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1 de mar de 2010

Dados biográficos do Bispo Dom José Adelino Dantas

Parte 2

DOM JOSÉ ADELINO DANTAS, historiador, pesquisador, jornalista, professor, ensaísta, poeta e orador sacro e era considerado um dos mais ilustres latinistas do Rio Grande do Norte.
Foi batizado na Capela de São Vicente a 21/03/1910. Aprendeu as primeiras letras em São Paulo do Potengi, com seu irmão mais velho, Jacó Adelino e as professoras Paulina e Alzira Queiroz. Concluiu naquela cidade o curso primário.
Em 1947, foi nomeado professor de latim e português, da sessão feminina do Atheneu Norteriograndense. Era professor assistente da UFRN, lotado no Campus Universitário de Caicó. Os últimos anos de sua vida residiu na Casa Paroquial, da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ao pé do Monte do Galo (Carnaúba dos Dantas), em companhia de sua irmã Júlia e da freira da Congregação das Josefinas, Irmã Maria José Rocha que prestou-lhe dedicada e constante assistência durante todo o longo período de sua enfermidade, desde o dia 23/03/1979.
Lançou três livros: “A Formação do Seminarista”, em 1947; “Homens e Fatos do Seridó Antigo”, em 1962; e “O Coronel de Milícias Caetano Dantas Correia – Um Inventário Revelando um Homem”. Estava tentando reeditar “Homens e Fatos do Seridó Antigo” bastante ampliado, fruto de novas pesquisas.
DOM ADELINO era Membro da Academia Norteriograndense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e dominava com facilidade o latim, italiano, francês e o grego. Foi um dos fundadores no Brasil do Movimento dos Focolares, quando Bispo em Garanhuns.
Quando residia em São Paulo do Potengi, DOM JOSÉ ADELINO (com o seu irmão Pedro Adelino e o cunhado Ademar de Azevedo Maia), participou da Banda de Música, da “Filarmônica 22 de Setembro”, tocando pistom.
Nas horas de lazer o DOM JOSÉ ADELINO se deleitava ouvindo músicas do seu grande amigo, o maestro Felinto Lúcio Dantas. Era um entusiasta pelas pesquisas obre figuras e fatos do Seridó.
DOM JOSÉ ADELINO teve os seguintes irmãos: Jacó Adelino Dantas, Pedro Adelino de Alcântara Dantas, Senhorinha de Azevedo Dantas, Tomazia Dantas da Silva, Cristina Dantas, Josina de Azevedo Dantas, Isabel de Azevedo Dantas, Ana Dantas Medeiros, Julita Dantas de Araújo, Maria Santa Rosa Dantas e Júlia de Azevedo Dantas.

Do livro "Dom JOSÉ ADELINO DANTAS: 2º Bispo de Caicó-RN (Separata do livro Carnaúba dos Dantas Terra da Música, de Donatilla Dantas)"

2ª Semana da Quaresma

Protege-me, ó Deus: em ti me refugio!
Eu digo ao Senhor: "És tu o meu Senhor,
fora de ti não tenho bem algum".
(Salmo 15)

A vida do cristão é transfigurada, assim, cada dia é melhor, pela graça que lhe é concedida. Nesta semana, o texto do Documento de Aparecida, oferecido para a nossa formação, anima o testemunho que somos chamados a oferecer, de modo que as pessoas que convivem conosco vejam estampada em nosso modo de agir a palavra de Bento XVI na Conferência de Aparecida: "Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo!"
O chamado de Jesus no Espírito e o anúncio da Igreja apelam sempre à nossa acolhida, confiados pela fé. "Aquele que crê em mim tem a vida eterna". O batismo não só purifica dos pecados. Faz renascer o batizado, conferindo-lhe vida nova em Cristo, que o incorpora à comunidade dos discípulos e missionários de Cristo, à Igreja, e o faz filho de Deus, permite reconhecer a Cristo como Primogênito e Cabeça de toda a humanidade. Sermos humanos implica vivermos fraternalmente e sempre atentos às necessidades dos mais fracos. Nossos povos não querem andar pelas sombras da morte. Têm sede de vida e de felicidade em Cristo. Buscam-no como fonte de vida. Desejam essa vida nova em Deus, para a qual o discípulo do Senhor nasce pelo batismo e renasce pelo sacramento da reconciliação. Procuram essa vida que se fortalece, quando é confirmada pelo Espírito de Jesus e quando o discípulo renova sua aliança de amor em Cristo, com o Pai e com os irmãos, em cada celebração eucarística. Acolhendo a Palavra de vida eterna e alimentados pelo Pão descido do céu, quer viver a plenitude do amor e conduzir todos ao encontro com aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. No entanto, no exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho da morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. Dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e de compromisso. Desejando e procurando essa santidade não vivemos menos, mas melhor, porque, quando Deus pede mais, é porque está oferecendo muito mais: "Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo"!

