própria Igreja, assim como os não católicos e os meios de comunicação”.
Sobre este ponto, o político e comentarista político afirma que o Papa proclamou abertamente sua execração do delito e compaixão pelas vítimas.
Koch assinala que “muitos dos que nos meios de comunicação estão se lançando contra a Igreja e o Papa hoje, claramente o fazem com deleite, e alguns com malícia”.
E acrescenta: “a razão, creio, das constantes arremetidas é que há muitos nos media, e alguns católicos também, como muitos do público, que se opõem e estão encolerizados com a postura que a Igreja mantém, incluindo a oposição a todos os abortos, a oposição aos casamentos do mesmo sexo, o manter a norma do celibato para os sacerdotes, a exclusão das mulheres do clero, a oposição às medidas de controle de natalidade, incluindo os preservativos e a prescrição de drogas, e a oposição ao divórcio civil”.
“Meu bom amigo, o cardeal John O'Connor, disse uma vez: “a Igreja não é um buffet livre, em que se pode pegar e escolher aquilo que se gosta”.
“A Igreja tem o direito de pedir o cumprimento de todas suas obrigações religiosas por parte de seus fieis, e obviamente o direito de defender suas crenças em geral”.
O político judeu esclarece que pessoalmente não está de acordo com a postura católica nestes temas, mas acrescenta que a Igreja “tem o direito de manter estes pontos de vista de acordo com suas crenças religiosas”.
Ele afirma: “os judeus ortodoxos, igualmente à Igreja Católica, podem exigir absoluta obediência às normas religiosas. Quem rejeita aderir a elas é livre para ir embora”.
Koch expressa sua convicção de que a Igreja Católica é uma força positiva no mundo, não um mal”. Afirma que “a existência de 1,1 bilhão de católicos no mundo é importante para a paz e a prosperidade do planeta”.
“Obviamente, os meios de comunicação deveriam informar ao público sobre os novos fatos ligados ao abuso infantil – afirma Koch –, mas sua objetividade e credibilidade sofrem quando o New York Times rejeita publicar um artigo de resposta do arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, sobre o tema do anticatolicismo, e oferece em contrapartida publicar uma carta ao editor, que é muito mais breve e menos destaca”.
Ele assegurou ainda: “estou alarmado porque, segundo o Times de 6 de abril, ‘na semana passada o jornal de centro esquerda La Repubblica escreveu sem atribuição que certos círculos católicos creem que as críticas à Igreja procedem de um lobby judeu de Nova York”.
Koch esclarece que se estes “certos círculos católicos estavam-se referindo ao Times, dever-se-ia declarar que o editor, Arthur Sulzberger, Jr., não é judeu, mas episcopaliano, e seu diretor executivo, Bill Keller, é também cristão”.

A FÉ EM JESUS

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Temos a vida toda para acolher em nós Cristo Jesus e professar nossa fé nesse que veio da parte do Pai. “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
Um beneditino francês, mestre em espiritualidade, nos ajuda na reflexão de hoje: “Quem é Cristo? Aquele que veio fazer com que conhecêssemos a Deus. Deus, sem dúvida foi conhecido no passado e ainda é hoje sem Cristo. Todo homem tem um modo de conhecimento racional, precisamente porque este torna possível elevar-se partindo da criação até Deus. O que é invisível desde a criação do mundo se manifesta à inteligência através de suas obras, seu eterno poder e sua divindade.
Incontáveis homens e mulheres assim chegaram ao conhecimento, mais ou menos puro, de Deus. Muitas vezes exprimiram sua crença com grande senso religioso.
Este conhecimento natural foi sendo aperfeiçoado e purificado por homens de Deus autênticos que foram os profetas do Povo de Deus que falam em nome de Deus. As Escrituras conservaram suas palavras: eles deram aos fiéis um verdadeiro “conhecimento” de Deus que foi se convertendo em amor. Conheceu e amou de verdade aquele que fez esta prece: “Em ti me confio, Senhor. E digo: “Tu és meu Deus, em tuas mãos meu destino”.
No fundo dos humanos corações que iam descobrindo a Deus, uma angústia: durezas e quedas do homem submetem a confiança e o amor dos fiéis a duras provas. Como não duvidar por vezes da bondade- da justiça- desse Onipotente que deixa os homens tão cruelmente serem presas do mal.
Como acreditar que se possa ser amado por ele, quando se é tão miserável?
“Das profundezas, clamo a ti. Senhor. Se levares em conta as nossas faltas quem poderá subsistir?”
Quantas vezes semelhantes lamentos sairão da boca dos homens. Alguns chegarão a dizer como Jó: “Morra o dia que me viu nascer”. Mesmo vivendo esse “abandono” não podem esses homens “cortar-se” de Deus. Gemendo, esperaram alguma coisa, ou antes, alguém que os libertaria de tão cruel dilema.
O Salvador veio. Damos-lhe o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. É ele quem nos dá a chave do enigma. Deu-a aos que nele crêem, aos que crêem que esse Jesus que percorreu a Galiléia e a Judéia no tempo de Herodes e de Pilatos, era o Filho de Deus feito homem para “dirigir os nossos passos no caminho da paz”.
Os que assim o reconheceram, passaram a segui-lo. Sim, puderam segui-lo porque ele era homem e percorria a terra com passos de homem. Eles o viram penetrar em nossa humanidade de pecado como a relha do arado na terra revirando-a e o seguiram com o perigo de serem esmagados como ele. Mas acreditavam que ele era Deus. Em vez de morrer, no seu seguimento, adquiriram o verdadeiro conhecimento de Deus, aquele que liberta.
É seguindo-o que resolvemos o enigma de nossa vida, enigma de nossa aspiração à vida no seio de uma humanidade às voltas com a morte.

EVANGELHO DO DIA - João 6,22-29

No dia seguinte, a multidão, que tinha ficado do outro lado do mar, viu que aí havia só uma barca. Viu também que Jesus não tinha subido na barca com os discípulos e que eles tinham ido sozinhos. Então chegaram outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois que o Senhor agradeceu a Deus. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os discípulos estavam aí, as pessoas subiram nas barcas e foram procurar Jesus em Cafarnaum.
Quando encontraram Jesus no outro lado do lago, perguntaram: «Rabi, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. Não trabalhem pelo alimento que se estraga; trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna. É este alimento que o Filho do Homem dará a vocês, porque foi ele quem Deus Pai marcou com seu selo.»
Então eles perguntaram: «O que é que devemos fazer para realizar as obras de Deus?» Jesus respondeu: «A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou.»