Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

8 de nov de 2009

Testemunho de Neil Velez

Conheça a história de conversão e fé de Neil Velez, pregador que estará presente no ‘Kairós : Um dia de milagres - Por suas chagas fomos curados ‘, que vai ser realizado de 21 e 22 de novembro, no Ginásio Machadinho, em Natal/RN. Para mais infomações ligue: (84) 3201-1690.
"Eu estava morrendo na cama de um hospital. Especialistas do Texas e da Califórnia viajaram à cidade de Nova York para me dizer que não podiam fazer mais nada por mim e que eu teria somente três meses de vida. As válvulas do meu coração não estavam funcionando corretamente e surgiram tumores em minha cabeça, os quais faziam com que eu tivesse convulsões. Além do mais, um desses tumores oprimiu o nervo óptico deixando-me cego. Eu tinha hemorragias internas, vomitava sangue e caía banhado naquele líquido vermelho. Também padecia de meningite. Enquanto me encontrava prostrado naquele quarto, debatia dia e noite com Deus. Minha discussão com o Senhor se centrava basicamente na seguinte passagem bíblica: 1 Pd 2,24, que dizia: “Por Suas chagas fomos curados”. Eu tentava esquecer esse versículo mas não conseguia. A cada segundo que passava me sentia mais irritado com o Senhor. Por que eu estava tão irritado? Porque esse versículo me falava em um tempo passado. Não dizia que eu ia receber a cura ou que esperava ser curado, mas que eu já estava curado, há pouco mais de dois mil anos em uma cruz. Enquanto aquele versículo atestava que eu tinha saúde, o meu corpo me mostrava exatamente o contrário. Nasci enfermo e minha condição foi piorando até perder a vista e ficar prostrado em uma cama. Toda essa situação chegou a tal ponto que começei a gritar e a brigar com Deus, dizendo-lhe textualmente essas palavras: “Duas coisas estão acontecendo aqui: Tudo isso é mentira ou eu não te conheço”. Nesse momento, escutei uma voz muito clara que me respondeu: “Meu filho, verdadeiramente tu não me conheces”.
Eu passei minha vida inteira dentro da igreja. Pertenço à segunda geração de um ministério, meus pais e meus tios me levavam desde pequeno com eles a retiros e vigílias. Em outras palavras, não conheço outra vida que não seja de igreja em igreja. Dediquei toda minha vida ao Senhor, me formei e me preparei na Igreja, passando inclusive por um seminário. Com 12 anos eu já estava ministrando. E Ele dizia que eu não o conhecia. A verdade é que eu acreditava conhecê-lo. E aí está a confusão de muitos que estão convecidos da mesma coisa que eu pensava naquela ocasião. Alguns consideram que – por não faltarem nunca à Missa, receberem a Eucaristia diária e serem constantes na oração do rosário – conhecem o Senhor profundamente. Outros estão convencidos de que por estudarem Filosofia, Teologia ou Psicologia o conhecem. Assim como há aqueles que até pregam sobre Jesus Cristo e ainda não sabem sobre quem estão falando. E eu era um destes! Acreditava saber sobre Ele, não só pela minha preparação como também pela minha educação e experiência, mas eu estava equivocado. Naquela noite descobri que eu estava longe de Deus. Representava o personagem bíblico, que fala de coisas sobre as quais não entendia, conhecia-nas somente de ouvir falar (cf. Jó 42, 1-6).
