Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

18 de abr de 2010

POR QUE DEUS NÃO ME ESCUTA?



Esta pergunta é tão antiga quanto a religião e ainda hoje insiste em ressoar no coração do homem; é este, inclusive, o motivo da revolta de muitos contra Deus: “O Senhor não me ouve... Deus não quer saber de mim!” Dizer “O Senhor não escuta minha oração!” equivale quase a dizer “O Senhor não me ama!”
As pessoas se revoltam porque lhes custa crer que Deus as ame e que lhes queira bem. Não acreditam que o Senhor as ame o suficiente para atendê-las. Mas Deus nos ama e ama muito! Bem diz o salmista: “A palavra ainda não me chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda” (Sl 138,4). Ele sabe tudo, sabe do que você necessita e pode lhe conceder muito além do que você pede ou pensa.
São Basílio Magno ensinava: “Pedes e não recebes, porque a tua oração foi malfeita ou sem fé, sem devoção ou desejo, ou porque pediste coisa que não se referia a tua salvação eterna ou pediste sem perseverança”.
A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação. Quem pede a Deus, humilde e confiantemente, coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia, ora não é atendido por misericórdia; porque o médico, melhor que o doente, sabe do que realmente o doente necessita. Deus sabe o que é melhor para você mais que você mesmo. “Os pensamentos de Deus são muito mais altos que os meus”. Deus quer o melhor para você porque o ama.
O que acontece então? Por que nem sempre somos atendidos?
Em primeiro lugar, Deus sabe quando deve nos dar aquilo que lhe pedimos; por isso temos de aprender a esperar e a ser pacientes e perseverantes. “Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2,3).
O fato de a nossa oração não ser atendida imediatamente não quer dizer que Deus nos tenha esquecido. Quem nEle espera não se decepciona!
“Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura! Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,3.5).
Pedimos também coisas más, por exemplo: pedimos justiça quando, na verdade, queremos vingança, que a pessoa pague pelo mal que nos fez, e tantas outras coisas... Coisas que se Deus nos concedesse, provavelmente, comprometeriam nossa salvação.
E pedimos de maneira má, não como filhos, mas como empregados interesseiros, que se aproximam apenas pelo fato de saberem que seu patrão pode beneficiá-los.

Portanto, nos momentos de oração, oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. Invoca-o nos dias de tribulação, e Ele te livrará. Nunca se esqueça: Deus o ama e vê o seu desejo. Ele olha por você!
Confie no Senhor!

Do Livro "Quando só Deus é a resposta", de Márcio Mendes

Implantação da Pastoral Familiar

Está sendo implantada hoje, domingo (18/04), a Pastoral Familiar na Paróquia de São José de Carnaúba dos Dantas. O encontro de implantação acontecerá durante todo o dia, no CEJUC, com paletras explicativas acerca dessa pastoral.

O QUE É A PASTORAL FAMILIAR:
É um serviço que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, para que possa existir e viver dignamente, estabelecer relacionamentos e formar as novas gerações conforme o plano de Deus.
A pastoral abrange todas as famílias, independentemente de sua situação familiar, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa.
No Concilio Vaticano II começou-se a delinear na Igreja uma proposta inspiradora para os esforços da evangelização da família. No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada na década de 80, onde foram realizados vários encontros nacionais com representantes de alguns movimentos e serviços familiares. Em 1981, no IV Sínodo dos Bispos, foi promulgado a Exortação Apostólica Familiaris Consortio sobre a missão da família cristã no mundo de hoje.

A Comissão Episcopal Pastoral para a vida e a Família propõe a seguinte organização em nível diocesano e Paroquial.
a) SETOR PRÉ-MATRIMONIAL
· Preparação Remota. Articular com: Crisma, jovens, catequese e escola.
· Preparação Próxima: Evangelizar namorados e noivos.
· Preparação Imediata: Diálogo com o Padre, Retiro Espiritual, Rito Sacramental e Celebração.

b) SETOR PÓS -MATRIMONIAL
· Oferecer ajuda e formação para recém-casados e grupos familiares.
· Formação continua para a vida conjugal, familiar e comunitária e Celebrações Especiais.

c) SETOR CASOS ESPECIAIS
· Os casais em segunda união e seus filhos sejam acolhidos, acompanhados e incentivados, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja, segundo as orientações do Magistério.
· Acompanhar as diferentes realidades das famílias de migrantes, mães e pais solteiros, famílias com filhos deficientes ou drogados, famílias distanciadas da Igreja, matrimônios mistos, atenção especiais aos idosos, viúvos, casais em segunda união, alcoolismo etc.

A Pastoral Familiar constrói sua organicidade buscando estabelecer cooperação com outras iniciativas da Igreja, no estilo Corpo de Cristo. É uma Pastoral bastante abrangente, inclue o casal, os filhos, os parentes, a comunidade e a sociedade. Por isso, deve trabalhar com as outras pastorais, porque tudo parte da família e, ao mesmo tempo tudo se dirige à família, é voltada para a família, “um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora”. E, nela todas as pessoas tem lugar, todas as pastorais, movimentos, serviços e institutos, de uma maneira ou de outra, tem sua contribuição a dar, como também contribuição a receber.
A Pastoral Familiar surge como uma resposta da Igreja em favor da família que, agredida, se desestrutura e tem dificuldades de existir, evangelizar os relacionamentos, e formar cidadãos.

