Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

13 de dez de 2009

Encerramento da Festa de Sta. Luzia e S. Bento

Hoje, no bairro D. José Adelino, aconteceu o encerramento da Festa de Santa Luzia e de São Bento. Uma grande multidão, vinda de diversas partes do país, principalmente do vizinho Estado da Paraíba, esteve presente à celebração, que iniciou com a Santa Missa, seguida de procissão e arreamento do estandarte.
A Festa de Santa Luzia e de São Bento, celebrada em conjunto em nossa Paróquia, já é considerada a maior festa de romaria da nossa Diocese. Para o Monte do Galo recorrem neste dia todos os devotos de Santa Luzia. Este ano não poderia ser diferente: a multidão esteve presente em todos os momentos celebrativos deste dia e lotou as ruas do bairro D. José Adelino, local da festa. Impressionava o número de romeiros nas ladeiras que levam ao sopé do Monte do Galo. Tudo para HONRA e GLÓRIA do Senhor!

13 de dezembro - Dia de Santa Luzia


O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.
Nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém pagão.
Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs a sua mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do não para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto a virgindade e quanto aos sofrimentos que passaria, como Santa Águeda.
Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses e nem quebrar o seu santo voto, Santa Luzia teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.
Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus - Luz do Mundo - até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.
Santa Luzia, rogai por nós!

As três figuras bíblicas do Advento

O profeta Isaías - representa o povo da promessa, Israel
A Igreja, novo povo de Deus, une-se ao povo eleito na "expectação". Isaías convoca o novo povo de Deus a colocar-se em atitude de espera e de preparação para o Reino messiânico.

João Batista - 2º domingo
É o profeta que faz a ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Anuncia a vinda do Messias e o mostra presente entre os homens. É o que batiza o Messias e o que testemunha a justiça e a verdade. Ele próprio é o testemunho de conversão e penitência. Convoca à conversão para receberem o Messias e para se preparar ao juízo final.

A Virgem Maria, Nossa Senhora da Expectação - 4º dom.
Maria já está grávida do Salvador. Ele já está presente, já se manifesta em Maria e por Maria, mas não totalmente. Ele ainda precisa nascer, ainda precisa de um "lugar". Jesus deseja nascer em cada coração humano. Deseja que cada pessoa se torne "mãe" do Senhor. Torna-se "mãe", a exemplo de Maria, quem acolhe sua palavra e a põe em prática (S. Francisco).

3º DOMINGO DO ADVENTO

Quando a esperada vinda está finalmente para se realizar e todos os sinais a confirmam, a esperança e a preparação se transformam em alegria e júbilo. A curto prazo, a perspectiva da vinda transforma-se em antecipação da presença. Tal é o espírito do terceiro domingo do Advento. O sentimento de viver na presença do Senhor deve produzir no cristão não apenas uma profunda alegria, mas também um novo tipo de relacionamento com seus irmãos humanos: O epieikes, o bom grado - o cristão não apenas tem alegria, mas é uma alegria para quem o encontra. Será verdade?
No evangelho, os que acolhem a pregação do Batista lhe pedem normas de comportamento em vista da vinda do Messias. Essas normas se resumem em uma só palavra: ser gente. Estamos acostumados demais a estes textos para lhes descobrir novidade. O normal que se esperaria do profeta e asceta seria: exercícios de penitência, jejum e cilício. Nada disso. Repartir aquilo que temos. Para os fiscais de imposto: serem honestos. Para os soldados: não molestar as pessoas e contentar-se com seu soldo. Ser gente, esta é a exigência quando o Reino de Deus acontece no meio de nós.


Evangelho: Lucas 3,10-18

As multidões perguntavam a João: «O que é que devemos fazer?» Ele respondia: «Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa.» Alguns cobradores de impostos também foram para ser batizados, e perguntaram: «Mestre, o que devemos fazer?» João respondeu: «Não cobrem nada além da taxa estabelecida.» Alguns soldados também perguntaram: «E nós, o que devemos fazer?» Ele respondeu: «Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas, e fiquem contentes com o salário de vocês.» O povo estava esperando o Messias. E todos perguntavam a si mesmos se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: «Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo. Ele terá na mão uma pá; vai limpar sua eira, e recolher o trigo no seu celeiro; mas a palha ele vai queimar no fogo que não se apaga.» João anunciava a Boa Notícia ao povo de muitos outros modos.