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25 de dez de 2009

A Igreja não guarda Jesus para si, explica o Papa


A partir da sacada da Basílica de São Pedro, o Papa Bento XVI pronunciou ao meio-dia (em Roma, 9 horas no Brasil) desta sexta-feira, 25, a tradicional bênção Urbi et Orbi (sobre a cidade de Roma e o mundo).
"A Igreja não O [Jesus] guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz", afirmou.
Em sua mensagem, o Pontífice destacou que a luz vinda do Alto resplandece sobre a humanidade e que, na história da salvação, o estilo de Deus é de atuar na simplicidade e no oculto.
"Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contato, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz".
Bento XVI disse que Deus continua a "acender fogueiras na noite do mundo", convidando os homens a reconhecer em Jesus uma presença salvífica e libertadora. "Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força".
Ao final da mensagem, o Pontífice destacou as realidades de conflito existentes em todas as partes do mundo. Sobre a América Latina, Bento XVI afirmou: "o 'nós' da Igreja é fator de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade".

REFLEXÃO DO DIA - Sexta-Feira 25/12

HOJE É FESTA DO DEUS ALTÍSSIMO FEITO MENINO


Naquele tempo César Augusto havia tomado algumas providências no governo do império. Tinha ordenado que se fizesse um recenseamento de toda terra. O dono do mundo era o imperador de Roma. Um casal de Nazaré teve que deslocar-se até Belém porque o chefe da família, José, era daquela cidade. Houve muitos deslocamentos e era o tempo do inverno. Maria, a esposa de José, carregava em seu seio um menino que vinha do abismo de Deus e era sonho mais lindo que o Altíssimo tivera. A hora de Maria chegou quando já estavam em Belém, cidade do pão.
As coisas se passaram assim: “ Completaram-se os dias para o parto e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o envolveu em panos e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria”. Belém devia ser uma cidade minúscula. Não sei se a hospedaria teria conforto muito maior do que o abrigo de animais onde José Maria se instalaram. Fato é que o Menino nasceu numa gruta. Maria e José se satisfizeram com aquilo que lhes era proposto, um lugar todinho de pobreza e singeleza. Alguém deve ter permitido que eles ali se instalassem. Um autor diz: “A caridade do pobre é uma caridade pobre de meios, mas rica de coração. A caridade do pobre é sempre acolhedora. Maria e José partilham a caridade dos pobres”.
Deus nasce na pobreza. Não podemos esquecer esse pormenor que na verdade de pormenor nada tem. Se Deus no momento de entrar nesse mundo opta pela pobreza e se, mais tarde, ele morre nu e pobre no alto da cruz então o caminho que nos leva a Deus é aquele que o Filho do Homem escolheu, ou seja, a pobreza.
Não foi isso que compreendeu luminosamente Francisco de Assis? Jesus é Mestre desde o seu nascimento. Mestre porque escolheu partilhar conosco nossa pobreza, nosso pouco.Pastores simples vigiam os rebanhos na região. É noite. Eles circulam afastando ladrões, animais e bandidos. Não dormem. A glória do Senhor toma conta deles. Ficam sabendo que na cidade de Belém ocorreu a grande maravilha. Nasceu o Salvador e o sinal é este: encontrareis um recém nascido envolvido em panos e deitado numa manjedoura. Chegam os primeiros visitantes, os pastores simples e pobres e olham a cena com espanto e alegria. E há paz na terra para os homens e mulheres que se deixam amar por Deus.
Natal de simplicidade e de paz. Natal de glória nas alturas e de paz entre os homens... E a paz está ainda para ser feita por nós que acreditamos na vinda do Filho de Deus.
Naqueles dias César Augusto ordenou que se fizesse um recenseamento em todo o mundo... Nesse tempo foi necessário incluir um novo nome entre os habitantes do Império: Jesus, natural de Nazaré; Jesus, Deus altíssimo que tornou carne....