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7 de jul de 2010

JORNAL KYRIE - Mês de Julho/2010










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Fazer o mesmo

Quem faz o bem deve ser seguido pelos seus admiradores. O bem cabe em todos os espaços e tempo. Ele está sempre dando qualidade de vida para as pessoas. É o que aconteceu com o gesto do bom samaritano, que viu alguém caído na estrada por onde passava. Sua atitude foi de compaixão e misericórdia.

Fazer o bem não depende de saber quem é o próximo, mas de se fazer próximo daquele que passa necessidade. É o que acontece quando doamos alguma coisa para ajudar os flagelados de uma catástrofe. Ajudamos a desconhecidos, mas irmãos e pessoas que devem ter dignidade e vida feliz.

O amor ao próximo é o resumo de todos os princípios da vivência cristã, a alma e a vida dos mandamentos. Ele não exclui ninguém e ocasiona a superação de todas as atitudes más e individualistas. Revela sensibilidade e acolhida aos abandonados pela atual cultura excludente.

Fazer o mesmo que foi feito pelo bom samaritano, no contexto bíblico, significa abolir os preconceitos raciais, religiosos, culturais e sociais. É a ação da gratuidade, evitando considerar próximo como objeto de caridade. A prática do verdadeiro amor abre caminho para novas relações humanas e fraternas.

Devemos sempre rever as nossas escolhas e opções, começando do coração, seguindo bons exemplos de amor ao próximo, entendendo as condições da humanidade sofrida e ferida em todo tipo de barreiras e preconceitos. Sendo atitudes do coração, não importa muitos conhecimentos de doutrina e prática de ritos religiosos.

Existem muitas formas de praticar a solidariedade. O importante é lutar pela integridade das pessoas, despertando esperança de superação das dificuldades. As realidades injustas precisam ser transformadas para dar suporte a uma vida feliz. Existem muitas pessoas caídas nas estradas da vida, feridas, perdidas, com medo e sem segurança.

A nossa luta deve ser de transformar a realidade social, de realizar ações solidárias com atitude de compaixão. Isto significa assumir o mesmo gesto do bom samaritano, prestando socorro a quem está abandonado, caído e desvestido de sua dignidade.

Dom Paulo Mendes Peixoto

O GRUPO DOS DOZE

Jesus escolheu doze homens para serem seus companheiros e colaboradores imediatos. Escolheu-os e fez com que eles o acompanhassem. Durante um tempo, não muito longo, nem muito curto, eles andaram com o Mestre. Insisto no verbo andar. Eram andarilhos. Iam de lugar em lugar, de situação em situação, de horizonte em horizonte. Há dois verbos importantes no tema do grupo dos apóstolos: chamar e enviar. Os doze são convidados a partilhar da intimidade do Mestre: ouvir suas falas, observar o jeito como ele tratava os doentes e todas as suas reações. Esses apóstolos que tinham sido chamados eram também companheiros ou testemunhas da vida de oração do Mestre, que gostava do silêncio, do deserto, de expor-se aos raios do amor de seu Pai no mistério da oração.
Assim acontece com a Igreja de hoje, tanto no tocante aos pastores, quanto aos leigos. Vivemos em comunidade. Sentimo-nos chamados. Vamos sendo formados interiormente a partir de contato com o Cristo ressuscitado, principalmente através de sua palavra e dos sacramentos. A Igreja tem um movimento centrípeto, para o centro, para a vivência do amor entre irmãos, para o constante abastecimento da fé. Aprendemos uns com os outros. Rezamos uns com os outros. Prestamos serviços uns aos outros. Nunca foi tão importante a existência de comunidades cristãs, que por sua existência, contestam o individualismo reinante.
O “vede como eles se amam” é de fundamental importância. A grande pregação da Igreja é através do amor fraterno de seus membros que vivem em comunidades fraternas privando, na fé, da convivência com o Senhor ressuscitado. “Jesus enviou os doze...”. Sim, ao lado do vocabulário ligado ao verbo chamar está a outra categoria ligada a enviar. O pão que não é partilhado fica dormido e duro. No dia seguinte será jogado fora. Ir, descobrir a ação de Deus no mundo, secundá-la, estar com todos de modo especial com os que estão jogados à beira do caminho. Num outro texto evangélico se diz que o Mestre enviou os apóstolos dois a dois, como a pedir que eles anunciam uma fraternidade vivida, um mundo de reconciliação.
Faz parte da Igreja o ser enviada. Paulo VI, em Evangelli nuntiandi, recorda: “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o Memorial de sua morte e gloriosa ressurreição” (n.14).
Nossos pastores, os bispos e sacerdotes, continuam a obra dos apóstolos. Fazem sua missão como um serviço prestado ao ser humano.

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO: Mateus 10,1-7

Então Jesus chamou seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade. São estes os nomes dos Doze Apóstolos: primeiro Simão, chamado Pedro, e seu irmão André; Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. Jesus enviou os Doze com estas recomendações: «Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos. Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem: ‘O Reino do Céu está próximo’.
PALAVRAS DA SALVAÇÃO - Glória a vós, Senhor