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31 de jan de 2010

Irmãs Josefinas em nossa comunidade


Neste final de janeiro, a nossa paróquia recebeu novas Irmãs Josefinas, que irão dar seguimento ao trabalho realizado por essa congregação há bastante tempo em nossa comunidade.
Além de Irmã Elvira, que já prestava seus serviços de serva de Deus na Paróquia, vieram as Irmãs Vera e Aparecida. Esta última também já havia passado por aqui em outros tempos.
Neste domingo, 31 de janeiro, na missa dos romeiros, celebrada no Monte do Galo, e na missa dominical, celebrada na Matriz de São José, Pe. João Paulo apresentou as novas Irmãs à comunidade.
A Irmã Vera, que será a coordenadora da casa das religiosas aqui na paróquia, disse que o maior desejo delas é que o trabalho seja bem acolhido e aceito por todos, que haja integração entre as Irmãs e a comunidade, e assim todos se sentirão satisfeitos.
Os nossos votos de boas-vindas às Irmãs Vera, Aparecida e Elvira!

Caridade é distintivo do cristão, destacou Bento XVI

"A caridade é o distintivo do cristão. É a síntese de toda a sua vida: do que acredita e do que faz". Foi o que disse o Papa Bento XVI no Angelus deste domingo, 31, ao recordar que "o caminho da perfeição não consiste em possuir qualidades excepcionais: falar línguas novas, conhecer todos os mistérios, ter uma fé prodigiosa ou realizar gestos heróicos. (...) Consiste ao invés na caridade – ágape – isto é no amor autêntico, que Deus nos revelou em Jesus Cristo".
O Santo Padre disse ainda que a caridade é o "dom maior", que dá valor a todos os demais, e mesmo assim "não se vangloria, não se enche de orgulho", ao contrário, "se regozija com a verdade" e com o bem dos outros. Quem ama verdadeiramente "não busca o próprio interesse", "não leva em consideração o mal recebido", "tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". (cfr 1 Cor 13,4-7).
Quando finalmente nos encontrarmos "face a face com Deus, todos os demais dons não contarão; o único que permanecerá eterno será a caridade, porque Deus é amor e nós seremos semelhantes a Ele, em comunhão perfeita com Ele", acrescentou.
A este propósito, Bento XVI recordou ter dedicado sua primeira Encíclica “Deus caritas est” ao tema da Caridade.
"Como vocês podem recordar essa Encíclica se compõe de duas partes, que correspondem aos dois aspectos da caridade: o seu significado e a sua atuação prática. O amor é a essência de Deus mesmo, é o sentido da criação e da história, é a luz que dá bondade e beleza à existência de cada homem. (...) Ao mesmo tempo, o amor é, por assim dizer, o estilo de Deus e do homem que crê, é o comportamento de quem, respondendo ao amor de Deus, assenta a sua vida como dom de si a Deus e ao próximo".
Em Jesus Cristo – continuou o Papa - "esses dois aspectos formam uma perfeita unidade: Ele é o Amor encarnado. Este Amor nos é revelado plenamente no Cristo crucificado. Fixando o olhar n’Ele, podemos dizer como o apóstolo João. 'Nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos'".
Bento XVI concluiu sua reflexão antes da oração do Angelus afirmando que "se pensarmos nos Santos, reconheceremos a variedade dos seus dons espirituais, e também das suas características humanas. Mas a vida de cada um deles é um hino à caridade, um canto vivente ao amor de Deus".
Em seguida Bento XVI rezou o Angelus e concedeu a todos sua Benção Apostólica. Como é costume, todos os anos no fim do mês de janeiro, Bento XVI acolheu na janela do seu escritório na Residência Apostólica dois adolescentes membros a Ação Católica Italiana que junto com ele soltaram duas pombas como tradicional sinal da paz.
Um dos adolescentes leu ao Papa uma mensagem dedicada ao tema da paz. Na Praça São Pedro, sob um chuva fina, estava presente, além dos jovens da Ação Católica da diocese de Roma, o cardeal-vigário Agostino Vallini. Momentos antes todos participaram pelas ruas de Roma da anual “Caravana da Paz”.
O Papa saudou-lhes e agradeceu-lhes pela presença, sublinhando que com a “Caravana da Paz” e com o símbolo das pombas que foram libertadas da sua janela, os jovens dão a todos “um sinal de esperança”.

