Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

4 de nov de 2009

A SANTA MISSA - TESTEMUNHO DE CATALINA (Parte 6)

(continuação)
Chegou o momento da comunhão dos celebrantes e voltei a notar a presença de todos os sacerdotes junto ao Monsenhor. Quando ele comungava, disse a Virgem: “Este é o momento de pedir pelo celebrante e por todos os sacerdotes que o acompanham; repete Comigo: Senhor, bendizei-os, santificai-os, ajudai-os, purificai-os, amai-os, cuidai e sustentai-os com Vosso Amor... Lembrai de todos os sacerdotes do mundo, rezai por todas as almas consagradas...”
Queridos irmãos, esse é o momento em que devemos pedir porque eles são Igreja, como também somos nós os leigos. Muitas vezes os leigos exigimos muito dos sacerdotes, mas somos incapazes de rezar por eles, de entender que são pessoas humanas, de compreender e avaliar a solidão que muitas vezes pode rodear um sacerdote. Devemos compreender que os sacerdotes são pessoas como nós e que precisam de compreensão, cuidado, que precisam de afeto, atenção de nossa parte, porque estão dando suas vidas por cada um de nós, como Jesus, consagrando-se a Ele. O Senhor quer que as pessoas do rebanho que Deus lhe recomendou, rezem e ajudem na santificação de seu Pastor. Algum dia, quando estivermos do outro lado, compreenderemos a maravilha que o Senhor fez ao nos dar sacerdotes que nos ajudem a salvar nossas almas.
As pessoas começaram a sair dos bancos para ir comungar. Havia chegado o grande momento do encontro, da “Comunhão”; o Senhor me disse: “Espera um momento, quero que observes algo...” Por um impulso interior levantei os olhos até a pessoa que ia receber a comunhão na língua, das mãos do sacerdote. Devo esclarecer que esta pessoa era uma das senhoras de nosso grupo que na
noite anterior não tinha conseguido se confessar e o fez naquela manhã, antes da Santa Missa. Quando o sacerdote colocava a Sagrada Forma sobre sua língua, como um flash de luz, aquela luz muito branco-dourada atravessou essa pessoa pelas costas primeiro e foi pelos lados nas costas, nos ombros e na cabeça.
Disse o Senhor: “É assim que Me comprazo em abraçar uma alma que vem com o coração limpo para Me receber”.
O tom da voz de Jesus era de uma pessoa feliz. Eu estava atônita vendo essa amiga voltar para seu banco rodeada de luz, abraçada pelo Senhor, e pensei na maravilha que perdemos tantas vezes por ir com nossas pequenas ou grandes faltas receber Jesus, quando deve ser uma festa.
Muitas vezes dizemos que não há sacerdotes para confessar-se a todo momento, e o problema está em outro lado: o problema está em nossa facilidade para voltar a cair no mal. Por outro lado, assim como nos esforçamos para encontrar um salão de beleza ou os senhores um barbeiro quando temos uma festa, temos que nos esforçar também em procurar um sacerdote quando precisamos que tire todas essas coisas sujas de nós, mas não ter a desfaçatez de receber a Jesus em qualquer momento com o coração cheio de coisas feias.
Quando me dirigia para receber a comunhão, Jesus repetia: “A última ceia foi o momento de maior intimidade com os Meus. Nessa hora do amor, instaurei o que diante dos olhos dos homens poderia ser a maior loucura: fazer-me prisioneiro do Amor. Instaurei a Eucaristia. Quis permanecer convosco até a consumação dos séculos, porque Meu Amor não podia suportar que ficassem órfãos aqueles a quem amava mais do que a Minha vida...”
Recebi aquela Hóstia, que tinha um sabor diferente, era uma mistura de sangue e incenso que me inundou inteira. Sentia tanto amor que me corriam as lágrimas sem poder detê-las... Quando cheguei ao meu banco, ao ajoelhar-me disse o Senhor: “Escuta...” E num instante comecei a escutar dentro de mim as orações de uma senhora que estava sentada à minha frente e que acabava de comungar. O que ela dizia sem abrir a boca era mais ou menos assim: “Senhor, lembra-te que estamos no final do mês e que não tenho dinheiro para pagar o aluguel, a mensalidade do automóvel, a escola das crianças, tens que fazer algo para me ajudar... Por favor, faz com que meu marido deixe de beber tanto, não posso suportar mais suas bebedeiras e meu filho menor vai perder o ano outra vez se não o ajudares, ele tem provas nesta semana....... E não te esqueças da vizinha que precisa se mudar de casa, que se mude de uma vez porque eu não a agüento... etc., etc.”
Logo o senhor Arcebispo disse: “Oremos” e obviamente toda a assembléia se pôs de pé para a oração final. Jesus disse em um tom triste: “Percebeste? Nem uma só vez Me disse que Me ama, nem uma só vez agradeceu o dom que lhe fiz de baixar Minha Divindade até sua pobre humanidade, para elevá-la até Mim. Nem uma só vez disse: obrigada, Senhor. Foi uma ladainha de pedidos... e assim são quase todos os que vêm Me receber. Morri por amor e estou ressuscitado. Por amor espero a cada um de vós e por amor permaneço convosco..., mas vós não percebeis que preciso de vosso amor. Lembrai que sou o Mendigo do Amor nesta hora sublime para a alma."
Percebeis que Ele, o Amor, está pedindo nosso amor e não o damos? E mais, evitamos ir a esse encontro com o Amor dos Amores, com o único amor que se dá em permanente oblação. (...)

