Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

20 de set de 2009

"Livro de Deus, mãe?"

Uma tarde, certa mãe muito atarefada, ao promover uma limpeza geral na casa, apelou para o filho de onze anos, pedindo-lhe sua ajuda. Coube a ele, então, o dever de limpar os móveis, começando de cima para baixo, ainda com a responsabilidade de retirar todos os objetos acumulados sobre eles, para que melhor pudesse retirar toda a poeira ali amontoada desde a última faxina. O garoto, servindo-se de uma pequena escada de dois degraus, iniciou seu trabalho. Depois de algumas horas, estavam limpos os móveis das duas salas e dos quartos. Finalmente chegou aquele quarto onde eram colocados objetos mais antigos – alguns aproveitáveis e outros não. Havia realmente muito que fazer ali. Quando começou pôr abaixo tudo o que estava colocado em cima de uma velha prateleira, o garoto deparou-se com um volume grosso, já amarelecido, empoeirado e metido entre latas, ferramentas e tantas outras quinquilharias encostadas. Com o livro já nas mãos, o pequeno chamou a mãe e foi dizendo:
- Olha, mãe, achei essa coisa velha, empoeirada e até com cheiro de mofo. Veja só como está horrível... Posso jogar no lixo?
A mãe, que por um pouco havia deixado os seus próprios afazeres a fim de atender ao chamado do filho, vendo que aquilo que o garoto chamava de coisa era a Bíblia da família, disse-lhe em tom contrito:
-Meu filho, tome cuidado com este livro porque ele é sagrado, é o livro de Deus! Imagine, atirar ao lixo esse volume...
-Livro de Deus, mãe? Então, antes que as traças o destruam, o melhor é devolvê-lo ao dono, pois aqui em casa nunca o usamos e quem sabe Deus encontre alguém interessado nele...
(Autor Desconhecido)
“Nada é tão importante como o exemplo tirado da Palavra de Deus, e que a Bíblia se lê com fé, se ouve com o coração e se transmite com simplicidade, não se tornando um declamador dela”. Papa Bento XV (1914-1922)

NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS

"Ouvi um homem falando de coisas que me pareciam inadimissíveis de acontecer. Ele falava de umas verdades que me deixaram a imaginar se seria possível acreditar que um dia, alguém teria realmente se doado como fizera aquele homem. Sentei-me no banco daquela igrejinha pequena, numa cidade pequena de interior. Afinal, eu estava ali por acaso. Algumas pessoas da minha cidade queriam pagar algumas promessas e geralmente, o meu pai era quem fazia essas viagens ao interior. com esses tais pagadores de promessas. Eu achava isso um absurdo. Pois bem! O homem continuou falando e de repente, ele, com aquela bata branca com detalhes verdes olhou para mim e começou a relatar fatos da minha vida que era desconhecido de muitos que se faziam presentes naquela pequenina igreja.Ali, naquela igrejinha do interior parecia que só existia eu e o homem de bata branca. Ele me olhava e dizia-me que eu não precisava ter medo de Deus, pois Ele me amava. O homem dizia-me que precisava assumir os meus erros e só assim, eu seria perdoado por aqueles a quem eu havia magoado. Ele dizia-me coisas bonitas e que Jesus Cristo, filho de Deus Pai, jamais me deixaria de lado se eu quisesse, Ele me daria mais uma chance. Ele disse-me que quando eu pensei em desistir foi Ele quem me acolheu e fez com que eu não desistisse, pois Ele ainda não havia desistido de mim. Ele disse-me que eu não precisava fechar o meu coração, pois a ferida que sangrava já havia sido curada. Ainda ouvi aquele homem dizer que ali, naquela igrejinha do interior, Jesus havia me restaurado e que a partir daquele momento, eu sairia daquele lugar renovado, restaurado. De repente o meu transe acabou e percebi que o milagre da ressurreição havia acabado de acontecer na minha fé.Hoje, estou de volta a essa bendita igrejinha do interior, mas não venho no lugar do meu pai como motorista de "pagadores de promessas", venho ajoelhar-me aos pés da minha Santa Vitória e agradecer-lhe pela graça recebida. Hoje, entrego-lhe a minha vida Senhor e beijo a mão daquele homem de bata branca (hoje sei que é o padre da paróquia local). Sei que ele foi usado por Nosso Senhor Jesus Cristo para interceder na minha causa. Eu! Descrente e sem fé, fui finalmente restaurado. Sei também que a mão que segurava a minha enquanto o homem falava e me olhava, era a mesma mão que hoje eu vejo como uma imagem de madeira. Nossa Senhora das Vitórias!Novamente te peço...Rogai por mim!"
Essa é mais uma das tantas histórias que ocorrem com pessoas que vem ao Santuário de Nossa Senhora das Vitórias em Carnaúba dos Dantas/RN.Esse é um lugar santo onde muitas graças são alcançadas, mas é necessário abrir o seu coração e deixar que a luz do Espírito Santo desça sobre ti e Ela intercederá em seu nome. Deixe que a tua fé junto a eucarístia seja o alimento que te sustenta e como o homem da história, serás renovado e ressuscitará na paz do Nosso Senhor. Que a Santa Vitória te abençõe e a todos que lerem esta mensagem.

