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29 de jun de 2010

Dia do Papa


No dia 29 de junho, a Igreja celebra a festa de São Pedro, o apóstolo que Jesus escolheu para ser o chefe dos apóstolos, como se lê não só no Evangelho de São Mateus (16, 18), mas também em São João (21, 16-18). Através da imagem das chaves Cristo prometeu-lhe a chefia da cidade e entregou-lhe o rebanho todo. Por ser a festa de São Pedro, é o dia do papa, que é seu sucessor.
O atual é Bento XVI. Neste dia todos os católicos do mundo rezamos por ele, pedindo ao Senhor que as luzes do Espírito Santo o iluminem e o fortifiquem para o bem da Igreja.
O poder do Papa na Igreja não é de um soberano absoluto, cujo querer é lei. Mas sua missão é por-se a serviço da palavra de Deus e fazer que esta palavra de Deus esteja no coração de todos. É pois Ele que ilumina os passos da humanidade e aponta os caminhos do Evangelho em nome de Jesus Cristo.
Por ser criatura humana, carrega em si, não obstante a excelsitude de seu cargo e de sua missão, as qualidades e limitações da natureza humana. Daí as diferenças pessoais dos Papas. Para os que temos fé, sabemos ver nos Papas, que a história nos retrata, tanto a autoridade suprema em nome de Jesus, como as diferenças pessoais de cultura, de psicologia, de origem e de formação.
No Papa atual Bento XVI, temos de reconhecer sua invejável cultura teológica, doutor que é em teologia. Sua tese de doutorado foi sobre a teologia de Santo Agostinho.
Além do preparo inrtelectual no campo da teologia, Bento XVI é “expert” na arte musical. Pianista, levou para seus aposentos o piano, que possuia quando cardeal. Isto se deve ao ambiente musical de seu lar e da sua família. Hoje, nas poucas horas vagas do seu dia, consegue deslisar os dedos ageis na sonora brancura do teclado. E sua preferência é por Mozart. Ele mesmo recorda que, “na sua paróquia de origem, quando nos dias de festa, tocavam uma Missa de Mozart, para mim era como se estivessem abertos os céus”.
Homem muito discreto, vive no silêncio de seu palácio, de modo que pouco ou quase nada se sabe de sua vida pessoal. Apenas, por indiscrição de um cardeal, com quem almoçava às vezes, antes de ser papa, sabe-se que aprecia doce e chocolate. Sem dúvida um bom gosto...
Sabe-se por confidência dele mesmo, que no seminário, quando jovem, sua “verdadeira tortura” era a hora do esporte, por não se sentir dotado para o exercício físico.
Estas pinceladas, que tentam mostrar a personalidade do nosso atual Pontífice, têm a pretensão de fazê-lo mais conhecido, admirado e amado. E no seu dia, que é a festa de São Pedro, o Senhor O conserve, O faça feliz e iluminado para o bem de nossa Igreja. E sempre abençoado, como diz seu próprio nome.

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira

QUEM É ESTE QUE ACALMA A VENTANIA?

Jesus vive com seus discípulos. Raras vezes anda sozinho. Os evangelistas fazem questão de observar que os que seguiam gostavam e precisavam de sua companhia. Tal acontecia muitas vezes, na travessia do lago, do lago que foi palco de tantas cenas tocantes dos evangelhos...
Tempestade, barca em perigo, aflição e medo dos apóstolos! Ondas violentas pareciam cobrir de água a pobre embarcação e ele dormia, o Mestre dormia na hora da tribulação.
O medo e pavor dos discípulos levam-nos a acordar o Mestre ausente nos domínios do sono. O grito é forte e as palavras bem o dizem: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo”.
Companheiros de Jesus na travessia do Lago de Tiberíades e os discípulos do Ressuscitado nos tempos de hoje, uns e outros temos medo. Há lares despedaçados, há viúvas chorando a morte de seus filhos na guerra do tráfico, há soldados que vão para a guerra por causa do desejo dos poderosos, há templos cristãos que se esvaziaram, há essa indiferença de tantos pelas exigências do Evangelho, há migrações de nossas fileiras para grupos que nem sempre levam à plenitude.
Temos a nítida impressão que Jesus dorme e nos deixa entregues a nós mesmos! Será que precisamos acordar o Mestre? Ou ele também nos recriminará pela falta de fé?
Ora, temos que fazer como se tudo dependesse de nós, como diz um ditado de sabedoria, e ao mesmo tempo saber que tudo depende daquele que está na barca de nosso destino, de nossa vida, da Igreja, levando adiante um projeto que não é nosso, mas dele, pedindo-nos apenas e tão somente fé. Insisto, não se trata de deixar que ele opere tudo. Faremos que o seu projeto seja nosso projeto.
Nossos medos são justificados: nossos meninos estão crescendo sem acolherem o Evangelho, há um esquecimento mais ou menos grave do gesto de Jesus, de sua paixão e de sua ressurreição, o tecido da fraternidade anda esgarçado. Jesus parece dormir.
Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé? Até que ponto essa reprimenda de ontem nos atinge? Será que estamos da inércia?
Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.

EVANGELHO DO DIA - Mateus 8,23-27

Então Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve grande agitação no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, estava dormindo. Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo: «Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!» Jesus respondeu: «Por que vocês têm medo, homens de pouca fé?» E, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e tudo ficou calmo. Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é esse homem, a quem até o vento e o mar obedecem?»
PALAVRAS DA SALVAÇÃO - Glória a vós, Senhor