Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

17 de abr de 2010

SOPRAVA UM VENTO FORTE

REFLEXÃO DO EVANGELHO
Jesus, o Senhor da natureza, não depende das forças naturais. Caminha sobre a águas. Assim como Deus tinha feito o seu Povo passar pelas águas do Mar Vermelho com coragem, agora Jesus acompanha os seus que estão na barca. Os seus não vão sucumbir. A presença de Jesus junto deles é presença de vida. Este é o ensinamento de João. O caminhar sobre as águas está, pois, ligado, de alguma foram ao fato dos queridos de Deus terem atravessado ilesos as águas na saída da escravidão.

Há uns pormenores que precisam ser destacados.

Já estava escuro. Noite, obscuridão, incapacidade de ver com claridade. A noite tem seus mistérios e seus perigos. É bom esperar a manhã, a luz, o sol. Jesus sempre se disse a luz que ilumina os homens e o mundo.

Há um vento forte e o mar estava agitado. Verdade que há o vento do Espírito, de Pentecostes, que arranca o que precisa ser extirpado. Mas há a ventania das tentações, dos ataques do inimigo que apavoram.

Diante do vento forte, nas trevas, sem a certeza da presença de Jesus, os discípulos experimentam medo. Quantos medos ontem e hoje. Medo da doença, medo de desemprego, medo de que um casamento venha a terminar, medo do amanhã, medo devido às nossas fragilidades, medo de não conseguirmos ser discípulos do Senhor, medo da noite da vida com seus mistérios...

E, no coração da vida, Jesus se faz presente com se tinha feito junto aos apóstolos: “Sou eu, não tenhais medo”.

Os apóstolos quiseram “recolher Jesus na barca”. A barca, no entanto chega ao porto e eles não puderam “prender” Jesus. O Ressuscitado não aceita se acantonar aqui ou ali.

EVANGELHO: João 6,16-21

Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram ao mar. Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já era noite, e Jesus ainda não tinha ido ao encontro deles. Soprava vento forte e o mar estava agitado. Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco ou seis quilômetros, quando viram Jesus andando sobre as águas e aproximando-se da barca. Então ficaram com medo, mas Jesus disse: «Sou eu. Não tenham medo.» Eles quiseram recolher Jesus na barca, mas nesse instante a barca chegou à margem para onde estavam indo.