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21 de dez de 2009

São Nicolau e a lenda do Papai Noel

A generosidade atribuída a São Nicolau granjeou-lhe a reputação de milagreiro e distribuidor de presentes, identificado em vários países com a figura mítica do Papai Noel.
A existência de Nicolau de Bari, ou Nicolau de Mira, nunca foi comprovada por documentos, mas supõe-se que tenha sido bispo de Mira, na Anatólia, no século IV. Preso em Roma pelo imperador Diocleciano, implacável perseguidor dos cristãos, teria sido depois libertado por Constantino o Grande e participado do primeiro Concílio de Nicéia.
Sepultados em Mira, seus restos foram roubados em 1087 e transladados a Bari, Itália. Aumentou então a devoção pelo santo em toda a Europa medieval e Bari transformou-se no mais procurado dos centros cristãos de peregrinação.
Sua lenda, no entanto, foi levada por colonos holandeses à América do Norte, onde uma bondosa figura de velho tomou o nome de Santa Claus.
Festejado em 6 de dezembro, tem sua grande noite na véspera do Natal, quando premia com presentes as crianças. A figura do Papai Noel passou por várias formas até chegar a que conhecemos atualmente.
O velho gordo de barbas brancas, vestindo uma roupa vermelha em cima de um trenó é invenção recente. Em muitos países o nome Noel significa Natal.
Infelizmente, cada vez mais a ideologia do comerciário papai Noel vai caindo na crendice popular e substituindo o verdadeiro e mais importante personagem da festa – Jesus Cristo.

REFLEXÃO DO DIA - Segunda-Feira 21/12

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: «Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu.» (Lc 1,39-45)

Ontem a liturgia nos propunha a meditação do tema da visita feita por Maria a Isabel. Hoje, novamente, o mesmo texto. Maria vai nos conduzindo ao presépio do frágil menino.
Aquele que vem das alturas nos visitar é levado, no seio da Mãe, até a casa de Isabel. No seio das duas mulheres dois filhos, duas crianças, dois predestinados. E no gesto carinhoso da visita a expressão da alegria e a vontade de cantar um canto de ação de graças porque Deus tem o costume de olhar para a humildade de suas servas e de seus servos.
Lembramo-nos de tantas visitas. (...) Há a visita que vem até nós e precisa de um desabafo. O amigo chega, está com o rosto crispado... O amigo que acolhe o amigo faz com que nasça força no coração daquele que precisa sobreviver, apesar tempestades e dos vendavais. Os corações delicados sabem ser bons anfitriões.
Um texto dos monges beneditinos “silvestrini” diz: “Uma vez chegados ao coração do Advento, a liturgia nos leva mais profundamente ao coração da Virgem.
A tomada de consciência da maternidade divina poderia ter feito com que Maria legitimamente mergulhasse em adoradora e solitária contemplação do mistério que está se realizando nela. No evangelho de hoje vêmo-la solícita subir apressadamente rumo à casa de sua prima para prestar-lhes seus humildes préstimos para aquela que estava prestes a dar à luz. Os mistérios de Deus aparecem claramente quando irrigados com o orvalho do amor e da caridade fraterna”
Maria vai apressadamente, pulando de monte em monte, numa imensa alegria. Há muita alegria no texto e na cena descrita. O menino de Isabel saltou de alegria no ventre da mãe... a grande alegria dos tempos messiânicos.
Estamos às portas do Natal. Pouco falta para empurrar a porta da choupana do presépio do frágil menino.
Fonte: franciscanos.org.br