Quando o Senhor voltou a me falar eu compreendi a razão das palavras d’Ele. Como pude, desci da cama, me ajoelhei e começei a chorar como uma criança. Entre gemidos lhe disse as seguintes palavras: “É verdade, meu Deus. Eu não te conheço! Mas hoje quero te conhecer”. Foi o dia em que fiz a oração mais importante da minha vida. Naquele momento, humildemente, abri mão de tudo o que eu pensava ser e ter, incluindo estudos, talentos, dons e formação. Naquele dia morri para mim mesmo e para tudo que eu tinha convicção de conhecer. Assim pude permitir que Deus nascesse em mim. Momentos antes de concluir a manifestação daquelas palavras, algo aconteceu comigo. Era uma dor tão forte que dava a sensação de que minha cabeça iria explodir. Quando senti que não podia mais resistir àquele tremendo sofrimento, começei a gritar como um louco naquele quarto. Gritei tanto que os médicos vieram correndo e entraram no quarto. Logo, de repente, aquela dor desapareceu e reinou a calma. Quando parei de chorar e sequei minhas lágrimas, abri meus olhos e notei que minha visão havia voltado. Estava contemplando o rosto daqueles médicos que me olhavam atônitos. Eu lhes dizia, cheio de emoção e alegria, que podia ver. Eles estavam maravilhados e em seguida começaram a fazer vários exames em mim e descobriram que os tumores e a meningite também haviam desaparecido.
Os médicos diziam não compreender o que havia ocorrido comigo. Diziam que era conveniente que eu não tivesse ilusão, já que, em muitas outras ocasiões, ocorreram alívios passageiros. Insistiam em me recordar que só me restavam três meses de vida e que esse fato era irreversível. Recordo-me de que, logo depois de escutar o que os médicos me informaram, ter lhes dito: “Obrigado por tudo o que vocês fizeram por mim. Mas eu não vou morrer!” Eles continuavam insistindo que eram especialistas em casos como esse e que não tinham a menor dúvida de que meu fim estava próximo. Por curiosidade, igualmente, me perguntaram: “Quem te disse que isso não ia ocorrer?” E eu lhes respondi: “Deus. Por Suas chagas eu fui curado”. Então, eles me proibiram de fazer atividades e eu decidi pregar incansavelmente. Recordo-me de que, na minha debilitada condição, tomava a Bíblia, começava a pregar e ensinava o que Jesus Cristo nos deu através de sua Cruz. Pregava sobre essa passagem (1Pd 2,24) e até dava testemunho da minha cura. Muitos dos que caminhavam comigo diziam que eu estava mentindo, porque a verdade era que meus dias estavam contados.
Ao final da pregação, eles me levavam para um local reservado, pois, por conta das tonturas, eu desmaiava e caía no chão banhado em sangue. Meus irmãos tinham que sair correndo comigo para o hospital. Outras vezes, permanecia inconsciente por alguns minutos caído no chão. Depois de algum tempo, eu me levantava com algum esforço, pegava o meu lenço e tentava me limpar daquele sangue como podia.
Podem me chamar de louco ou fanático, ou seja, uma pessoa que cegamente crê em algo. Hoje eu estou em pé aqui, porque cegamente acreditei em Deus. Porque caminhava crendo em meu Deus. Porque quando eu desmaiava e caía no chão, logo em seguida me levantava novamente.
Deus não respeita homens, não faz distinção entre uns e outros, porque todos somos iguais diante d’Ele. Não olhe para mim como um super-homem. Você é filho de Deus! E o que Cristo fez na cruz – o fez por você também. Por Suas chagas, as chagas do Crucificado, você também foi curado! A você basta acreditar nesse sacrifício que Ele fez por todos nós e confiar plenamente n’Ele. Jesus Cristo hoje diz a você: “Toma teu leito, vai para casa, porque já estás curado.”
Fonte: www.cancaonova.com

