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22 de abr de 2010

O PÃO QUE SATISFAZ

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Continuamos envolvidos no clima do longo e profundo discurso sobre o Pão da Vida do Quarto Evangelho. Jesus, com efeito, muitas vezes, ao longo do texto, se autodefine como pão para a vida e pão da vida.
No passado, o Povo de Israel havia empreendido, por iniciativa do Senhor, uma caminhada pelo deserto na busca de uma Terra abençoada, onde deveriam correr leite e mel. Numa noite inesquecível, juntando suas coisas e seus rebanhos, seus sonhos e sua gente, os israelitas empreenderam a fuga do Egito sob a mão forte de Deus. A travessia do deserto fora longa e cheia de percalços. Deus parecia lento em manifestar-se, demorado em mostrar o fim do caminho. O cansaço se instalou nos membros e nas dobras do coração daqueles viandantes e peregrinos. Houve ardência de sede na garganta e faltava-lhes alimento para robustecer o corpo. Moisés foi interpelado pelo povo e ele, por sua vez, interpelou o Senhor. E veio, então, o maná dos céus. Deus cuidava de sua gente e não lhes faltou o necessário para sobreviver. Ele lhes deu o maná que caía todas as manhãs.
“Os vossos pais comeram o maná no deserto, e no entanto, morreram”. Aquele alimento depois chegou a causar náusea no povo. “Eis aqui o pão que desce dos céu; quem dele comer nunca morrerá”.
Jesus é pão, alimento para a vida dos homens. Ele vem do seio do Pai, fortalece o interior, atinge o nó interior das pessoas, dá vida erguendo os pecadores em processo de morte, dá vida para que o interior das pessoas não seja marcado pela mesmice raquítica de decisões narcisistas. Ele é pão com a Palavra que pronuncia, com os gestos que coloca, com a esperança que suscita.
“Jesus apresenta-se como tendo sido enviado pelo Pai a comunicar aos homens a vida divina – uma vida eterna à qual será associado o próprio corpo pela ressurreição final. A vontade do Pai é o homem vivo, a pessoa humana, a viver em corpo e em espírito a vida divina. Tal vontade é aqui afirmada com clareza. A missão de Jesus consiste em cumprir essa vontade” (E. Leclerc, Vida em plenitude, pro manuscripto,p. 34)
De tanto percorrer as páginas do Novo Testamento, de tanto conviver com a presença do Ressuscitado em sua comunidade e nos gestos da salvação, o fiel vai se fortalecendo.
O Senhor Ressuscitado é o alimento da fé do povo de Deus em marcha para seu destino final.

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