CRISTO NA GLÓRIA E NA IGREJA

REFLEXÃO DA LITURGIA DOMINICAL


Muitas pessoas dizem acreditar em Jesus, mas não querem comprometer-se com a comunidade da Igreja. Talvez até entrem numa igreja bonita e espaçosa para, ao voltar do serviço, descansar um pouco, mas a Igreja como comunidade não as atrai. Pretendem acreditar em Cristo, mas não querem saber de sua comunidade ... Às vezes, vira até caricatura: invocam ajuda de Cristo e de todos os santos para resolver uns probleminhas pessoais, mas não ligam para sua grande obra, a
comunidade que ele fundou. Será Jesus apenas um quebra-galho para uso pessoal?
Conforme a liturgia de hoje, Jesus ressuscitado está misteriosamente presente na Igreja. O evangelho conta como Jesus ressuscitado aparece aos apóstolos enquanto estão pescando sem êxito, no lago de Genesaré. Sua presença os faz pescar grande número de peixes grandes - cento e cinquenta e três, imagem da multidão que, logo nos primeiros anos, aderiu a Cristo na Igreja. Na 1ª leitura ouvimos o atrevido testemunho dos Apóstolos, apesar de proibidos de falar no nome de Jesus. É no testemunho da Igreja que Jesus ressuscitado vive para o mundo. Querer ter Jesus sem a Igreja é como querer transportar água sem balde. E este Jesus é o Senhor glorioso, adorado por todos os santos no céu, como nos mostra o Apocalipse (2ª leitura). Que seja adorado assim também na terra.
Viver como cristão é viver da palavra de Deus em Jesus Cristo. Esta palavra é a instância suprema de nossa vida. "Importa mais obedecer a Deus do que aos homens", diz Pedro às autoridades de Jerusalém que o querem proibir de anunciar o Cristo ressuscitado (At 5,29).
Ora, a Igreja serve exatamente para guardar viva a palavra de Jesus e a sua presença no meio de nós. A Igreja não serve para si mesma ou para satisfazer a ambição dos padres - como mídia às vezes parece insinuar, não sem culpa dos próprios ... A Igreja tampouco serve para construir ricos templos (alguns melhor nunca tivessem sido construídos!). A Igreja existe para dar a todos os seres humanos a oportunidade de conhecer Jesus morto e ressuscitado, de tomar refeição com ele - como os seus primeiros discípulos -, de acolher e cumprir sua palavra, sempre de novo traduzida e explicada conforme as exigências de cada momento. Ela existe para constituir a comunidade que é necessária para que o mandamento e o exemplo de amor deixados por Jesus sejam transmitidos e postos em prática, pois é impossível amar sozinho ... A Igreja serve para fazer acontecer, sempre, no mundo, a prática de Jesus - na justiça e no amor eficaz ao próximo. Se ela fizer isso, ela partilhará para sempre a glória que Deus deu ao "Cordeiro", por ter-se sacrificado por nós. Pois Deus ama o amor que dá a vida pelos outros. E quem faz isso, como Cristo, já vive um pouco o céu. A Igreja serve para nos ajudar nisso.


Fonte: www.franciscanos.org.br

3º DOMINGO DE PÁSCOA



EVANGELHO: João 21,1-19


Jesus apareceu aos discípulos na margem do mar de Tiberíades. E apareceu deste modo: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé chamado Gêmeo, Natanael de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. Simão Pedro disse: «Eu vou pescar.» Eles disseram: «Nós também vamos.» Saíram e entraram na barca. Mas naquela noite não pescaram nada.
Quando amanheceu, Jesus estava na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Então Jesus disse: «Rapazes, vocês têm alguma coisa para comer?» Eles responderam: «Não.» Então Jesus falou: «Joguem a rede do lado direito da barca, e vocês acharão peixe.» Eles jogaram a rede e não conseguiam puxá-la para fora, de tanto peixe que pegaram. Então o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor.» Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu a roupa, pois estava nu, e pulou dentro d’água.
Os outros discípulos foram na barca, que estava a uns cem metros da margem. Eles arrastavam a rede com os peixes. Logo que pisaram em terra firme, viram um peixe na brasa e pão. Jesus disse: «Tragam alguns peixes que vocês acabaram de pescar.» Então Simão Pedro subiu na barca e arrastou a rede para a praia. Estava cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar de tantos peixes, a rede não arrebentou.
Jesus disse para eles: «Vamos, comam.» Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus se aproximou, tomou o pão e distribuiu para eles. Fez a mesma coisa com o peixe.
Essa foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.» Jesus disse: «Cuide dos meus cordeiros.» Jesus perguntou de novo a Pedro: «Simão, filho de João, você me ama?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.» Jesus disse: «Tome conta das minhas ovelhas.» Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: «Simão, filho de João, você me ama?» Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: «Senhor, tu conheces tudo, e sabes que eu te amo.» Jesus disse: «Cuide das minhas ovelhas. Eu garanto a você: quando você era mais moço, você colocava o cinto e ia para onde queria. Quando você ficar mais velho, estenderá as suas mãos, e outro colocará o cinto em você e o levará para onde você não quer ir.» Jesus falou isso aludindo ao tipo de morte com que Pedro iria glorificar a Deus. E Jesus acrescentou: «Siga-me.»