A pior cegueira é não querer ver a realidade

Precisamos reconhecer Jesus como rei e salvador, e gritar pelo seu nome, é reconhecer que precisamos de socorro de ajuda.
Os mesmos que mandavam aquele cego se calar quando ele gritava por Jesus, os mesmos lhe disseram coragem, levanta o mestre te chama. Jesus olhou para o cego e perguntou: “Que queres que eu te faça?” O interessante é que mesmo que todo mundo saiba que você precisa, é você quem tem que dizer a Jesus o que você precisa. E o cego respondeu: “Mestre que eu veja!”
A pior cegueira é aquela que a gente não quer ver, você não quer mudar de opinião, você está errado e todo mundo sabe, só você não quer enxergar, e vive a síndrome de “gabriela” Eu nasci assim, eu penso assim e vou morrer assim. Querer ficar só com o meu ponto de vista isso é não querer enxergar.
É preciso querer ver, e nunca perder a capacidade de enxergar aquele que está ao seu lado, conhecer até mesmo o cheiro do seu filho, para que, no dia que ele chegar em casa com um cheiro que não é o dele, quando você o abraçar, você perceber e perguntar a ele: Que cheiro é este? Isso é não perder a visão.
Hoje precisamos pedir ao Senhor a graça de voltar e enxergar. O Senhor disse aquele homem: “Vai tua fé te salvou”. E aquele homem de parado, sentado a beira do caminho, ele foi promovido a seguir o Senhor pelo caminho. Você não pode ficar parado dizendo ah aquele é tempo era bom! Cuidado, você não pode ficar parado, aquele tempo era bom, mas hoje tem que ser melhor ainda. Esse tempo em que nós vivemos agora, o hoje, esse tempo, é muito melhor!
Portanto se você está sentado a beira do caminho, hoje o Senhor quer nos curar para nos colocar a caminho. Que você some ao seu ponto de vista ao ponto de vista do seu irmão.

Dunga, Comunidade Canção Nova

REFLEXÃO DO DIA: Quarta-Feira 04/11

Grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele disse: «Se alguém vem a mim, e não dá preferência mais a mim que ao seu pai, à sua mãe, à mulher, aos filhos, aos irmãos, às irmãs, e até mesmo à sua própria vida, esse não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. De fato, se alguém de vocês quer construir uma torre, será que não vai primeiro sentar-se e calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, lançará o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso, começarão a caçoar, dizendo: ‘Esse homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ Ou ainda: Se um rei pretende sair para guerrear contra outro, será que não vai sentar-se primeiro e examinar bem, se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, envia mensageiros para negociar as condições de paz, enquanto o outro rei ainda está longe. Do mesmo modo, portanto, qualquer de vocês, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo." (Lc 14,25-33)
O nome de cristão é motivo de orgulho para muita gente e muitos usam esse nome e fazem propaganda do fato de serem cristãos. Mas muitos são cristãos de apenas de nome e de conversa, porque quando surgem as exigências da vivência coerente com o evangelho, são os primeiros a recuarem e a ficarem teorizando formas de religião que justifiquem a sua incoerência evangélica e outros valores nada cristãos que marcam as suas vidas. A exigência de Jesus é clara: renunciar a todos os valores que são contrários ao evangelho e fazer do seu seguimento o centro da própria vida. O resto e conversa fiada de quem quer usar do discurso para legitimar os próprios erros.
Fonte: CNBB