CELEBRAÇÃO DO SACRAMENTO DA CRISMA 2009

Ontem (07/11), no ginásio do CEJUC, foi realizada a celebração do Sacramento da Confirmação ou Crisma. Mais de 320 pessoas receberam o Sacramento pelas mãos do Bispo Diocesano, D. Manoel Delson.
Na primeira parte da celebração, foi feita a renovação das promessas do Batismo, com a profissão de fé dos crismandos. Na sequência, D. Delson, estendendo as mãos sobre os crismandos (gesto que, desde o tempo dos Apóstolos, é o sinal do dom do Espírito), invocou a efusão do Espírito: “Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pela água e pelo Espírito Santo fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito da ciência e piedade - e enchei-os do espírito de vosso temor. Por Cristo Nosso Senhor.”
Após, o Bispo ungiu a fronte de cada crismando com o óleo (santo crisma), dizendo que por aquele gesto o crismando estaria recebendo o sinal do Espírito Santo, Dom de Deus.
Brevemente estaremos postando fotos da celebração, que foi muito bonita e contou com um grande número de pessoas.

O QUE É O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO (OU CRISMA)?
O sacramento da Confirmação é de instituição divina, enquanto sinal eficaz do dom do Espírito, prometido no Antigo Testamento e doado por Cristo na sua ressurreição. Este Espírito, Cristo o concedeu à sua Igreja e ordenou-lhe comunicar a todos os que nEle cressem. Assim, o Santo Espírito é força que transforma aqueles que pelo Batismo foram lavados e renovados em Cristo Jesus, o Ungido, por excelência. O Cristo, pleno do Espírito, derramou seu Santo Espírito, dando início, com a sua morte e ressurreição, ao tempo da Igreja, que é tempo do Espírito Santo – é o Espírito quem sustenta, orienta e motiva a Igreja na sua missão de testemunhar o Senhor Jesus diante do mundo. Se no Batismo recebemos o Santo Espírito como vida de Deus que nos vem pelo Senhor Jesus, é pela Confirmação que este Espírito nos é dado como força de Deus para que assumamos na Igreja e com a Igreja nosso papel de testemunhas de Cristo! Por isso mesmo a Confirmação é o sacramento da maturidade cristã, já que nos faz participantes da missão de Igreja como testemunha e anunciadora do Cristo!
O rito essencial deste sacramento é a unção com o óleo do Crisma, consagrado pelo Bispo na Missa do Crisma da Quinta-Feira Santa, simbolizando o dom do Espírito Santo, e a imposição das mãos, que ainda que não sendo o gesto mais importante, é extremamente significativo e, por isso mesmo, sumamente recomendável: os cristãos nela reconhecem, desde os Atos dos Apóstolos, um sinal do dom do Espírito Santo.
O ministro originário da Confirmação é o Bispo. E isto tem um sentido profundo: se o Confirmado recebe a força do Espírito para assumir seu ministério na Comunidade, é extremamente significativo a presença do Bispo, Pai e Pastor da Comunidade eclesial. O encontro pessoal do que vai ser crismado com o Bispo coloca em evidência e sublinha o compromisso pessoal do confirmado, dentro da comunidade eclesial concreta, representada pela pessoa do Sucessor dos Apóstolos.
É dever de todo cristão receber o sacramento da Confirmação; sem este sacramento não se chega à maturidade cristã. Por isso mesmo, tanto os pastores da Igreja como também os pais e padrinhos de batismo têm o dever de conscientizar os cristãos ainda não crismados da necessidade de receber este sacramento o mais breve possível. (www.padrehenrique.com)

Músicas que evangelizam

Você está passando por problemas que parecem sem solução? Ou está triste e desanimado? Sente angústias e medo? Precisa de um impossível na sua vida? Vamos juntos buscar ajuda em Quem pode de fato mudar toda uma situação?
Nosso Deus é o Deus do impossível e com Ele, mesmo estando sozinhos, mesmo na dor, na queda, Ele vem cuidar de cada um de nós.
Ouça essa canção, vá tomando posse do amor de Deus para com você e coloque seu pedido, sua intenção, seu impossível.


