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7 de abr de 2010

Celebração da Quinta-Feira Santa


Na quinta-feira da Semana Santa (01/04), aconteceu em nossa paróquia a celebração da Ceia do Senhor.
Com uma belíssima missa, realizada às 19 horas na Matriz de São José, os católicos rezaram e relembraram o momento em que Jesus Cristo reuniu os doze apóstolos e num gesto de muita humildade lavou os pés daqueles que eram seus principais seguidores.
O Evangelho desse dia (Jo 13,1-15) nos mostrou o grande mistério divino entregue a mãos humanas. Jesus, reunindo os apóstolos a fim de comer com eles a Ceia pascal, como faziam todas as famílias hebréias, para recordar a libertação do povo judeu da escravidão egípcia.
Jesus assumiu a presidência da refeição, como se fosse um pai de família, como de fato é o pai dos apóstolos e o pai da nossa fé, porque vencerá o pecado e anunciará a vida plena em Deus, o Senhor. Junto com a Eucaristia Jesus institui naquela ceia bendita o sacramento da ordem. Doce e grandioso presente de fé e de salvação: o próprio Cristo realmente presente em corpo, alma e divindade na Eucaristia pelas mãos consagradas do sacerdote ministerial.
Elevemos a Deus um louvor pelo sacerdote de nossa paróquia e por todos os sacerdotes, estes homens de fé, homens da Eucaristia, condoreiros de Jesus que carregam nas suas mãos solícitas o pão da palavra e o pão da vida, a Eucaristia.
A celebração foi encerrada com uma procissão ao redor da igreja, onde os fiéis acompanharam o Santíssimo Sacramento. Após, ficaram de vigília até a meia-noite da quinta-feira e na sexta-feira até as 15 horas.

Jesus Cristo existiu ou foi um mito?

Conta-se que certa vez um soldado de Napoleão Bonaparte, empolgado com as conquistas do grande imperador da França, lhe disse:
- Imperador, pode fundar a nossa religião e a nossa igreja. Estamos prontos a seguir Sua majestade.
Ao que Napoleão lhe teria respondido: - Filho, para alguém inaugurar uma religião e fundar um igreja, precisa de duas coisas: primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar ao terceiro dia. A primeira eu não quero e a segunda eu não posso; então, para com esta estória de fundar uma igreja e uma religião.

O que mais me impressiona nesta narração, que ouvi de um professor universitário de História, é que Napoleão não era bom católico, tanto assim que foi o primeiro imperador a não aceitar ser coroado pelo Papa, quando este era o costume da época, e mais: mandou prender o Papa Pio VI, e depois, o Papa Pio VII, quando este não quis concordar com o divórcio do seu irmão Jerônimo. No entanto, Napoleão sabia que só Jesus tinha credenciais divinas para fundar uma Igreja.

A Igreja Católica é a única que foi fundada expressa e diretamente por Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, Deus verdadeiro. Isso é o que faz dela a única Igreja autêntica. As outras são invenções dos homens.
Mas muitos perguntam: será que Jesus Cristo é mesmo Deus? Será que Jesus existiu mesmo? Será que fundou a Igreja mesmo?
Vamos responder a cada uma dessas perguntas. Comecemos pela existência histórica de Jesus Cristo.
Além dos Evangelhos e Cartas dos Apóstolos, a mesma História que garante a existência dos faraós do Egito, milhares de anos antes de Cristo, garante a existência de Jesus. Muitos documentos antigos, cuja autenticidade já foi confirmada pelos historiadores, falam de Jesus. Vamos aqui dar apenas alguns exemplos disso e mostrar que Nosso Senhor Jesus Cristo não é um mito.
Tácito (Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma, que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta: “Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44). (...)
Flávio Josefo, historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras impressionantes sobre Jesus: “Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fieis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).
Os Evangelhos narram, com riqueza de detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos a terra da Palestina no tempo de Jesus. Os evangelistas não poderiam ter inventado tudo isso com tanta precisão.
São Lucas, que não era apóstolo nem judeu, fala dos imperadores César Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias e outros personagens como Anás e Caifás (cf. Lc 2,1;3,1s). Todos são muito bem conhecidos da História Universal.
São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (cf. Mt 22,23; Mc 3,6).
São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (cf. Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (cf. Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais. Nada foi inventado, tudo foi comprovado pela História.
Além dos dados históricos sobre a vida real de Jesus Cristo, tudo o que Ele fez e deixou seria impossível se Ele não tivesse existido. Um mito não poderia chegar ao século XXI [...] com mais de um bilhão de adeptos. (...)
Tem mais, a doutrina que Jesus pregava era de difícil vivência no meio da decadência romana; o orador romano Tácito se referia ao Cristianismo como “desoladora superstição”; Minúcio Félix falava de “doutrina indigna dos gregos e romanos”. Os Apóstolos não teriam condições de inventar uma doutrina tão diferente para a época.
Será que poderia um mito ter vencido o Império Romano? Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? O escritor cristão Tertuliano (†220), de Cartago, escreveu que “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”.
Será que um mito poderia provocar tantas conversões, mesmo com sérios riscos de morte e perseguições?
No século III já havia cerca de 1.500 sedes episcopais (bispos) no mundo afora. Será que um mito poderia gerar tudo isso? É claro que não.
Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, e que já tem 2.000 anos; que já teve 264 Papas e que tem hoje mais de 4.000 bispos e cerca de 410 mil sacerdotes em todo o mundo? As provas são evidentes. Negar, historicamente que Jesus existiu, seria equivalente a negar a existência de Platão, Herodes, Pilatos, Júlio César, Tibério, Cleópatra, Marco Antônio, entre outros.
Prof. Felipe Aquino, escritor