Proposta para jejum nesta 2ª semana da Quaresma: Lavar os olhos na graça, colírio que vem de Deus, para ver e valorizar o bem que existe na pessoa. Se você enxerga também os erros, não se omite e procura ajudar quem errou.

Do Livro "Tenho Sede: Retiro Popular 2010", de Dom Alberto Taveira

MISERICORDIOSOS QUE RECEBERAM MISERICÓRDIA

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso. Tempo da quaresma, tempo de reconhecer a misericórdia do Senhor, tempo de nos exercitarmos na mesma arte da generosa misericórdia para com os que vivem à nossa volta. Misericordioso é aquele que tem dó e compaixão da fraqueza e da fragilidade do outro. Um dos mais belos nomes de Deus é ser o Pai das misericórdias.
Jesus se fez arauto e propagandista das belezas do coração misericordioso de Deus. O Pai não vê as aparências mas o fundo do coração e está sempre pronto a acolher no perdão aqueles que, tendo reconhecido a fragilidade de suas vidas e de seu coração, se voltam para ele. O Pai de Jesus é o Pai das misericórdias e Jesus mesmo se fez entre nós a misericórdia de Deus. Eloi Leclerc diz que o coração arrependido ou contrito é brecha pela qual Deus chega a nós.
Misericórdia tem a ver com perdão, quer dizer dobrar-se sobre as feridas dos corpos e colocar azeite nas fissuras da alma. Os verdadeiros imitadores de Deus, misericordiosos, como o Pai é misericordioso, vivem em estado de vigilância no sentido de dar aos outros mais do que eles pedem. Misericordiosos são aqueles que não condenam o próximo, mas vivem sempre cercando-o de um amor que possa fazer com que abandonem sua má conduta. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado.
Na convivência diária, no confronto com o mal que o semelhante coloca, os cristãos estão sempre dispostos a abrir o reservatório da misericórdia. Não se trata de deixar de ver o mal, o erro, o pecado. O que é pedido ao cristão é não julgar, e quanto possível, adotar uma postura de compreensão misericordiosa, generosa. Jesus no alto da cruz referindo-se aos que o matavam pedia ao Pai que desculpasse esses que não sabiam o que estavam fazendo. O pai do pródigo quando o filho desvairado volta não pede satisfações, mas beija, abraça, faz festa, coloca anel no dedo... Perdoai e sereis perdoados.
Há casais unidos no Senhor que desfizeram sua união e se uniram novamente, irrefletidamente a outras pessoas, há filhos que abandonaram a casa por causa das drogas, há um irmão na prisão que desonra a família. O erro é sempre erro. A verdade da fé não pode ser arrefecida com compreensões errôneas. Mas os cristãos sabem que podem e devem fazer um casamento entre verdade e misericórdia. A pastoral da Igreja é feita na verdade e na misericórdia... porque com a mesma medida com que medirdes sereis medidos.
A Igreja é o albergue da misericórdia e não uma sala de julgamento.
Sede misericordiosos como vosso Pai celeste é misericordioso.
Os que agem com misericórdia constituem a melhor “propaganda” do Pai de todas as misericórdias.

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO DO DIA: Lucas 6,36-38

«Sejam misericordiosos, como também o Pai de vocês é misericordioso. Não julguem, e vocês não serão julgados; não condenem, e não serão condenados; perdoem, e serão perdoados. Dêem, e será dado a vocês; colocarão nos braços de vocês uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. Porque a mesma medida que vocês usarem para os outros, será usada para vocês.»