Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

24 de jan de 2010

O cristianismo e as outras religiões



Alguém já disse que esta vida se assemelha ao caso de um homem que caiu em um buraco – um profundo, terrível e imundo buraco, com uma horrenda serpente a fazer-lhe companhia lá dentro, a qual o homem procura evitar.
Pois bem, eis que chega um animista. Olha para dentro do buraco e vê a serpente. Seus olhos esbugalham-se e ele foge para a floresta, para que algum espírito maligno não o empurre para dentro do buraco também.
Mais tarde, chega um seguidor de Confúcio, o qual diz: “Ah, os grandes homens nunca caem em buracos, mas andam circunspectos, e, por isso mesmo, cuidam onde põem os pés”.
Chega o hindu, e afirma: “Ah, meu irmão, você pensa que está em um grande buraco escuro, mas isso é apenas um equívoco de sua mente mortal. O fato é que tudo é Brama e Brama é tudo, e este mundo externo é apenas uma ilusão. Esse buraco não existe, e nem existe esta serpente, e tudo terminará bem… paz”.
Aproxima-se então o muçulmano, que percebe o homem dentro do buraco e lhe diz: “Eu o ajudarei, meu amigo”, e então estende o braço, segura a mão do homem e começa a puxá-lo para fora. A meio caminho, entretanto, toma um punhal e indaga: “Você quer tornar-se um islamita, não quer?”. E o homem retruca: “Nunca farei isso!”. E lá se vai o homem de volta para o fundo.
Depois chega o budista, o qual olha para baixo e assevera: “Prezado amigo, você está sofrendo tanto nesse buraco, sem saber que o motivo de seu sofrimento é que você deseja sair do mesmo. O que você precisa fazer é pôr fim a todos os seus desejos, e então você não se importará mais por estar dentro desse buraco”.
Finalmente, chega Jesus e olha compassivamente para o homem no interior do buraco, naquela cova horrível e imunda. Jesus salta entre o homem e a serpente, a qual recua a feia cabeça e, com um golpe, fere o Salvador com suas presas, em Seu lado. Enquanto o veneno da serpente flui para a corrente sangüínea de Jesus, Ele tira o homem do buraco.Isso, meus amigos, é o ato do nosso Salvador. Essa é a grande diferença entre o Cristianismo e todas as outras religiões.

Unidade dos cristãos torna anúncio do Evangelho eficaz, diz Papa

O Papa Bento XVI voltou a invocar a unidade de todas as Igrejas, neste domingo, 24, em seu encontro com os fiéis na Praça São Pedro, no Vaticano, para a oração do Angelus. "A comunhão dos cristãos torna mais verdadeiro e eficaz o anúncio do Evangelho", observou.
Bento XVI comentou o trecho da primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, que constitui a segunda leitura da Liturgia da Palavra deste domingo. Um trecho onde a Igreja é concebida como um Corpo do qual Cristo é a Cabeça. Ao Apóstolo Paulo – salientou o Papa para comunicar a ideia da unidade na multiplicidade dos carismas que são os dons do Espírito Santo.
Amanhã, 25, o Santo Padre irá à Basílica de São Paulo fora dos Muros para encerrar, com a cerimônia ecumênica das Vésperas, a tradicional Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A iniciativa é celebrada no Hemisfério Norte de 18 a 25 de janeiro, e tem como tema "Vós sois as testemunhas destas coisas" (Lc 24, 48).
"Invocaremos a Deus o dom da plena unidade de todos os discípulos de Cristo, e de modo especial – em sintonia com o tema deste ano – renovaremos nosso compromisso como testemunhas do Senhor crucificado e ressuscitado".
Após a oração do Angelus, Bento XVI manifestou o seu apoio a um movimento de católicos italianos que promoveu uma vigília de oração dedicada ao tema do acolhimento de estrangeiros no país:
"Dirijo uma saudação especial às famílias do Movimento do Amor familiar e a todos os que velaram, durante toda esta noite, na igreja de São Gregório VII, rezando por soluções justas e pacíficas para os problemas da imigração”.
Em seguida, o Papa exortou os padres, especialmente os párocos, a seguirem o exemplo do doutor e sacerdote espanhol Josep Samsó, beatificado ontem em Mataró, na Catalunha, porque ele é um “exemplo de dedicação à catequese e da caridade com os pobres”.
Bento XVI falou do novo bem-aventurado em três línguas: italiano, espanhol e catalão. Samsó foi fuzilado pelos republicanos em 1º de setembro de 1936, enquanto perdoava seus assassinos, no cemitério de Mataró.
Outro tema desse encontro dominical foi São Francisco de Sales, cuja memória litúrgica recorre hoje. "Dedicou-se com ótimos resultados à pregação e à formação espiritual dos fiéis, ensinando que o chamado à santidade é para todos, e que cada um de nós tem o seu lugar na Igreja”.
São Francisco de Sales é o padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica, e a ele, o Papa confiou a sua Mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais, apresentado neste sábado. Intitulado “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”, o texto expressa grande confiança nas oportunidades oferecidas pela Internet para a evangelização.
Concluindo o encontro, o Papa concedeu aos presentes, ouvintes e telespectadores a sua benção apostólica.

