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29 de dez de 2009

A Arquidiocese de Natal comemora 100 anos


A Arquidiocese de Natal (RN) comemora 100 anos de fundação nesta terça-feira, 29, mas a intensa programação começou ainda em 2006.
Neste triênio de preparação, os fiéis dos 88 municípios que fazem parte do arcebispado participaram de diversas iniciativas. "Destacamos as santas missões populares e as visitas pastorais às paróquias do interior, bem como uma série de simpósios com temas variados", afirma o Arcebispo Dom Matias Patrício de Macêdo.
Esses simpósios fizeram parte do primeiro Congresso Eucarístico Missionário Arquidiocesano, que abordou temas como a Catequese, Juventude, História da Igreja, Missão e Família.
A meta de construir 100 novas Igrejas nesses três anos foi superada. "Eu costumo brincar que não foram apenas 100, foram 102!", exclama Dom Matias. O Arcebispo destaca que celebrar o centenário é um convite a ter ainda mais responsabilidade com a história dessa Igreja local. "É uma Igreja viva, agradável, missionária, servidora e acolhedora", destaca.
Às 17 horas desta terça-feira, 29, no Papódromo, foi celebrada a Missa da Santíssima Eucaristia, presidida pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha. Logo após, aconteceu um show com padre Zezinho.

REFLEXÃO DO DIA - Terça-Feira 29/12

Terminados os dias da purificação deles, conforme a Lei de Moisés, levaram o menino para Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo primogênito de sexo masculino será consagrado ao Senhor.» Foram também para oferecer em sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos, conforme ordena a Lei do Senhor. Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Era justo e piedoso. Esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava com ele. O Espírito Santo tinha revelado a Simeão que ele não morreria sem primeiro ver o Messias prometido pelo Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o menino Jesus, para cumprirem as prescrições da Lei a respeito dele, Simeão tomou o menino nos braços, e louvou a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, conforme a tua promessa,
podes deixar o teu servo partir em paz.
Porque meus olhos viram a tua salvação,
que preparaste diante de todos os povos:
luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel.»
O pai e a mãe estavam maravilhados com o que se dizia do menino. Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: «Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.» (Lc 2,22-35)

“Simeão chegava ao templo. No mesmo instante entrava um jovem casal. A mulher levava nos braços um bebê. Era Maria, acompanhada de José, que vinha apresentar o seu filho ao Senhor e oferecer em sacrifício duas rolas, como prescrevia a Lei. Ninguém os notara. Eram gente comum, sem séqüito. Gente simples que ninguém distinguia. O velho Simeão observou-os. Não os conhecia. Mas subitamente invadiu-o uma certeza. Aproximou-se da mãe, fixou os olhos na criança e, docemente, com infinita precaução, tomou-a nos braços. E pôs-se a orar em voz alta, o rosto extasiado: Agora, Senhor, segundo a tua palavra, podes deixar partir em paz o teu servo; porque os meus olhos viram a salvação, que preparaste para todos os povos, luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel.
Simeão pensou no Livro da Consolação. Ali estava o Servo, aquele que não quebraria a cana rachada e nem haveria de apagar a chama vacilante...Depois, o ancião das barbas brancas pensou que esse Servo deveria dar a vida... e por isso disse a Maria que uma espada de dor haveria de atravessar-lhe o peito...“Maria sentiu apertar-se-lhe o coração. Viera muito feliz, apresentar o filho ao Senhor e oferecer-lhe o sacrifício de duas rolas.Mas as palavras do ancião e o Espírito que o inspiravam projetaram de súbito em sua alma uma luz trágica (...). Maria contemplava seu filho nos braços do ancião. A carne de sua carne seria um dia a vítima. O seu filho seria o Servo desfigurado que se obstinariam em abater e que se oferecia à morte para salvação de todos (...). O silêncio era completo. Maria ouvia apenas as palpitações de seu próprio coração. Acaba de entrar na noite de Deus. Jamais se sentira tão pobre, tão afastada do Senhor. E contudo nunca estivera dele tão próxima”.
* Citações do livro O Povo de Deus no meio da noite, de E. Leclerc.