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28 de fev de 2010

Dados biográficos do Bispo Dom José Adelino Dantas

Neste ano em que comemoramos o centenário do Bispo Dom José Adelino Dantas, estaremos postando neste blog algumas matérias sobre o nosso DOM, e, inicialmente, transcreveremos os dados biográficos, retirados do Livro "Dom JOSÉ ADELINO DANTAS - 2º Bispo de Caicó-RN (Separata do Livro Carnaúba dos Dantas Terra da Música, de Donatilla Dantas)". A coleta de dados foi feita pelo Jornalista Luiz Gonzaga Meira Bezerra, e aqui está transcrita fielmente.



DADOS BIOGRÁFICOS DO BISPO DOM JOSÉ ADELINO DANTAS (Parte 1)

No antigo lugar denominado “Saco de Luiza”, atual cidade de São Vicente, no Seridó, nasceu JOSÉ ADELINO DANTAS, no dia 17 de março de 1910. Filho de Antonio Adelino Dantas e Jovelina de Oliveira Dantas, ambos falecidos. Matriculou-se no Seminário de São Pedro, em Natal, a 5 de fevereiro de 1925, trazido para o Seminário pelo Senhor Bispo Dom José Pereira Alves, terceiro Bispo de Natal. No ano seguinte, 1926, tendo-se fechado o Seminário de Natal todos os alunos foram cursar o Seminário da Paraíba e no meio dos alunos, estava o seminarista JOSÉ ADELINO. Reaberto o Seminário de Natal em 1927, todos voltaram da Paraíba. Findo os estudos em Natal, o Senhor Bispo Dom Marcolino Dantas, conferiu a Tonsura Clerical a JOSÉ ADELINO, na Catedral a 19 de julho de 1931. As ordens menores do Ostiario e Leitor, a 11 de junho de 1933, na Capela do Seminário; as outras duas ordens menores – de Exorcista e Acólito, na Capela Episcopal, a 18 de fevereiro de 1934. Ainda no ano de 1934, foram-lhe conferidas as ordens: do Subdiaconato, a 28 de outubro e a ordem do Diaconato, a 1º de novembro, ambas na Capela do Seminário de São Pedro.
O Presbiterato, ou Ordenação Sacerdotal, teve lugar a 18 de novembro, ainda no ano de 1934, na Capela Santuário do Tirol, de Nossa Senhora das Graças – SantaTerezinha (atual Matriz do Tirol). Foi companheiro de ordenação, em todas as Ordens – o Cônego Jorge D’Grandy de Paiva, residente no Rio.
O Padre JOSÉ ADELINO DANTAS, celebrou a sua primeira missa com solenidade, a 21 de novembro, na Capela de São José, de Carnaúba dos Dantas, então Vila do Acari, atual cidade – município. A segunda missa solene foi na Capela de São Vicente, sua terra natal; e a terceira missa solene, foi na Capela de São Paulo do Potengi, atual paróquia. Na data de sua ordenação sacerdotal, o Padre JOSÉ ADELINO, residia com sua família, em São Paulo do Potengi.
A sua primeira nomeação, foi ainda em 1934, a 28 de novembro para vigário, em Santo Antonio do Salto da Onça, tomando posse do cargo a 8 de dezembro, dia da festa da padroeira local.
A 19 de março de 1935, foi transferido para Natal, sendo investido no cargo de Reitor do Seminário de São Pedro, como sucessor de Mons. Walfredo Gurgel. Sua posse na Reitoria di Seminário a 25 do mesmo, 1935, março.
A 20 de janeiro de 1941, foi agraciado com o título de “Cônego”, honorário do Cabido da Catedral de Belém do Pará, título conferido pelo Arcebispo Dom Antonio de Almeida Lustosa, a pedido de Dom Marcolino.
Em junho de 1951, recebeu o título honorário de “Monsenhor”, camareiro do Santo Padre Pio XII. Vaga a Diocese de Caicó, foi em junho de 1952, Mons. JOSÉ ADELINO, nomeado pelo Papa Pio XII, Bispo Diocesano da Diocese referida acima, como sucessor do Bispo Dom José Delgado, transferido para o Maranhão. A sua Sagração ou Ordenação Episcopal foi a 14 de setembro de 1952, em frente a Catedral de N. S. da Apresentação. Foi sagrante o Arcebispo de Natal, Dom Marcolino Dantas e consagrantes os Bispos Dom Aureliano Matos, Diocesano de Limoeiro, no Ceará, e Dom Eliseu Mendes, na época, Bispo Auxiliar de Fortaleza. A sua posse na Diocese Seridoense foi a 20 do mesmo mês e ano.
Em 1957, foi transferido para a Diocese de Garanhuns em Pernambuco. Vaga pela morte do Bispo Dom Francisco Expedito Lopes. Foi DOM JOSÉ ADELINO, o 5º Bispo de Garanhuns.
Em 1967, foi novamente transferido da Diocese de Garanhuns, para a de Rui Barbosa, na Bahia. Em 1975, por motivo de saúde o Santo Padre Paulo VI, concedeu a DOM JOSÉ ADELINO DANTAS, a renúncia do governo episcopal da diocese baiana, de Rui Barbosa; livre do governo diocesano, veio para o Rio Grande do Norte, localizando-se na cidade de Carnaúba dos Dantas, onde fez residência e prestando ajuda ao vigário do Acari, em cuja jurisdição pertence Carnaúba dos Dantas e circunscrita na Diocese de Caicó. (...)


Comissão de Comunicação do Centenário de Nascimento de Dom José Adelino Dantas

JESUS TRANSFIGURADO: PERSPECTIVA DA VITÓRIA

REFLEXÃO DA LITURGIA


Já chegamos à segunda etapa de nossa subida à festa pascal. A 1a leitura nos apresenta a fé com a qual Abraão recebe a promessa de Deus e assim é considerado justo por Deus. Mas o tema que retém nossa atenção está no evangelho de hoje: a visão da fé que descobre o brilho divino no rosto de Jesus.
No evangelho, Lucas nos conta como Jesus foi orar no monte, levando consigo Pedro,
Tiago e João, e de repente ficou transfigurado diante dos seus olhos.
Apareceu-lhes envolto de glória, acompanhado por Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas). Falavam com ele sobre seu "êxodo" em Jerusalém, onde iria enfrentar a condenação e a morte. No momento em que despontava o conflito mortal, Deus mostrou aos discípulos a face invisível de Jesus, seu aspecto glorioso.
Na 2a leitura, Paulo anuncia que Cristo nos há de transfigurar conforme a sua existência gloriosa. Todos nós somos chamados a sermos filhos de Deus. Nosso destino verdadeiro é a glória que Deus nos quer dar. Ora, para chegar lá, devemos - como Jesus - iniciar nosso "êxodo", nossa caminhada da fé e do amor fraterno, comprometido com a prática da transformação. Isso nos pode levar a galgar o Calvário, como aconteceu a Jesus. O caminho é árduo, e as nossas forças parecem insuficientes. Às vezes parece que não existe perspectiva de mudança. Uma sociedade mais justa e mais fraterna parece sempre mais inalcançável. Mas assim como os discípulos de Jesus, pela sua transfiguração no monte, puderam entrever a glória no fim da caminhada, assim sabemos nós que a caminhada da cruz é a caminhada da glória.
Antes de ser desfigurado no Gólgota, o verdadeiro rosto de Cristo foi transfigurado.
Revelou, no monte Tabor, seu brilho divino. Para a fé, os rostos dos nossos irmãos latino-americanos, explorados e pisoteados, brilham como rostos de filhos de Deus. Apesar da desfiguração produzida pela miséria, desigualdade, exclusão, o brilho divino está aí.
Se nós precisamos realizar uma mudança política, econômica e cultural, a mudança radical é a que Deus opera quando torna filho seu aquele que nem figura humana tem. A consciência disto é que nos vai tornar mais irmãos e, daí, mais empenhados em criar uma sociedade digna da glória de Deus que habita em nossos irmãos excluídos. Na Campanha da Fraternidade descobriremos isso. Contemplando a glória de Cristo no rosto do irmão procuraremos caminhos para pôr fim à deformação que nossa sociedade imprimiu a esse rosto, não apenas pela opressão, como também por uma cultura da ilusão e da irresponsabilidade. Por isso, enfrentamos esta caminhada de modo bem concreto, assumindo o sofrimento dos nossos irmãos pisados e oprimidos, participando das lutas materiais, políticas, culturais, e comprovando assim a seriedade de nosso amor fraterno.


Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

2º DOMINGO DA QUARESMA


EVANGELHO: Lucas 9, 28-36


Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. Nisso, dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Apareceram na glória, e conversavam sobre o êxodo de Jesus, que iria acontecer em Jerusalém. Pedro e os companheiros dormiam profundamente. Quando acordaram, viram a glória de Jesus, e os dois homens que estavam com ele. E quando esses homens já iam se afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.» Pedro não sabia o que estava dizendo. Quando ainda estava falando, desceu uma nuvem, e os encobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo quando entraram na nuvem. Mas, da nuvem saiu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutem o que ele diz!» Quando a voz falou, Jesus estava sozinho. Os discípulos ficaram calados, e nesses dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.