OS MISTÉRIOS DA NOITE QUE VEM CHEGANDO

REFLEXÃO DO EVANGELHO


Cléofas e seu companheiro caminhavam de costas para Jerusalém. Naquele primeiro dia da semana seu coração tinha vivido uma grande decepção. Aquele Jesus no qual haviam posto sua esperança, morrera. Boatos de mulheres diziam que havia ressuscitado, mas na verdade ninguém o vira. Um personagem estranho se associa à sua caminhada. Não sabem eles quem é. Esse peregrino lembra, recorda, fala das coisas que a Escritura prometera. Esses dois que deviam ter tido tanto convivência nas Escrituras agora estavam ai com um coração lento para crer. No coração dos dois, no entanto, vai se operando alguma transformação. O coração de gélido vai se tornando ardoroso. A convivência com esse peregrino diferente vai lhes dando uma nova esperança. E o peregrino “fez de conta que ia adiante”. Esse que havia começado a lhes dar esperança não podia ir embora, não podia desaparecer de seus horizontes. E vem então esse pedido tão forte e tão doce: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!”

Cristo ressuscitado caminha ao nosso lado. Esconde-se nas dobras das páginas das Escrituras. Revela-se nos gestos dos sacramentos. Em nossa caminhada espiritual saberemos sempre clamar e suplicar que ele não vá adiante, que não nos deixe, porque a noite com seus fantasmas e seus mistérios nos desconcerta.

Por vezes, na loucura de nossos dias e na engrenagem de nossos projetos, somos novamente invadidos pelas trevas que dominaram a sexta-feira das dores: recusa do bem, condenação do justo, tentações de toda sorte. Devido à rotina, às mil solicitações das coisas debaixo temos medo das trevas. Não queremos mais se envolvidos pelas trevas já que somos discípulos daquele que é luz do mundo e que na sua ressurreição a tudo iluminou.

“Jesus entrou para ficar com eles...” E quando o peregrino sentou-se à mesa e tomou o pão seus olhos se abriram. Era o Senhor...

Terminamos esta reflexão com palavras de Bruno Secondin: “ Todo o episódio está construído em torno de Jesus e da verdade sobre sua morte e ressurreição, mas também da transformação que ocorre nos dois caminheiros. Da experiência de uma violenta desilusão e de tristeza que se lê nos rostos, passa-se à proposta de uma companhia, ao cair da noite, a fim de se continuar a conversa e se partilhar o pão da amizade. E, finalmente, a nova alegria impulsiona a arriscar uma viagem de retorno a Jerusalém, feita à noite. Uma caminhada bem longa. É que quando o coração está cheio de alegria, o cansaço não pesa” ( Leitura Orante da Palavra, Paulinas 2004, p. 175).


Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO DO DIA - Lucas 24,13-35

Nesse mesmo dia, dois discípulos iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam a respeito de tudo o que tinha acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: «O que é que vocês andam conversando pelo caminho?» Eles pararam, com o rosto triste. Um deles, chamado Cléofas, disse: «Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que aí aconteceu nesses últimos dias?» Jesus perguntou: «O que foi?» Os discípulos responderam: «O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em ação e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Nossos chefes dos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo, e não encontraram o corpo de Jesus. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos, e estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo, e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas ninguém viu Jesus.»
Então Jesus disse a eles: «Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar na sua glória?» Então, começando por Moisés e continuando por todos os Profetas, Jesus explicava para os discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.
Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: «Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando.» Então Jesus entrou para ficar com eles. Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles. Nisso os olhos dos discípulos se abriram, e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.
Então um disse ao outro: «Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?» Na mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze, reunidos com os outros. E estes confirmaram: «Realmente, o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão!» Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão.