Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

30 de nov de 2010

Aniversário do Terço dos Homens do Monte do Galo



Hoje dia 30 de novembro de 2010, o Terço dos Homens da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no Monte do Galo comemora 5 anos de existência.

Será uma noite de muita luz e agradecimento. Alguns homens de cidades vizinhas como Parelhas,Cruzeta,São José do Seridó, Picuí e Frei Matinho que participam do movimento, irão marcar presença hoje em nossa cidade.

As comemorações terão inicio as 19:00hs com uma caminhada,que os levará até a capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde lá assistirão e participarão da Santa Missa, logo após será oferecido um jantar para aproximadamente 300 pessoas.

O Terço dos Homens é o grande presente que Deus deu a nossa comunidade que aos poucos se tornou um grande encontro de Homens para a oração do Santo terço, meditação da Palavra e Louvor. Deus sempre sabe o que faz e frutifica tudo aquilo que é de sua vontade.


Casamento Coletivo


No último dia 27 de novembro a nossa cidade vivenciou um momento muito especial, de juramentos e entregas.
Foi realizado na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro um casamento coletivo, onde sete casais deram seu sim diante de Deus, e receberam a benção do Pai, que usou como instrumento o Diácono Francisco de Assis da Paróquia da Imaculada de Currais novos/RN.
Receberam-se em Matrimônio os casais: José Aparecido Dantas e Váguida Helioneide,Sebastião Alves e Joana Maria,Adalberto Dantas e Edilma de Medeiros,José Roberto e Maria das Vitórias,Rogério Francisco e Rosimar Dantas,Moacir José e Maria Balbina.
Casar é um compromisso com a família, com o amor. É uma decisão muito importante. “Esperamos de coração, que os momentos de alegria vivenciados, se perpetuem e que os noivos tenham, diariamente, apenas motivos para comemorar a vida em casal. Que as bênçãos de Deus estejam abundantes em cada dia de seu viver”,

28 de nov de 2010

ADVENTO, a feliz espera do Natal

Concluindo o Ano Litúrgico, iniciamos um novo tempo para vivenciar os mistérios divinos e a grande manifestação amorosa de Deus. Para os cristãos a Encarnação de Jesus Cristo se reveste de um sentido todo especial e fala fortemente da preocupação de Deus Pai para com toda a humanidade. O Pai se voltou para a frágil criatura e lhe ofereceu a oportunidade de salvação na pessoa do seu Filho que se fez carne e veio habitar entre nós.
O tempo correspondente às quatro semanas que antecedem o Natal serve como preparação para a grande celebração do Nascimento de Jesus. A mística do Advento é aquela da expectativa, da espera, da preparação e da conversão. Quando alguém se prepara para um evento importante da sua vida (formatura, casamento, nascimento do filho, bodas, etc.), segue um ritual de preparação que propicia chegar ao momento do evento em condições de desfrutá-lo plenamente e vivenciá-lo como um momento único da sua existência. Todos se preparam para tais momentos. Ora, a celebração do Natal, no nível cristão, é um evento da nossa fé de suma grandeza e, por isso, merece uma especial preparação. Para tal fim, a Igreja dedica este tempo de reflexão, oração e confronto com a Palavra de Deus que ajuda o cristão a se concentrar no motivo principal da celebração natalina que é o encontro com Jesus.
Há uma ansiedade natural diante da vivência de mistério tão grande e, ao mesmo tempo, tão esperado. Para superá-la o caminho é seguir os passos da espiritualidade do advento, buscando colocar-se em atitude de acolhimento ao Deus que vem e que nasce para cada um de nós. Encontrar-se com Ele é o que todo homem e toda mulher mais aspiram. O encontro com alguém famoso se reveste de emoções fortes. Imaginemos o encontro com o Senhor dos Senhores, com o Rei do Universo, o Primogênito do Pai, Aquele no qual todas as coisas foram criadas! O encontro com Jesus é o conectar-se com a razão da própria existência, é repousar o coração na fonte da vida e encher-se da luz que sustenta o próprio existir. Isto não se alcança sem profunda vibração e enorme emoção.
A reflexão que todos são chamados a fazer, ajuda a rever a própria vida à luz do mistério do amor de Deus. Como estou vivendo? Que valores orientam minha vida? Como me comporto em relação ao meu semelhante? Sou solidário com o próximo? Minha família é o que dá sustentação a tudo que faço? Coloco em primeiro plano o ser ou o ter? A vida ou os bens materiais? Amo ao próximo como a mim mesmo? Mas, me amo intensamente? Só ama o próximo de verdade, quem se ama fortemente.
A Palavra de Deus acolhida, meditada e assimilada é o alimento de todo aquele que se prepara para o encontro com Jesus. Sem a vivência da Mensagem de Cristo, não há possibilidade de encontro com Ele. Daí a urgência da conversão. Quando alguém se confronta com a Palavra divina, percebe o que, na sua vida, está de acordo com ela e o que não está. As consonâncias com os ensinamentos do Senhor são conservadas. As dissonâncias devem ser alteradas para que se tornem consonâncias. Em outras palavras, é necessário mudar o que precisa ser mudado para que a sua vida ganhe status de filho(a) de Deus. Para isto só há uma possibilidade: assumir os valores que Jesus Cristo transmitiu e pelos quais viveu e morreu.
Celebrar o Advento é esperar o Natal com fé, confiança e espírito de renovação na graça divina. Viva este tempo na oração e Deus nascerá no seu coração!

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caicó – RN.


23 de nov de 2010

JORNAL KYRIE - Mês de Novembro/2010

Clique sobre as imagens para ampliá-las

19 de nov de 2010

Carta à Santa Vitória



Minha amável e bondosa Santa Vitória, hoje venho através desta simples cartinha agradecer-lhe pelo milagre tão grandioso que me fizeste alcançar. Tudo começou quando após dez anos de uma incansável espera, consegui finalmente minha realização como mulher. Foram os dez anos mais longos de minha vida sabe? Neste tempo de incessantes visitas a médicos, indo e vindo de clínicas diferentes e nos desfazendo de nossos bens materiais para fazermos vários tratamentos e alcançarmos nosso objetivo maior: ser pai e mãe, o milagre aconteceu.
Eu e meu esposo moramos em Campina Grande. Buscamos todas as formas possíveis e até impossíveis de conseguirmos esse milagre. Lutamos juntos e, nessa luta, choramos mais do que sorrimos. Meu esposo trabalhava numa grande indústria e a nossa vida sempre foi baseada em materialismo e capitalismo absolutos. Apesar de sempre termos pensado em sermos pais, viajávamos muito, comprávamos muito e, nem nos preocupávamos com nossas perdas financeiras. Tínhamos carros do ano (os dois), roupas chiques, comíamos do bom e do melhor, comprávamos móveis estilosos... Mas com o tempo, isso foi perdendo todo o sentido. Éramos felizes, pois nos amávamos, mas não tinhamos o principal em nossas vidas: um filho! Não nos importava nem mesmo o sexo da criança. Nos importava sua presença em nossas vidas.
Certo dia, uma amiga da Igreja - somos católicos, íamos sempre às missas do domingo, mas para nós, isso bastava como cristãos - nos convidou para participarmos de um momento de oração entre casais que seria realizado ali, na nossa igreja. Disse-nos que talvez ali, fossemos encontrar uma resposta para o nosso problema. Começamos a participar do grupo de orações e isso, de certa forma, estava nos dando mais força e esperança. Mesmo assim, continuamos tentando através de tratamentos clínicos uma solução. Até ao exterior fomos. Vendemos carros, apartamento grande e todo mobiliado... Isso agora não nos parecia mais necessário. Fomos morar com minha mãe (ela morava sozinha em uma casa bem grande). Nada adiantava! No grupo de orações de casais, conhecemos um casal que passou por situação parecida. Eles moravam há apenas dois anos e meio em Campina Grande e haviam engravidado os dois - era assim que eles falavam - há apenas seis meses. Disseram-nos que numa cidadezinha perto de onde moravam existia um Santuário chamado Monte do Galo. Ali, várias pessoas já haviam conseguido graças por intercessão de Nossa Senhora das Vitórias, inclusive eles. Era preciso orar com fé e acreditar que Santa Vitória intercederia junto a Jesus por nós. Eles (o casal amigo e irmão) nos deram uma novena de Santa Vitória e pediram que jamais deixássemos de rezá-la. Ela deveria nos acompanhar sempre. Era preciso ser paciente, pois o nosso tempo e as nossas necessidades precisam ser compreendidas no tempo necessário de Deus para conosco. Continuamos procurando ajuda clínica. Nossos amigos mais antigos começaram a se afastar de nós. Começaram a nos chamar de loucos, afinal, vendemos todos os nossos bibêlos. Nos desfizemos de todo o materialismo e consumismo idiota que não nos trazia a felicidade real. Muitos diziam que poderíamos adotar um filho. Sim! Poderíamos e talvez isso possa acontecer um dia. Quem sabe? Mas queríamos sentir a alegria de sermos pais realmente. Sentirmos o bebê crescer a cada dia no meu ventre de mãe e, sentir a mão do pai a afagar meu ventre. Queríamos que o nosso bebê fosse fruto do nosso amor. Começamos a perceber que Jesus estava ao nosso lado em todos os nossos momentos por intercessão de Santa Vitória. Perdemos o medo de não dar certo. A nossa fé crescia cada dia mais. As nossas orações eram feitas com lágrimas nos olhos. Todas as terças - feiras, quando íamos a Igreja participar do grupo de orações, chorávamos muito com os depoimentos e testemunhos de casais que assim como nós, precisaram de tempo e esperança infinita para alcançar seu objetivo: o milagre da maternidade e da paternidade.
Decidimos fazer uma última tentativa. Desta vez, como não tínhamos mais tanto dinheiro disponível, apesar do meu esposo ainda exercer a mesma função na indústria em que trabalhava, entendemos que não é necessário gastar tanto para que Jesus nos concedesse o milagre da vida. Ali mesmo, numa clínica pública e pelo SUS, fizemos o último exame. Se nada acontecesse, tentaríamos a adoção. Nossas famílias sempre nos apoiaram em todas as nossa decisões e jamais se incomodaram de termos nos desligado das coisas materiais. Já os nossos antigos amigos resolveram se afastar completamente de nós, afinal, já não havia mais viagens, festas... Havia agora simplicidade, amor e fé. Parecia que nenhum deles conhecia o sentido da palavra fé.
Algum tempo depois voltamos ao laboratório um tanto incertos, afinal, já havíamos procurado ajuda até no exterior e nada. Antes de sairmos de casa, nos colocamos de joelhos aos pés da imagem de Santa Vitória (presente dos nossos amigos do grupo de orações e, segundo eles, comprada no Santuário do Monte do Galo). Rezamos e nos entregamos em suas mãos. Pedimos que intercedesse novamente por nós. Se assim acontecesse, seríamos fiéis a ti para todo o sempre e ao nosso bebê, daríamos seu nome. Choramos muito nesse dia, mas era como se uma luz no fim do túnel começasse a refletir. Choramos com incontida felicidade. Não sabíamos o porquê, mas nos abraçamos e entre lágrimas, sorrimos. Saímos de casa leves como se anjos nos levantassem do chão. Pegamos a novena de Santa Vitória e enquanto fazíamos o caminho até o laboratório, rezávamos a bendita novena. Após quase quatro anos fazendo parte do grupo de orações e dez, tentado ser uma mãe e um pai, hoje estamos aqui Santa e milagrosa Vitória para te agradecer a graça que nos concedeste. Aqui, em meus braços está minha filhinha, hoje com oito meses de idade. Consagro - a a Ti, como milagre de vida. Das nossas vidas. Ela é nosso maior tesouro e foi por Tua intercessão junto ao Bom Jesus, que somos pai e mãe.
Santa Vitória, rogai por nós. Amém.

17 de nov de 2010

Mais sobre o Congresso Diocesano da Juventude

O Congresso Diocesano da Juventude, organizado pela diocese de Caicó e o setor da juventude, veio encerrar o Ano da Juventude da Diocese de Caicó. A diocese reuniu os zonais com o objetivo de encerrar o ano da juventude, com uma confraternização de todos os jovens das paróquias, na nossa cidade, para isso movimentou todas as pastorais das Igrejas, sendo designada uma determinada função para cada pastoral. O evento teve inicio às 07 horas da manhã com a receptividade das paróquias vizinhas, sendo recepcionadas pelos jovens do nosso município que esperavam as caravanas na entrada da cidade e conduzia-os até o local do evento, o Centro da Juventude Carnaubense – CEJUC; Chegando lá, o ministério de música animava-os com cânticos de boas vindas, Logo após, o louvor da banda Cavaleiros de Cristo de Carnaúba, iniciou-se a celebração da Santa missa presidida pelo bispo Dom Emanuel Delson Pereira da Cruz, auxiliado pelo nosso pároco Pe. João Paulo e demais padres e seminaristas da Diocese. Após um intervalo para o lanche, houve uma palestra sobre espiritualidade com o Pe. José Tadeu Rocha, Coordenador do Regional NE2 da Juventude. Em seguida Pe. Helinton de Cruzeta, apresentou as cidades participantes e dando continuidade iniciou-se as apresentações de peças teatrais dramatizando temas como vida, esperança, fraternidade, amor , espiritualidade, juventude e santidade e também tivemos danças expressando o amor de Deus pelo jovem, caprichando na criatividade, os jovens emocionaram a todos os presentes.Paramos para o almoço e depois retornamos com a continuidade das apresentações, ao término, houve mais uma palestra sobre “a missão continua” com o Pe. José Tadeu, seguida da benção do bispo sobre todos, em especial os jovens, logo após um louvor com a banda Cavaleiros de Cristo preparando a galera para a balada católica mais esperada do dia, e para finalizar esse dia de graças e bênçãos derramadas, animação ficou por conta do DJ Angelus com a Cristoteca.

“Na loucura de ser um jovem de Deus, desafiando e resistindo ao pecado para viver a castidade, ao contrário do que vi em festas pagãs, vi muitos jovens louvando o Senhor e ao mesmo tempo se divertindo dançando ao som do ‘batidão’ católico seguido de passos frenéticos, embriagados com o amor de Deus, depois de tomarem ‘altas doses’ do Espírito Santo. Observando suas diversas expressões faciais, vi a alegria e a felicidade que brotava de seu ser, transpassando a superfície do corpo, contagiando todos ao seu redor e nos revelando um Jesus jovem que nos ensinava a amar a Deus curtindo uma juventude saudável sem deixar de ser um jovem santo que veste calça jeans, bebe coca-cola e come hot-dog”. (um jovem apaixonado por Deus)

Congresso Diocesano da Juventude


Aconteceu no dia 14 de novembro na cidade de Carnaúba dos Dantas o Congresso Diocesano da juventude, onde na ocasião pode-se contar com representações de mais de 20 paróquias de cidades do nosso seridó.
O congresso teve início as 08 horas da manhã com a Santa Missa presidida por Dom Delson que fez questão de participar de todo o evento. Á tarde no encerramento houve um Cristodance que contou com o DJ diretamente da Recife, que tirou a juventude do chão e ainda emocionou a todos. Aproximadamente 1000 jovens viveram momentos de formação e aprofundamento do serviço a Deus,e puderam também mostrar um pouco dos trabalhos desevolvidos nos zonais através de apresentações musicais.

“Jovens: sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o malígno”. (1 Jo 2, 14).

12 de nov de 2010

Verbum Domini: Apresentada no Vaticano a Exortação apostólica de Bento XVI sobre a Palavra de Deus

VATICANO, 11 Nov. 10 / 02:11 pm (ACI).- Este meio-dia (hora local) apresentou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé a exortação apostólica pós-sinodal do Papa Bento XVI "Verbum Domini", sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Este documento do Santo Padre é fruto do Sínodo realizado de 5 a 26 de outubro de 2008.
Intervieram na conferência de imprensa o Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos; o Arcebispo Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho da Cultura; o Arcebispo Nikola Eterovic e Dom Fortunato Frezza, respectivamente Secretário geral e Subsecretário do Sínodo dos Bispos.
O documento apresentado hoje e com data de 30 de setembro, memória de São Jerônimo, é fruto da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, celebrada em Roma de 5 a 26 de outubro de 2008. Foi publicada em latim, italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, português, polonês. Consta de uma introdução, três partes e uma conclusão.
Primeira parte
Dom Eterovic explicou que na primeira parte, titulada "Verbum Dei", o Papa faz insistência "no papel fundamental de Deus Pai, fonte e origem da Palavra, assim como a dimensão trinitária da revelação".No primeiro capítulo, "O Deus que fala", se ressalta "a vontade de Deus de abrir e manter um diálogo com o ser humano, no qual Deus toma a iniciativa e se revela de diversas maneiras". Do mesmo modo "destaca-se o aspecto cristológico da Palavra, sublinhando ao mesmo tempo a dimensão pneumatológica". Nesta parte se confronta a relação entre Escritura e Tradição, assim como o tema da inspiração e verdade da Bíblia."A resposta do homem ao Deus que fala" é o título do segundo capítulo. "O homem está chamado a entrar na Aliança com seu Deus que o escuta e responde a suas perguntas. A Deus que fala, o homem responde com a fé. A oração mais indicada é a realizada mediante as palavras que o mesmo Deus revelou e que se mantêm escritas na Bíblia".
O terceiro capítulo está dedicado ao tema "A hermenêutica da Sagrada Escritura na Igreja". Nesta seção o Papa afirma que "a Sagrada Escritura deveria ser, como o manifesta a Constituição dogmática "Dei Verbum" sobre a divina revelação, "a alma da teologia sagrada".
Afirma-se que "a hermenêutica bíblica do Concílio Vaticano II deve ser redescoberta a fim de evitar um certo dualismo da hermenêutica secularizada, que poderia dar lugar a uma interpretação fundamentalista ou espiritualista da Sagrada Escritura. A reta hermenêutica exige a complementaridade do sentido literal e espiritual, uma harmonia entre fé e razão. Por isso sobre a relação entre cristãos e judeus com referência às Escrituras, "se sublinha que é muito especial porque compartilham boa parte delas".
Segunda parte
A segunda parte se titula "Verbum in Ecclesia". No primeiro capítulo, "A Palavra de Deus e a Igreja", "sublinha-se que graças à Palavra de Deus e à ação sacramental, Jesus Cristo é contemporâneo aos homens na vida da Igreja"."A Liturgia, lugar privilegiado da Palavra de Deus" é o título do segundo capítulo, no qual se insiste "no elo vital entre a Sagrada Escritura e os sacramentos, em particular, a Eucaristia". Recorda-se a importância do Lecionario e da proclamação da Palavra e do ministério de leitorado, insistindo sobre tudo na preparação da homilia, um tema de grande importância na Exortação Apostólica pós-sinodal.
O terceiro capítulo está dedicado à "Palavra de Deus na vida da Igreja", onde se destaca "a importância da animação bíblica da pastoral, a dimensão bíblica da catequese, a formação bíblica dos cristãos, a Sagrada Escritura nos grandes encontros eclesiásticos, e a Palavra de Deus em relação com as vocações". O Santo Padre também dá “uma especial atenção à Lectio divina e à oração Mariana".
Terceira parte
A terceira parte, titulada "Verbum mundo", sublinha "o dever dos cristãos de anunciar a Palavra de Deus no mundo no que vivem e trabalham. No primeiro capítulo, "A missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo", destaca-se que a Igreja está orientada ao primeiro anúncio, "ad gentes", aos que ainda não conhecem verbo, Palavra de Deus, mas também àqueles que foram batizados mas que necessitam uma nova evangelização para redescobrir a Palavra de Deus"."Palavra de Deus e compromisso no mundo", é o título do segundo capítulo. Nele se recorda que "os cristãos estão chamados a servir ao Verbo de Deus nos irmãos mais pequeninos e, portanto, a comprometer-se na sociedade para a reconciliação, a justiça e a paz entre os povos".
O terceiro capítulo está dedicado à "Palavra de Deus e as culturas". Fica de manifesto "o desejo de que a Bíblia seja melhor conhecida nas escolas e universidades e que os meios de comunicação social usem todas as possibilidades técnicas para sua divulgação. O tema da inculturação da Sagrada Escritura está vinculado às traduções e à difusão da Bíblia, que deverá ser incrementado"."Palavra de Deus e diálogo inter-religioso", é o tema do quarto capítulo. "depois de ter posto de relevo o valor e a atualidade do diálogo inter-religioso, a "Verbum Domini" oferece umas indicações úteis sobre o diálogo entre cristãos e muçulmanos, assim como com os pertencentes a outras religiões não cristãs, no marco da liberdade religiosa, que implica não só a liberdade de professar a própria fé em privado e em público, mas também a liberdade de consciência, quer dizer, de escolher a própria religião".Na conclusão, disse o arcebispo Eterovic, o Santo Padre reitera a exortação a todos os cristãos a "esforçar-se para ter cada vez mais familiaridade com a Sagrada Escritura".

Para ler o documento completo em português pode-se ingressar em:

Fonte: www.acidigital.com

10 de nov de 2010

Paróquia deve ser comunidade missionária, diz Cardeal

SÃO PAULO, quarta-feira, 10 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, considera que é necessária a “conversão missionária” das organizações e estruturas pastorais, em particular da paróquia, com tudo o que ela significa.
Em artigo na edição desta semana do jornal arquidiocesano O São Paulo, o arcebispo afirma que a paróquia deve-se tornar mais “comunidade de comunidades, grupos, associações, movimentos e organizações de discípulos missionários, que nela vivem e se expressam”.
Dom Odilo assinala a necessidade de se tomar uma nova consciência sobre a realidade da paróquia, no sentido teológico e pastoral, superando uma visão apenas burocrática ou jurídica.
“Ela é o rosto mais visível e concreto do Mistério da Igreja, ‘sacramento de salvação’ no meio do mundo; é uma comunidade de batizados, congregados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, vivendo a fé, a esperança e a caridade.”
A paróquia “se reúne em torno de Jesus Cristo, Senhor e Pastor da Igreja, representado visivelmente pelo ministro ordenado, que está no meio dela e à sua frente para servi-la na caridade. A assembleia eucarística é a expressão mais visível e sacramental da Igreja”, afirma.
Segundo o cardeal, a paróquia é, portanto, “‘casa de Deus’ no meio das casas dos homens, templo de Deus edificado por pedras vivas, que são todos os batizados; é o ‘corpo de Cristo’, através do qual ele continua a se expressar (...); é o concreto e visível ‘povo de Deus’, que irradia no mundo a luz de Cristo”.
Na paróquia – prossegue o purpurado –, a Igreja inteira se expressa e realiza a missão recebida de Cristo: “anunciar e acolher a Palavra de Deus; testemunhar a vida nova recebida no Batismo, buscando e expressando a santidade de vida; organizar e realizar a caridade pastoral, em nome de Jesus, Bom Pastor, e a seu exemplo”.
Para o arcebispo de São Paulo, uma definição que cabe bem à paróquia é de “comunidade missionária dos fiéis em Cristo no meio do mundo”.
A paróquia “é o ícone visível daquilo que a Igreja de Jesus Cristo é na sua totalidade. Evidentemente, nenhuma paróquia se basta a si mesma, nem realiza sozinha e autonomamente a sua missão, mas o faz na comunhão da Igreja particular (a diocese) e da comunhão universal da Igreja”.
Contudo – afirma Dom Odilo –, a paróquia “é a Igreja ‘na base’; se ali a vida e a missão da Igreja acontecem, também na grande comunidade eclesial elas acontecem; do contrário, a Igreja corre o risco de ‘rodar no vazio’ e de se reduzir a uma série de instituições, sem chegar ao povo e às pessoas concretas”.

7 de nov de 2010

FAMÍLIA, ESPERANÇA DA HUMANIDADE

BARCELONA, domingo, 7 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - "Hoje, tive o enorme prazer de dedicar este templo a quem, sendo Filho do Altíssimo, despojou-se, fazendo-se Homem e, ao amparo de José e Maria, no silêncio do lar de Nazaré, ensinou-nos, sem palavras, a dignidade e o valor primordial do matrimônio e da família."
Da porta da Natividade da Basílica da Sagrada Família de Barcelona, diante de milhares de pessoas, o Papa Bento XVI quis introduzir a oração do Ângelus afirmando a importância da família, como já o havia feito alguns momentos antes, na homilia.
A família, segundo o Papa, é a "esperança da humanidade", pois nela "a vida encontra acolhida, desde o momento da sua concepção até seu declínio natural".
Jesus Cristo, acrescentou o Papa, "ensinou-nos também que toda a Igreja, escutando e cumprindo sua Palavra, converte-se em sua família. E mais ainda: confiou-nos a tarefa de ser sementes de fraternidade que, plantadas em todos os corações, incentivam a esperança".
Gaudí, grande devoto da Sagrada Família e "inspirado pelo ardor da sua fé cristã, conseguiu transformar este templo em um louvor a Deus esculpido em pedra. Um louvor a Deus que, como no nascimento de Cristo, teria como protagonistas as pessoas mais humildes e simples".
De fato, afirmou o Pontífice, "Gaudí, com sua obra, pretendia levar o Evangelho a todo o povo. Por isso, concebeu os três pórticos do exterior do templo como uma catequese sobre Jesus Cristo, como um grande rosário, que é a oração dos simples, no qual se podem contemplar os mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos do nosso Senhor".
Mas também o fez com sua vida, pois "planejou e financiou, com suas próprias economias, a criação de uma escola para os filhos dos pedreiros e para as crianças das famílias mais humildes do bairro, que era naquele então um subúrbio marginalizado de Barcelona".
"Ele torna realidade, assim, a convicção que exprimia com estas palavras: ‘Os pobres sempre devem encontrar acolhimento no templo, que é a caridade cristã'", sublinhou.
Posteriormente, em catalão, o Papa mostrou seu desejo de que "homens e mulheres de todos os continentes admirem a fachada da Natividade".