Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

6 de mar de 2010

XIII CAMINHADA JOVEM DIOCESANA


Tendo em vista que a prioridade pastoral da Diocese de Caicó em 2010 é a Juventude, há toda uma expectativa em colher frutos de formação, missão e crescimento, indo para águas mais profundas, avançando a passos largos na vontade de Deus.
Na abertura do Ano dedicado a Juventude, que tem como tema: "Jovem, levanta-te!” , realizaremos a XXIII Caminhada Jovem, no dia 07 de março de 2010, na cidade de Lagoa Nova.

PROGRAMAÇÃO DA XIII CAMINHADA JOVEM

Data : 07 de março de 2010.
Local: Lagoa Nova(Saindo do posto RM para a feira coberta- 2km de percurso).
Tema da Caminhada: “Chega de violência e extermínio de jovens.” (Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens).
-16:00h – Concentração no Posto RM;
-Abertura;
-Palavra de acolhida de Pe. Héliton e Pe. Rivaldo;
-Momento oracional breve preparando para a missa;
-Missa presidida pelo nosso Bispo Diocesano Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap (No posto RM);
-Após a missa Arrastão com Cavaleiros de Cristo e Pe. Héliton;
-Ao chegar na feira coberta será servido o lanche;
-Durante o lanche Cristoteca com DJ Rômulo de Currais Novos;
-Encerramento com Show Católico :Pe. Héliton.

Os jovens interessados em participar da XIII Caminhada Jovem Diocesana devem procurar os jovens Joelson ou Geysa para obterem mais informações.

O PAI QUE NÃO DEIXAVA A SOLEIRA DA PORTA

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Desde a nossa mais tenra infância as palavras da parábola dita do filho pródigo ressoam fortemente em nosso interior. As celebrações comunitárias da penitência se servem dela para levar os penitentes ao arrependimento e à contrição. Hoje, no entanto, muitos preferem designá-la de parábola do pai das misericórdias. A impressão que se tem é que Jesus aponta para uma qualidade fundamental do Pai: aquele que acolhe com misericórdia. Com efeito, assim a parábola deve ser entendida. O pai espera na soleira da porta o retorno do filho para abraçá-lo. Não são descritos os sentimentos do coração dão pai.. Alguns de seus gestos e palavras revelam um pouco do abismo de misericórdia que é o seu coração.
Ele, o pródigo, de fato, tinha partido para terras estranhas. Queria viver a vida, sorver todos os goles da novidade das coisas diferentes para inebriar-se. Talvez tivesse pensado que aquela vidinha ali, perto do pai, do irmão tão certinho, não valesse muito. Deveria haver horizontes novos e perspectivas diferentes de vida. Ele queria ser dono de seu nariz e caminhar em frente, sempre em frente...Conheceu imensa degradação. Percorreu caminhos que nunca imaginara. Sentiu-se profundamente perdido. Num determinado momento toma a decisão de voltar.
Não quer privilégios. Para ele basta o último lugar, ser um empregado na casa do Pai onde antes ele era herdeiro. Assim, porque ali os empregados tinham comida decente e não precisavam da lavagem dada aos porcos... O pai ficava na soleira da porta, esperando... Havia dentro de seu coração um desejo de acolher, de manifestar misericórdia e de fazer festa. O pai que circula pelo pátio da casa é o mesmo do salmo: “O Senhor é ternura e piedade, lento para a cólera e cheio de amor (...) Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem;quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem” (Sl 102, 8-14).
O filho que volta pedia somente o último dos lugares na casa do pai. Mas o pai não sabia o que fazer quando o viu de volta. Não deixou que o rapaz pronunciasse o discurso que havia preparado. Festa, anel, roupa branca, musica alegria... O rapaz que tinha ficado em casa é a encarnação do legalismo. Representa fariseus e escribas que recusaram a misericórdia. Ao contar esta história Jesus pensava em si mesmo, ele que estava sendo rejeitado ao ser o veículo da misericórdia do Pai.

EVANGELHO DO DIA: Lucas 15,1-3.11-32

Todos os cobradores de impostos e pecadores se aproximavam de Jesus para o escutar. Mas os fariseus e os doutores da Lei criticavam a Jesus, dizendo: «Esse homem acolhe pecadores, e come com eles!» Então Jesus contou-lhes esta parábola: «Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, me dá a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu, e partiu para um lugar distante. E aí esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome nessa região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para a roça, cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a lavagem que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome... Vou me levantar, e vou encontrar meu pai, e dizer a ele: - Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’. Então se levantou, e foi ao encontro do pai.
Quando ainda estava longe, o pai o avistou, e teve compaixão. Saiu correndo, o abraçou, e o cobriu de beijos. Então o filho disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Depressa, tragam a melhor túnica para vestir meu filho. E coloquem um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Peguem o novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’. E começaram a festa.

25 O filho mais velho estava na roça. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados, e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É seu irmão que voltou. E seu pai, porque o recuperou são e salvo, matou o novilho gordo’. 28 Então, o irmão ficou com raiva, e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Mas ele respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua; e nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho gordo!’ 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. 32 Mas, era preciso festejar e nos alegrar, porque esse seu irmão estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.»

* 15,1-2: O capítulo 15 de Lucas é o coração de todo o Evangelho (= Boa Notícia). Aí vemos que o amor do Pai é o fundamento da atitude de Jesus diante dos homens. Respondendo à crítica daqueles que se consideram justos, cheios de méritos, e se escandalizam da solidariedade para com os pecadores, Jesus narra três parábolas. A primeira e a segunda mostram a atitude de Deus em Jesus, questionando a hipocrisia dos homens. A terceira tem dois aspectos: o processo de conversão do pecador e o problema do «justo» que resiste ao amor do Pai.

* 11-32: O processo de conversão começa com a tomada de consciência: o filho mais novo sente-se perdido econômica e moralmente. A acolhida do pai e as medidas tomadas mostram não só o perdão, mas também o restabelecimento da dignidade de filho. O filho mais velho é justo e perseverante, mas é incapaz de aceitar a volta do irmão e o amor do pai que o acolheu. Recusa-se a participar da alegria. Com esta parábola, Jesus faz apelo supremo para que os doutores da Lei e os fariseus aceitem partilhar da alegria de Deus pela volta dos pecadores à dignidade da vida.