MENSAGEM

MENSAGEM PARA ESTE 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM - B

A verdadeira generosidade

Tempo de seca. O profeta migrante Elias, aliviado pela água do córrego do Carit e alimentado pelos corvos do céu, dirige-se a Sarepta, no país vizinho (no Líbano). Pede a uma pobre viúva um pedaço de pão, e ela, com a última farinha, prepara-o para o profeta. Depois, não tendo mais nada, ela terá de morrer de fome, ela e seu filho. Milagrosamente, porém, a partir daquele momento a farinha não termina mais (1ª leitura).
A generosidade da pobre viúva tornou-se proverbial. Viúva naquela sociedade geralmente era pobre, sobretudo se não tivesse filho que a sustentasse. Assim era a viúva que entrou no templo, naquele dia em que Jesus estava observando a sala onde se depositavam as ofertas (evangelho). Ela tirou um donativo para o templo daquilo que lhe servia de sustento. Observa Jesus que os ricaços piedosos que passavam por aí davam uma ninharia de seu supérfluo, enquanto a viúva deu tudo quanto tinha para viver, "toda sua vida" (tradução literal). É essa a generosidade que Jesus preza. E essa prática da generosidade é acessível a ricos e pobres, especialmente aos pobres, porque são menos apegados. Isso é importante, pois no tempo de Jesus - e ainda hoje - há quem pense que é preciso ser rico para oferecer donativos e assim agradar a Deus.
A observação de Jesus faz parte de uma critica aos escribas que ensinam a Lei, mas entretanto exploram os pobres e "devoram as casas das viúvas" (Mc 12,38-41). Como? Induzindo as viúvas a entregar em herança as suas moradias em troca de uma mixirrica assistência? Não se sabe com exatidão a que Jesus se refere, mas sua observação constitui uma crítica violenta à generosidade calculista que encontramos em nossa sociedade hoje. Em vez de praticar a justiça social, em vez de fazer (e aplicar) leis que garantam a distribuição equitativa dos bens, a sociedade mantém um sistema de beneficência paterna lista, que justifica lucros maiores. As esmolas até se podem descontar do imposto ...
A generosidade que Jesus preza é duplamente generosa. É radical, pois priva a gente do necessário. É gratuita, pois ocorre sob os olhos de Deus, com quem não é possível fazer negócios escusos. Dá-se tudo sem pedir nada de volta. "Loucura, a vida não é assim!" Mas na loucura está a felicidade de amar sem restrição nem cálculo, como que para responder ao infinito amor de Deus para conosco. Generosidade gratuita é imitação de Deus (Mt 5,45-48).
Mas, e o lucro que é o "céu"? "Deus te pague", "Dar ao pobre é investir no céu" ... Essas maneiras de falar, examinadas à lupa, mostram ainda muito egoísmo. Não devemos ser generosos para comprar o céu. Devemos ser generosos porque o céu já chegou até nós, porque Deus veio à nossa presença em Jesus. Em certo sentido já ganhamos o céu, porque Jesus se doou a nós. E é por isso que queremos ser generosos como a viúva da entrada do templo e a viúva de Sarepta. Por gratidão.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

EVANGELHO DO DIA - Marcos 12,38-44

E Jesus continuava ensinando: "Tenham cuidado com os doutores da Lei. Eles gostam de andar com roupas compridas, de ser cumprimentados nas praças pública; gostam dos primeiros nas sinagogas e dos lugares de honra nos banquetes. No entanto, exploram as viúvas e roubam suas casas, e para disfarçar fazem longas orações. Por isso eles vão receber uma condenação mais severa." Jesus estava sentado diante do Tesouro do Templo e olhava a multidão que depositava moedas no Tesouro. Muitos ricos depositavam muito dinheiro. Então, chegou uma viúva pobre, e depositou duas pequenas moedas, que valiam uns poucos centavos. Então Jesus chamou os discípulos e disse: "Eu garanto a vocês: essa viúva pobre depositou mais do que todos os outros que depositaram moedas no Tesouro. Porque todos depositaram do que estava sobrando para eles. Mas a viúva na sua pobreza depositou tudo o que tinha, tudo o que possuia para viver.