Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

17 de nov de 2009

D. HELDER CÂMARA - 100 anos (parte 3)

"Quando se sonha só,
é um simple sonho,
quando muitos sonham o mesmo sonho,
é já a realidade."
Personalidade multifacetada,
era místico, político, organizador,
poeta, realista, sonhador,
humilde, ousado, profeta.
Contemplativo, unia contemplação e ação –
acreditava que a realidade nasce no sonho,
e se concretiza através da palavra e da ação.
Entre suas bandeiras
encontrava-se a do ecumenismo,
defendendo a relação com as outras Igrejas
e as outras religiões,
a defesa dos mais pobres,
trabalhou com denodo durante toda sua vida
a serviço da justiça e de causas sociais.
Por suas múltiplas e diversificadas atividades,
encantando a muitos e desagradando a outros,
foi chamado por vários nomes, entre os quais:
Guerreiro da Paz, Dom da Paz,Bispo Vermelho,
Bispo dos Pobres, Profeta do Terceiro Mundo,
Arcebispo das Favelas, Artesão da Paz,
Dom do Amor, da Paz e da Justiça,
Campeão da Solidariedade, Bispo Comunista.

Papa diz que esbanjamento é "inaceitável" perante fome crescente

O papa Bento XVI denunciou o risco que representa o fato de a falta de acesso à comida ser considerada parte da realidade dos países mais pobres e afirmou que não se pode continuar aceitando a opulência e o esbanjamento "quando o drama da fome é cada vez maior".
O Pontífice discursou na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), no primeiro dia de uma reunião mundial sobre segurança alimentar.
A fome é "o sinal mais cruel e concreto da pobreza", disse Bento XVI, que afirmou que "não se pode esquecer que, entre os direitos fundamentais do ser humano, estão o direito a uma alimentação suficiente, saudável e nutritiva e o acesso à água.
O papa criticou ainda a diminuição das possibilidades econômicas da população mais pobre e o acesso restrito aos alimentos. Para Bento XVI, o "egoísmo e a especulação" em relação aos alimentos, considerados uma "mera mercadoria", são alguns dos principais problemas.
"Persistem modelos alimentares dominados pelo egoísmo, o que possibilita a especulação no mercado dos cereais, onde o alimento é considerado uma mera mercadoria", disse o Papa.
"A convocação desta cúpula demonstra que os mecanismos atuais para conseguir a segurança alimentar são frágeis e é necessários revisá-los", acrescentou Bento XVI.
O Pontífice criticou também o fato de a fome ser considerada parte integrante da realidade sócio-política dos países frágeis, sendo visto com resignação e "até mesmo indiferença".
"A fome é o sinal mais cruel e mais concreto da pobreza", declarou ele.
Bento XVI também condenou os subsídios concedidos pelos países ricos a seus produtores, e pediu que o acesso ao mercado internacional dos produtos provenientes dos países pobres seja facilitado, como medida para combater a fome e a pobreza no mundo.
Fonte: CNBB

REFLEXÃO DO DIA: Terça-Feira 17/11

Jesus tinha entrado em Jericó, e estava atravessando a cidade. Havia aí um homem chamado Zaqueu: era chefe dos cobradores de impostos, e muito rico. Zaqueu desejava ver quem era Jesus, mas não o conseguia, por causa da multidão, pois ele era muito baixo. Então correu na frente, e subiu numa figueira para ver, pois Jesus devia passar por aí. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima, e disse: «Desça depressa, Zaqueu, porque hoje preciso ficar em sua casa.» Ele desceu rapidamente, e recebeu Jesus com alegria. Vendo isso, todos começaram a criticar, dizendo: «Ele foi se hospedar na casa de um pecador!» Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: «A metade dos meus bens, Senhor, eu dou aos pobres; e, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.» Jesus lhe disse: «Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. De fato, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.» (Lc 19, 1-10)
O Evangelho de hoje nos mostra os passos que todos nós devemos dar no caminho da conversão. Inicialmente, Jesus nos provoca o desejo de conhecê-lo e nós, respondendo a essa provocação, procuramos vê-lo de alguma forma. Então Jesus entra na nossa vida e nós, porque alegremente o acolhemos, fazemos a experiência da sua companhia e da sua amizade através da intimidade da experiência interior, o que nos faz vislumbrar os verdadeiros valores que nos fazem felizes, de modo que procuramos viver o amor fazendo o bem e reparando o mal que praticamos. Assim, Jesus nos encontra quando estamos perdidos e nos possibilita trilhar o caminho da salvação.
Fonte: CNBB