Doentes de lepra
Antes de saudar os fiéis presentes na Praça São Pedro em várias línguas, Bento XVI recordou que neste último domingo de janeiro celebra-se o Dia Mundial dos Doentes de Lepra. O pensamento do Papa dirigiu-se ao Padre Damião de Veuster, que deu a sua vida pelos irmãos e irmãs leprosos e que o Pontífice proclamou santo no último mês de outubro.
O Papa confiou à sua celeste proteção todas as pessoas que infelizmente hoje sofrem por causa dessa doença, como também os agentes de saúde e os voluntários que trabalham para que possa existir um mundo sem a lepra. Bento XVI fez ainda uma saudação especial aos membros da Associação Italiana Amigos de Raoul Follereau.

Paz na Terra Santa e Crise econômica
Celebra-se ainda neste domingo o segundo “Dia de Intercessão pela Paz na Terra Santa”, e o Santo Padre recordou a ocasião. “Em comunhão com o Patriarca Latino de Jerusalém e com o Custódio da Terra Santa, uno-me espiritualmente à oração de tantos cristãos de todas as partes do mundo, enquanto saúdo de coração todos aqueles que estão aqui presentes para essa ocasião”.
O Santo Padre não deixou de recordar que a crise econômica está causando a perda de números empregos e essa situação requer grande sentido de responsabilidade da parte de todos: empresários, trabalhadores, governantes. Bento XVI citou então algumas realidades italianas como Termini Imerese e Portovesme, associando-se ao apelo feito pela Conferência Episcopal Italiana, que encoraja a fazer todo o possível para tutelar e fazer crescer o número de empregos, assegurando assim um trabalho digno e adequado para o sustento das famílias.

ESSES INCÔMODOS SERES CHAMADOS PROFETAS

Reflexão do Evangelho: Lucas 4,21-30

Jesus era conhecido no lugar. Afinal de contas estava na sinagoga de Nazaré, sua terra. Ele havia lido o texto do profeta Isaías que falava da unção do Espírito. As pessoas ficaram estupefatas diante das palavras de sabedoria que saiam de sua boca, do filho do carpinteiro.
Mas, afinal de contas, quem era esse Jesus? Começa a haver um disse-que-disse. Ele é filho de José. Todos conheciam esse José, um carpinteiro pobre. Os que estão presentes não têm dúvidas a respeito de sua origem. Jesus dá a entender que seus ouvintes querem que ele opere ali, em sua terra e cidade, o que ele fez em Cafarnaum. Ele, no entanto, não pode operar ali maravilhas. “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”.
J. Konings nos explica o sentido do evangelho deste domingo. Jesus vai sendo rejeitado. “A rejeição acontece de mansinho, e devemos admirar novamente a arte narrativa de Lucas. Primeiro, o povo admira Jesus e suas palavras. Mas a sua admiração é a negação daquilo que Jesus quer. Desconhecendo o “Filho de Deus”, tropeçam na sua origem por demais comum. “Não é este o filho de José”. Jesus toma a dianteira. Prevendo que eles apenas quererão ver suas façanhas, como as fez em Cafarnuaum, Jesus lança um desafio: ele não é médico para uso caseiro.
Como nenhum profeta é agradável à sua própria gente, sua missão ultrapassa os morros de Nazaré. E insiste: Elias, expulso de Israel, ajudou a viúva de Sarepta na Fenícia e Eliseu curou o sírio Naamã... Os nazarenos, ciosos, não aguentam essas palavras e querem jogar Jesus no precipício (uma variante do apedrejamento). Mas Jesus, com a autoridade do Espírito que repousa sobre ele, passa no meio deles e vai adiante... Nazaré perdeu sua oportunidade, prefigurando assim a pátria do judaísmo: “Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados, quantas vezes eu quis reunir teus filhos... (cf Lc 13,34-35)....” (Liturgia Dominical, Vozes, p. 405).
Queira Deus que nunca faltem profetas na Igreja. Não basta apenas fazer com que uma máquina gire, mas é fundamental que homens e mulheres, cheios do Espírito, falem em nome do Evangelho e de Cristo. O profeta desmascara situações camufladas. Denuncia um jogo de interesses que está por detrás de determinadas atitudes. Ele não tolera que Deus seja aprisionado. Sua fala e seu testemunho são uma condenação da rotina e dos arranjos para se viver por viver. Um autor diz: “A denúncia profética é obra de amor, um amor apaixonado por Deus e pelos homens (...). O profeta vê o que Deus faz, vê o seu plano de amor, faz uma leitura divina dos acontecimentos humanos”.

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM



EVANGELHO: LUCAS 4,21-30

Naquele tempo, estando Jesus na sinagoga, começou a dizer: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.