Papa denuncia falta de respeito pela verdade

O Papa Bento XVI rezou neste domingo, 20, a oração mariana do Ângelus com os fiéis e peregrinos reunidos no pátio interno da Residência Apostólica de Castel Gandolfo. Nas palavras que precederam a oração, o Santo Padre denunciou um clima de “difusa tendência à agressividade, ao ódio e à vingança” e uma falta de respeito pela “verdade” e pela “compreensão”.
“Nos nossos dias, talvez também por certas dinâmicas próprias das sociedades de massa, se constata não raramente, uma falta de respeito pela verdade e pela palavra dada, junto com uma difusa tendência à agressividade, ao ódio é à vingança. Para aqueles que fazem obras de paz é semeado na paz um fruto de justiça”, disse o Papa.
Mas para fazer obras de paz, é necessário ser homens de paz, colocando-se na escola da 'sabedoria que vem do alto', para assimilar as qualidades e produzir efeitos. Se cada um, no seu ambiente, conseguisse rejeitar a mentira e a violência nas intenções, nas palavras e nas ações, cultivando com cuidado sentimentos de respeito, de compreensão e de estima para com os outros, talvez não se resolvessem todos os problemas da vida cotidiana, mas os mesmos poderiam ser enfrentados mais serenamente e eficazmente", disse ainda Bento XVI.
E o Papa se perguntou: “Porque não buscar na fonte incontaminada do amor de Deus a sabedoria do coração, que nos desintoxica dos lixos da mentira e do egoísmo? Isso vale para todos, mas, em primeiro lugar, para quem é chamado a ser promotor e 'tecelão' de paz nas comunidades religiosas e civis, nas relações sociais e políticas e nas relações internacionais”.
Momentos antes, o Papa tomando como referência um trecho da Carta de Tiago, proposto pela Liturgia de hoje, chamou a atenção para a verdadeira sabedoria, que o Apóstolo contrapõe à falsa sabedoria: essa última é “terrestre, material e diabólica” e se reconhece pelo fato que provoca ciúmes, conflitos, desordens e todo tido de más ações. Ao contrário, “a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura, pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera”. Em seguida, o Santo Padre rezou a oração mariana do Ângelus e concedeu a todos a sua Benção Apostólica.
Antes de se despedir dos fiéis e peregrinos presentes nesta manhã em Castel Gandolfo, o Pontífice recordou as numerosas situações de conflito que existem no mundo e as trágicas notícias que nos chegam todos os dias de vítimas, seja entre militares, seja entre os civis. "São fatos com os quais jamais podemos nos acostumar e que suscitam profunda reprovação, como também desconcerto nas sociedades que desejam o bem da paz e da civil convivência", disse Bento XVI.
E o Papa recordou então o atentado dos últimos dias no Afeganistão contra os militares italianos que causou a morte de seis deles e de vários civis, provocando profunda dor:“Uno-me com a oração, ao sofrimento dos familiares e das comunidades civis e militares e, ao mesmo tempo, penso com igual sentimento de participação nos demais contingentes internacionais, que também recentemente tiveram perdas e que trabalham para promover a paz e o desenvolvimento das instituições, tão necessárias para a coexistência humana. A todos asseguro a minha recordação diante do Senhor, com um particular pensamento às queridas populações civis. Por todos elas convido a elevar a Deus a nossa oração”.
O Papa renovou ainda o seu encorajamento à promoção da solidariedade entre as nações para contrastar a lógica da violência e da morte, favorecer a justiça, a reconciliação, a paz e apoiar o desenvolvimento dos povos partindo do amor e da compreensão recíproca, como o próprio Bento XVI escreveu na sua recente Encíclica Caritas in veritate.

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Estamos, já, no terceiro domingo do mês da Bíblia. Hoje celebramos a eucaristia e, celebrá-la é “fazer memória” da ação de Cristo, a fim de vivenciá-la em nossa prática cotidiana. Ser discípulo de Jesus é abrir todo o seu coração à sua Palavra e, inflamado por ela, é tomar posição em meio aos conflitos sociais e buscar promover o direito e a justiça. É colocar-se a serviço principalmente dos marginalizados, e não buscar honrarias.
EVANGELHO: Mc 9,30-37
Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galiléia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde ele estava, porque estava ensinando seus discípulos. E dizia-lhes: "O Filho do Homem vai ser entregue na mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, quando estiver morto, depois de três dias ele ressuscitará." Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus estava dizendo, e tinham medo de fazer perguntas.
Quando chegaram à cidade de Cafarnaum e estavam em casa, Jesus perguntou aos discípulos: "Sobre o que vocês estavam discutindo no caminho?" Os discípulos ficaram calados, pois no caminho tinham discutido sobre qual deles era o maior. Então Jesus se sentou, chamou os Doze e disse: "Se alguém quer ser o primeiro, deverá ser o último, e ser aquele que sirva a todos." Depois Jesus pegou uma criança e colocou-a no meio deles. Abraçou a criança e disse: "Quem receber em meu nome uma destas crianças, estará recebendo a mim. E quem me receber não estará recebendo a mim, mas àquele que me enviou." - Palavra da Salvação.