NA ESCUTA DA PALAVRA

REFLEXÃO DO EVANGELHO - Lucas 1,1-4;4,14-21
Jesus é convidado a ler um trecho da Escritura na sinagoga de Nazaré. Ele se levanta toma o livro de Isaias que fala do Espírito do Senhor que pousa sobre o seu servo para anunciar a boa nova aos pobres, libertar os cativos, abrir os olhos aos cegos. Terminada a leitura ele devolve o livro ou o rolo e diz: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura quer acabaste de ouvir. A Igreja vive da escuta da Palavra. Ali ela encontra sua identidade.
Na celebração cotidiana da Eucaristia, de modo especial, na assembléia dominical, a Igreja se renova, se reencontra. Leituras bem proclamadas, seguidas de silêncio, com aparelhos de som de qualidade, leituras feitas por pessoas que procuram ler bem...e o coração da assembléia atento ao que lhes será dito... são condições prévias... A Liturgia da Palavra é um acontecimento espiritual. Ai está a assembléia ansiosa por ouvir aquilo que o Senhor quer lhe dizer no hoje de suas vidas. A beleza do livro das leituras, a solenidade dos cantos, a qualidade da atenção, as palavras da salvação que vêm do Evangelho e a homilia que atualiza a Palavra... Tudo isso se situa num contexto de um acontecimento espiritual da comunidade.
Não encontramos melhores palavras para explicar o valor e o sentido da liturgia da palavra senão esta introdução ao 3º domingo do tempo comum que aparece no Missal Dominical da Paulus: “Cada página do Evangelho não é uma página morta, mas palavra viva, que Deus diz a nós e deve realizar-se hoje. O evangelho não narra apenas a vida de Jesus, mas também a minha vida."
O evangelho nos contém, nos envolve. Por isto, a Liturgia da Palavra não é uma simples lição moral, nem a afirmação da esperança escatológica recebida dos profetas; mas proclama o cumprimento do desígnio do Pai no hoje da vida e da assembléia. Não se contempla aí um passado desaparecido, nem se imagina um futuro extraordinário, mas se vive o tempo presente como lugar privilegiado da vida do Senhor. Portanto, não se procura aplicar aos fatos vividos pelos membros da assembléia um ou outro texto inspirado, mas indicar que o acontecimento vivido hoje pelos homens e pelos cristãos revela o desígnio de Deus que se realiza no Cristo.
Antigo e Novo Testamento se tornam atuais, próximos se não ficarmos presos à letra morta. Mais cedo ou mais tarde descobriremos que podemos dizer a cada página: “Aqui se fala de nós. Eu sou Adão. Nós somos os apóstolos no mar. Encontramo-nos precisamente como Jesus no caminho do calvário e da ressurreição. Assim, através da Palavra de Deus, vamos lentamente descobrindo como é nossa vida aos olhos dele, isto é, na sua dimensão profunda. A palavra que vem de Deus possui a força e a eficácia de Deus. Interpela, convoca, consola, cria comunhão e salva, das mais diversas maneiras, conforme os momentos e as formas; todo ato de pregação é glorificação de Deus e acontecimento sociológico para os homens. Hoje também a Palavra quer tornar-se carne para nossa vida” (p. 1095)

III DOMINGO DO TEMPO COMUM


EVANGELHO: LUCAS 1,1-4;4,14-21

Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se passaram entre nós. Elas começaram do que nos foi transmitido por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra. Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever para você uma narração bem ordenada, excelentíssimo Teófilo. Desse modo, você poderá verificar a solidez dos ensinamentos que recebeu.
Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam. Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume, no sábado entrou na sinagoga, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus encontrou a passagem onde está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor.» Em seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então Jesus começou a dizer-lhes: «Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir.»