Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

18 de nov de 2009

ANIVERSÁRIO DO TERÇO DOS HOMENS DO MONTE DO GALO









Na noite desta quarta-feira tivemos a comemoração pelo 4º aniversário do Terço dos Homens do Bairro Dom José Adelino (Monte do Galo). A comemoração teve início com uma procissão pelas ruas do bairro. Logo após, houve a missa em ação de graças, celebrada pelo Pe. Henock, vigário paroquial de Acari, e, após a missa, uma confraternização com todos os presentes.

A Oração é a “Ponte” que cria um caminho imediato para nos encontrarmos com nosso criador – DEUS. Através desta estrada de luz, conseguimos Paz, União, Harmonia, Felicidade, Saúde e muito mais.

O TERÇO DOS HOMENS É UM PRESENTE VALIOSO DE DEUS PARA QUE POSSAMOS MELHORAR, VIA CRISTO E MARIA, NOSSAS VIDAS E O MUNDO.

D. HELDER CÂMARA - 100 anos (parte 4)

" GOSTARIA DE SER APENAS UMA SIMPLES
POÇA D'ÁGUA QUE REFLETISSE O CÉU."

Muito se tem escrito sobre Dom Helder no Brasil e em vários países, nos lugares por onde passou e onde sua influência se fez sentir.
Em texto divulgado pelo Conselho Nacional de Leigos do Brasil são apresentados comentários emocionados de Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo de Manaus e Vice-Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sobre Dom Helder. Destacamos alguns pontos que refletem um pouco da personalidade desse homem excepcional, o Guerreiro da Paz.
“Uma das grandes personalidades do século XX, homem de Deus, que tinha uma visão singular sobre o povo pobre brasileiro”.
“Eu o conheci em 1984, quando me tornei bispo. Dom Helder era um profeta que falava empolgadamente, não dizia palavras de um intelectual, mas você percebia que era algo profundo, de alguém que tinha intimidade com Deus. Lembro-me de quando ele se hospedava em minha casa, por volta de 4h da manhã lá estava ele fazendo suas orações. Foi realmente um homem de oração, austero, de uma intelectualidade muito profunda”.
“Sempre foi um homem de coragem e de convicções fortes que enfrentou e apontou caminhos para o Brasil.
“Um profeta, homem que viu o mundo com os olhos de Deus. Ele foi totalmente comprometido com a Igreja, a serviço do povo pobre; da colegialidade episcopal, pois foi ele quem fundou a CNBB; e com o seu profetismo”.
“Eu conheci pessoas extremamente contrárias a dom Helder e seus ideais. Elas não suportavam as idéias dele, mas, quando o conheciam pessoalmente se encantavam com seu modo de falar, seu carisma e até paravam para ouvi-lo. Creio que isso ocorria porque ele tinha uma fé profunda, que vinha do coração.”
“Dom Helder é um modelo que a história da humanidade precisa conservar. Sua história e sua memória fazem ponte com a história do Brasil”.
“Seus escritos são espetaculares; sua eloquência é fabulosa, foi um homem de muita fé que vinha de uma espiritualidade que preservava um amor a Deus e ao próximo. Enfim, ele foi alguém que acreditou numa causa e lutou por ela até o fim”.

Devolvamos ao Senhor!


"Que tens tu que não tenhas recebido?", diz-nos S. Paulo (1 Co, 4,7).

Não sejamos, pois, avaros dos nossos bens como se eles nos pertencessem... Confiaram-nos a sua responsabilidade; temos o uso de uma riqueza comum, não a posse eterna de um bem que nos seja próprio. Se reconheceres que esse bem só é teu cá em baixo por um tempo limitado, poderás adquirir no céu uma possessão que não terá fim. Lembra-te daqueles servos que, no Evangelho, tinham recebido talentos do seu patrão e de que o patrão, ao regressar, entregou a cada um deles; compreenderás então que depositar o seu dinheiro no banco do Senhor para o fazer dar frutos é muito mais proveitoso do que conservá-lo com uma fidelidade estéril sem que renda nada para o credor e com grande prejuizo para o servo inútil, cujo castigo será tanto mais pesado...Apresentemos, pois, ao Senhor os bens que dEle recebemos.

Com efeito, não possuimos nada que não seja um dom do Senhor e só existimos porque Ele o quer. Que poderíamos considerar como nosso, se nada nos pertence, devido a uma dívida enorme e privilegiada? Porque Deus criou-nos, mas também nos resgatou. Rendamos-Lhe graças por isso: resgatados por grande preço, o preço do sangue do Senhor, nós não somos coisas sem valor...

Devolvamos ao Senhor o que Ele nos deu. Devolvamos Àquele que recebe na pessoa de cada pobre. Devolvamos com alegria, para receber dEle com júbilo, tal como nos prometeu.

S. Paulino de Nola (355-431

REFLEXÃO DO DIA: Quarta-Feira 18/11

Tendo eles ouvido isso, Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém, e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. Então Jesus disse: «Um homem nobre partiu para um país distante a fim de ser coroado rei, e depois voltar. Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata para cada um, e disse: ‘Negociem até que eu volte.’ Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Não queremos que esse homem reine sobre nós’. Mas, o homem foi coroado rei, e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto haviam lucrado. O primeiro chegou, e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. O homem disse: ‘Muito bem, empregado bom. Como você foi fiel em coisas pequenas, receba o governo de dez cidades’. O segundo chegou, e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. O homem disse também a este: ‘Receba também você o governo de cinco cidades’. Chegou o outro empregado, e disse: ‘Senhor, aqui estão as cem moedas que guardei num lenço. Pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Tomas o que não deste, e colhes o que não semeaste’. O homem disse: ‘Empregado mau, eu julgo você pela sua própria boca. Você sabia que eu sou um homem severo, que tomo o que não dei, e colho o que não semeei. Então, por que você não depositou meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirem dele as cem moedas, e dêem para aquele que tem mil’. Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ Ele respondeu: ‘Eu digo a vocês: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda. Mas daquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam aqui, e matem na minha frente’.» Depois de dizer essas coisas, Jesus partiu na frente deles, subindo para Jerusalém. (Lc 19, 11-28)
Os dons que temos não nos pertencem, mas sim a Deus, que é o Senhor de tudo, de modo que os dons que recebemos de Deus devem ser ordenados para ele. Sendo assim, não podemos usar os nossos dons, nem mesmo os dons naturais, somente em vista da nossa realização e da nossa promoção pessoal, mas devemos colocá-los a serviço de Deus e dos nossos irmãos e irmãs, pois somente quando o dom se transforma em serviço é que ele é capaz de multiplicar e de produzir frutos em abundância, contribuindo, assim, para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio dos homens.
Fonte: CNBB