Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

8 de mai de 2010

MÃE!


Mãe,

eu te amo!

Três letras iluminadas aquecem a humanidade. Deus escolheu a mulher para ser a terra fértil em que nasce a vida. Brotamos do ventre, que nos acolheu, decidido a ser generoso. Generosidade presenteada pelo Autor da vida, Deus, que prossegue em seu projeto de criação em todos os cantos do mundo, todos os dias.

Mãe, três letras fortes:

Mulher, Amor,

Escolhida...

Neste dia das mães, não tenha vergonha de dizer palavras doces, de presentear com simplicidade, de rabiscar algum bilhete ou uma frase, que seja, para a mulher que com acertos e fracassos o trouxe ao mundo. Se sobrar inspiração, escreva um tratado relembrando as noites de dor acolhidas pelo seu amparo, as quedas amenizadas pelo seu toque, o choro transfigurado em sorriso pelo milafre do seu aconchego. Se faltar tempo para tanto recordar, diga apenas um resumo dos seus sentimentos. Olhe nos olhos dela e fale pausadamente para que os lábios apenas sirvam de instrumento aos sons encantados do coração: mãe eu te amo!


Gabriel Chalita

OS DISCÍPULOS DE CRISTO COSTUMAM INCOMODAR

Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Jesus, em versículos precedentes do capítulo 15, fala do tema da amizade. Ele, o Mestre, chama os seus de amigos e não de servos. Agora Jesus aborda o tema do ódio do mundo, da perseguição. O discípulo, com efeito, não é maior do que o mestre.

Ganhamos muito refletindo sobre este texto de H. Van den Bussche, que aparece no Missal Cotidiano da Paulus, p. 447: “O cristão é testemunha da cruz, pelo amor que consagra aos irmãos, pelo ódio que sofre do mundo. Porque o mundo não cessará nunca de odiar o cristão. Não se poderia confiar nos discípulos que buscassem a simpatia do mundo ou dela gozassem. Não é que o cristão deva afastar esta simpatia, nem tampouco cultivar o sofrimento com misticismo mórbido. Sem ir atrás de provações, bastar-lhe-á aceitar as que vierem; toda complacência nelas é suspeita. Deve também estar pronto – e isto basta – a sofrer perseguições no mundo, por sua fidelidade ao Senhor. Porque o ódio do mundo é inseparável de sua condição de discípulos”.

Não se trata, pois, de neuroticamente ficar procurando sofrimento e perseguição. Damos a palavra a Dietrich Bonhoeffer; “A cruz não é desventura, nem é pesado destino; é o sofrimento que resulta de união exclusiva com Cristo. A cruz não é sofrimento casual, mas sofrimento necessário. A cruz não é, essencialmente, apenas sofrimento, mas sim sofrimento e rejeição no sentido rigoroso, rejeição por amor de Jesus Cristo, e não em conseqüência de qualquer outra atitude ou confissão. Um cristianismo que não vinha mais tomando o discipulado a sério, que transformara o Evangelho no consolo da graça barata e para a qual a existência natural e a existência cristã estavam inseparavelmente misturadas, tal cristianismo tinha que considerar a cruz uma desventura diária, uma tribulação e angústia de nossa vida natural. Esqueceu-se que a cruz significa sempre também rejeição, que o opróbrio do sofrimento é sempre inerente à cruz. Ser rejeitado no sofrimento, desprezado e abandonado pelos seres humanos como tanto se lamenta o Salmista, eis a característica essencial do sofrimento da cruz que já não é compreensível a uma cristandade incapaz de distinguir entre existência civil e existência cristã. A cruz é a compaixão com Cristo, sofrer com Cristo. Somente a união com Cristo, tal como esta se verifica no discipulado, está, de fato, sob a cruz” (Discipulado, Sinodal São Leopoldo, p. 46).

EVANGELHO DO DIA - João 15,18-21

Disse Jesus: «Se o mundo odiar vocês, saibam que odiou primeiro a mim. Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que é dele. Mas o mundo odiará vocês, porque vocês não são do mundo, pois eu escolhi vocês e os tirei do mundo. Lembrem-se do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir vocês também; se guardaram a minha palavra, vão guardar também a palavra de vocês. Farão isso a vocês por causa de meu nome, pois não reconhecem aquele que me enviou. "