Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

8 de jun de 2010

Para não quebrar a louça

Dentro da nossa Igreja sempre tivemos assuntos “perigosos”, nos quais basta deslocar as afirmações um pouco para um lado, ou para o outro, e a confusão está feita. Olhemos, por exemplo, para os assuntos essenciais da Trindade ou da Cristologia, buscados nos albores da Igreja. Pequenos desfoques de perfil, e o alvoroço campeava. Não queremos ser do número daqueles que acham que isso são filigranas insignificantes Vejamos, como ilustração, que isso é deveras importante. Se alguém crê que a Sagrada Escritura é inspirada por Deus, e outro nega, não existe possibilidade de essas duas pessoas viverem na harmonia da fé, na mesma comunidade. Desde cedo entre os cristãos houve aquele que estabelecia a unidade de todos. “Confirma os teus irmãos na fé” (Lc 22, 32). A Igreja também sempre definiu, com honestidade e clareza, se alguém - por motivos de rejeitar verdades estabelecidas - ainda continua fazendo parte da comunidade católica. Isso prossegue válido também hoje.

Um dos assuntos “perigosos” atualmente, é o ecumenismo. No afã de dar passos largos nessa paisagem, há pessoas que abrem mão de verdades fundamentais. Tanto de um lado como de outro. Tive ocasião de participar de um desses estudos, num congraçamento católico. Fiquei abismado com a frivolidade com que se acusava a Igreja. Havia espíritos “largos” e “abertos” que depositavam sobre os ombros da Mãe Igreja, as vestes mais rasgadas da infidelidade e do ódio. E mais do que isso. Consideravam todas as religiões cristãs igualmente verdadeiras, havendo apenas diferenças de acentuação. Ora, isso vai contra a nossa profissão de fé, onde declaramos solenemente: “eu creio na Igreja una”. Ela é única. Isso é até uma condição para entabolar diálogos ecumênicos: crer na veracidade da sua Igreja. Quem nisso não crê, faz uma conversa hipócrita. É verdade, temos muito a aprender de alguns de nossos irmãos separados. Não os convidamos a fazerem parte da nossa comunidade, a menos que eles espontaneamente o queiram. Respeitamo-los muito. Mas arrojos ecumênicos devem ser mantidos dentro dos ensinamentos do Concílio. Assim iremos mais longe, até atingir o que Cristo quer de nós. “Para que todos sejam um” (Jo 17, 11).

Dom Aloísio Roque Oppermann (site CNBB)

DISCÍPULOS QUE ILUMINAM O MUNDO

Logo depois de ter enunciado as bem-aventuranças, o Sermão da Montanha aborda o tema da iluminação do mundo que será operada pelos cristãos ou então da missão de salgar a terra que pode estar insossa.
Tempos houve em que o cristianismo e, mais especialmente o catolicismo, não tinha maiores problemas em ser aceito. Falávamos de países católicos, de uma Europa cristã, de famílias católicas, de escolas católicas, de um mundo “evangelizado”. Missionários se deslocavam da Europa para “plantar” a Igreja na América, na África e na Ásia. Verdade que, muitas vezes, havia uma prática exterior, mas sem correspondência luminosa do interior das pessoas. Hoje, situamo-nos num outro tempo em que se torna urgente uma nova evangelização, uma tentativa de diálogo sereno entre as religiões e a busca de caminhos diferentes que tornem crível a nossa pregação.
Ora, uma das maneiras mais eficazes de anunciar a fé é através do testemunho evangélico dos cristãos, das famílias, da Igreja tomada como um todo.
Jesus se autodefiniu como luz do mundo. Seu nascimento é previsto pelos profetas como um fato luminoso. Os povos que caminhavam nas trevas viram, então, uma grande luz. O momento em que ele está sofrendo a paixão é caracterizado como a hora das trevas. Os que são de Cristo se tornam luz e sua claridade bilha diante dos homens.
Os que iluminam os outros levam as pessoas ao encontro com Deus. Assim, uma das mais importantes missões dos discípulos de Jesus será, através do jeito de viver, do despojamento, da distância da busca de honrarias desnecessárias, levar as pessoas ao encontro esplêndido com Deus.

“Jesus tem surpreendente confiança nos homens. Chega a dizer: Sois o sal da terra, a luz do mundo. Só é possível sê-lo na medida em que se haure em Jesus o sabor da novidade que dá gosto e sentido á vida, o “ser sinal de Deus” que dá orientação ao caminho. Ai está a dificuldade. Entretanto, há nisso uma promessa: todo pequeno elemento divino que existe em nós se torna sal e luz para todos. Essas claras comparações falam da universalidade da terra, mundo, cidade sobre o monte. Jesus veio para a salvação de todos; as “boas obras” estão na linha das bem-aventuranças, para a glória do Pai. Todo pequeno esforço para o bem não fica perdido: é como uma folhazinha de erva que contribui para tornar verde um campo. Tem-se hoje a tentação de desconhecer os pequenos valores, mas uma pequena luz ilumina um passo após o outro. Ser cristão é um empenho social, missionário. Não depreciemos a mais ínfima contribuição para a construção do reino: o oceano é feito de gotas!” (Missal Cotidiano da Paulus, p. 881).

Fonte: www.franciscanos.org.br

EVANGELHO DO DIA - Mateus 5,13-16

Jesus disse: «Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu.»