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28 de abr de 2010

FORMADOS PELA PALAVRA DO MESTRE

Jesus faz questão de dizer que não fala por si mesmo. “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou”. Assim recomendado e credenciado, Jesus pede que seus ouvintes tomem uma decisão por ele ou contra ele. O texto afirma que vivem nas trevas os que rejeitam a Jesus. “Eu vim ao mundo como luz para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.
Ao longo de sua história, a Igreja sempre quis ouvir a voz do Mestre. Os cristãos celebram a Eucaristia que é precedida das leituras, com destaque especial para o Novo Testamento. Há a leitura diária em particular. Há grupos que se reúnem para a lectio divina.
Não se trata apenas de uma leitura bem feita e que atinja o intelecto. Temos a convicção, sobretudo nas ações litúrgicas, que é Cristo vivo aquele que fala. Não se trata de um texto morto, mas da fala de alguém que está perto de nós.
Sua palavra tem que ser como fogo, tem que ser uma espada que separa, tem que atingir aquele núcleo mais central de cada um de nós, de onde partem as decisões, a partir de onde organizamos nosso projeto de vida e de onde brotam o bem e o mal.
A palavra de Jesus não é a fala de um pastor de ocasião, de um vendedor de ilusões.
Pedro, no final do discurso do pão da vida, afirmou com força, quando Jesus disse que também eles poderiam ouvir sons das vozes de outros pastores: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. Assim, esse Jesus se coloca nas encruzilhadas da vida da Igreja, do mundo e de cada um de nós.
Aos pastores pede que esqueçam de si mesmo e dêem a vida pelos que lhes foram confiados. Ou tudo, ou nada. Não os quer apenas administradores de uma estrutura pesada, mas pessoas cheias do fogo do Mestre que lhe dirige a palavra.
Aos que se casam pede que construam em suas casas um mundo parecido com o mundo do Reino: serviço, renúncia, simplicidade, adoração do Senhor.Não é possível pedir sacramentos para os filhos quando os pais e todos não ouvem as palavras do Evangelho.
Aos que precisam administrar o negativo da vida, acolher a dor e a morte, o Mestre, com sua fala, diz que é preciso carregar a cruz e ponto final.
Ouvindo a voz do Mestre, vivendo na teia do cotidiano, o espírito do Evangelho, sobretudo do Sermão da Montanha, os cristãos vão sendo formados pela Palavra do Mestre vivo e presente no meio de nós.

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