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3 de fev de 2010

Encontro Nacional de Presbíteros deve reunir mais de 500 sacerdotes



O presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Esmerado Barreto de Farias, destacou a missão como tema de sua homilia na missa que encerrou o primeiro dia de trabalho do 13º Encontro Nacional de Presbíteros, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).
“Jesus é o missionário do Pai e experimenta que a fecundidade da missão não vem dos aplausos ou da recusa. A missão nasce da relação profunda de amor de Jesus com o Pai”, disse dom Esmeraldo.
Lembrando que a missão do padre se inspira na missão de Jesus Cristo, dom Esmeraldo apontou o caminho da fidelidade da vocação sacerdotal. É na comunhão com Jesus Cristo que somos chamados a viver a fidelidade de nossa vocação”.
O 13º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP) foi aberto na tarde desta quarta-feira, 3, com a presença do secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa; do arcebispo de Campinas, dom Bruno Gamberini; do bispo de Santarém e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Esmeraldo Barreto de Farias; do presidente da Comissão Nacional de Presbíteros, padre Francisco dos Santos, e do diretor da Casa de Retiro Vila Kostka, padre Giovane.
“Irmãos presbíteros, testemunhemos ao mundo nossa alegria de ser padre, hoje, não obstante as nossas fraquezas e pecados. O Reino é Dele e é para Ele e nele que somos para espalhar a mensagem da Boa Notícia aos pobres, oprimidos, marginalizados, levantar os caídos”, disse o presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros, padre Francisco dos Santos.
Os padres comemoram neste encontro os 25 anos de realização dos ENPs. A data coincide com a comemoração do Ano Sacerdotal proclamado pelo papa Bento XVI no ano passado.
O ENP é organizado e coordenado pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) com apoio da Comissão da CNBB para os Ministérios Ordenados. Sua preparação leva cerca de dois anos e envolve a participação de todos os padres com estudos do tema a ser debatido durante o encontro.
O 13º. ENP reúne 461 padres delegados e mais 45 convidados além de 12 bispos. Durante sete dias, os religiosos vão discutir temas ligados à vida dos padres, da Igreja e da sociedade. Um dos pontos altos da pauta será a Romaria que os padres farão ao Santuário de Aparecida, em Aparecida (SP), no sábado, 6.
No Santuário os padres concelebram uma missa às 9h, presidida pelo presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. A Romaria faz parte das comemorações do Ano Sacerdotal e, por isso, a expectativa é de que aos 500 padres se somem outros vindos de outras regiões do país. A Rede Vida e a TV Aparecida transmitirão a cerimônia.
Fonte: CNBB

“COMO CONSEGUIU TANTA SABEDORIA?”

REFLEXÃO DO EVANGELHO: Marcos 6,1-6

Sabemos que Jesus experimentou dificuldade em conviver e conversar com os habitantes de Nazaré. Para estes era muito difícil compreender como esse filho de carpinteiro tivesse tanta sabedoria. Marcos assim escreve: “Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: De onde ele recebeu tudo isso? Como conseguiu tanta sabedoria?”
Sabedoria, sabor!!! Sabedoria não é resultado de mentes brilhantes. Sábio é aquele que se deixa guiar pela consciência delicada, que se deixa instruir por Deus. Na pessoa de Jesus se acham escondidos todos os tesouros da sabedoria, porque ele é a sabedoria do Pai. Seus conterrâneos têm dificuldade em ver isto porque enxergam apenas o filho do carpinteiro. Por detrás desse corpo humano, dessas mãos que abençoam, desses olhos que contemplam os trigais ondulantes, dessas mãos que tocam os doentes, dessa garganta que pede água à samaritana, desse pobre miserável suspenso entre o céu e a terra, está o mistério da sabedoria de Deus. Demos a palavra a Paulo em sua primeira aos coríntios: “Uma vez que o mundo não reconheceu a Deus na sabedoria de Deus, aprouve a Deus pela loucura da pregação salvar aqueles que crêem. Os judeus pedem sinais, os gregos andam em busca de sabedoria; nós, porém, anunciamos o Cristo crucificado que para os judeus, é escândalo, para os gentios é loucura, mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, é Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus, é mais forte que os homens (...) Mas o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; e, o que no mundo é vil e desprezado, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura possa vangloriar-se diante de Deus. Ora, é por ele que vós sois, em Cristo Jesus que se tornou para nós sabedoria proveniente de Deus, justiça, santificação e redenção, a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1Coríntios1, 21-31).
Os discípulos de Cristo vivem da sabedoria de seu Mestre. Não precisam ser muito cultos. Basta que falem na hora devida, que digam o que precisa ser dito, que não tomem decisões precipitadas, que valorizem o que aparentemente não tem valor, que não se esqueçam que eles nada são e que todo o seu mérito vem de Deus. A lavadeira , o balconista, a enfermeira e um certo homem aparentemente fracassado podem esconder em seus corações tesouros de sabedoria aí depositados por Deus...
Os conterrâneos de Jesus ficaram impressionados com sua sabedoria, mas não adivinhavam de onde ele provinha....

EVANGELHO DO DIA - Marcos 6,1-6

Jesus foi para Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: «De onde vem tudo isso? Onde foi que arranjou tanta sabedoria? E esses milagres que são realizados pelas mãos dele? Esse homem não é o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? E suas irmãs não moram aqui conosco?» E ficaram escandalizados por causa de Jesus. Então Jesus dizia para eles que um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e em sua família. E Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E Jesus ficou admirado com a falta de fé deles.