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16 de nov de 2009

D. HELDER CÂMARA - 100 anos (parte 2)


Nascimento - 7 de fevereiro de 1909
Fortaleza, CE – 11º de 13 filhos de João Câmara Filho, livreiro, maçom, e Adelaide Pessoa Câmara, professora primária.
Falecimento - 27 de agosto de 1999
Igreja das Fronteiras, Recife, PE. Seu enterro foi acompanhado por enorme multidão, que juntamente com o episcopado pasticiparam das eséquias do Bispo dos Pobres.
Quem foi e quem é Dom Helder Camara?
O 6° Arcebispo de Olinda e Recife – na História dessa Arquidiocese. Foi ordenado sacerdote aos 22 anos, no dia 15 de agosto de 1931, na festa de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da sua cidade natal. Sempre contemplativo, acreditava que a realidade nasce nesse sonho, que se concretiza através da palavra e da ação. Já em 1936, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde continuou sua ação apostólica no campo social e educativo. Irrequieto, idealizador e combativo foi eleito Bispo em 1952, permanecendo como Auxiliar na Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Antes mesmo se de ser Bispo, sonhara e estruturara a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em seguida, ajudou a criar o Conselho Episcopal Latino - americano (CELAM). Em 1956 iniciou a Cruzada São Sebastião, dedicada aos favelados do Rio de Janeiro. Em 1959 fundou o Banco da Providência, para atender aos mais carentes e excluídos do Rio.
A sua liderança apostólica em favor dos mais desprotegidos levou a Igreja – em 1964 – a nomeá-lo Arcebispo de Olinda e Recife, onde encontraria um imenso campo para a sua luta em favor da paz, da justiça e contra as múltiplas violências de opressão do ser humano.Viviam-se então os difíceis tempos da ditadura militar... A partir de então denunciou ao mundo as torturas e desrespeitos aos Direitos Humanos, pelo regime totalitário em vigência no Brasil. Por pouco não foi preso, não fosse a intervenção do seu amigo Paulo VI que lhe enviou um cálice, como simbolo da unidade fraterna que marcou a longa amizade entre os dois. Apesar de não ter sido atingido pessoalmente pela prisão e tortura, meses mais tarde, o seu filho espiritual, Padre Henrique Dias foi brutalmente assasinado por milicianos contratados.
Dom Helder sofreu para sempre a dor desta perda, colocando-o como mártir daqueles sem voz e sem vez.
No Recife, abriu o Instituto de Teologia do Recife (ITER), com uma metodologia nova para a formação dos futuros padres e líderes da Igreja: uma teologia viva e libertadora, segundo o espírito do Vaticano II.
Criou a Comissão de Justiça e Paz. Fundou o movimento Encontro de Irmãos, a Operação Esperança e o Banco da Providência. Incentivou a Ação Católica, as Pastorais dos diversos meios: lançou, em 1990, a Campanha do Ano 2000 sem miséria e tantos outros movimentos de Igreja e de Cidadania. Influenciou decisivamente o Concílio Ecumênico Vaticano II.
Quando de sua aposentadoria, criou a “Obras de Frei Francisco”, que hoje é o Instituto Dom Helder Camara – IDHeC, que só passou a usar o seu nome após a sua morte.
Em 15 de julho de 1985, por limite de idade, aos 76 anos, foi substituído no Arcebispado de Olinda e Recife. Mas, por amor aos que sempre o buscam como líder e orientador espiritual, permaneceu na capital pernambucana, como Arcebispo Emérito, continuando a residir humildemente nos fundos da Igreja de Nossa Senhora das Fronteiras da Estância de Henrique Dias, um lugar simples mas de forte apelo e valor na História de Pernambuco. Ali faleceu aos 27 de agosto de 1999. Seus restos mortais encontram-se na Sé de Olinda, catedral do arcebispado, havendo a intenção de, no ano do centenário, serem possivelmente transladados para a Igreja das Fronteiras, que continua sendo um referencial para as constantes visitas de pessoas de várias partes do Brasil e do mundo, porque ali Dom Helder viveu 34 anos e exerceu as atividades mais intensas do seu episcopado, tornando-se internacionalmente conhecido na luta pela paz como fruto da justiça social entre todos os povos.

Músicas que evangelizam

"A paz do Senhor Jesus meus irmãos em Cristo,
(....) Quero dividir com vocês como é minha rotina nos shows com a banda Limão com Mel: antes de chegar ao local do evento, nos reunimos dentro do ônibus e oramos todos juntos, temos irmãos Católicos, Evangélicos e Espíritas, na crença do mesmo Deus onipotente. Agradecemos o nosso dia, e colocamos nas mãos do Senhor o show e todas as pessoas que estão ali pra curtir a noite. Chegando ao palco, passamos 2 horas de muito forró, amor e emoção em cada melodia ali cantada. No final da apresentação, eu sempre finalizo com uma mensagem de Deus, canto algumas músicas cristãs, como: Faz um milagre em Mim, O Farol e Essa não é a Saída.
Muitos aplaudem e outros criticam, dizem que ali não é lugar pra falar de DEUS.
A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. I Coríntios 1,18.
Então eu pergunto: Só nas Igreja se fala de Deus? E na família, no trabalho, na escola e festas é proibido falar de Deus (o nosso Criador)? Quer dizer que é “moda” falar de prostituição, alcoolismo, nudez e traição nos shows?!
Sigo a MODA de Jesus, essa nunca muda e sempre está atualizada.
Eu falo aquilo que VIVO! Se o meu coração está cheio do Espírito Santo, eu tenho que falar em nome de DEUS. Não posso calar! Não vou mudar o mundo, mas quero fazer a minha parte como cristão. Não critico os pecadores, pois sou pecador, a minha crítica é sobre o PECADO, aquilo que nos afasta de Deus.
Jesus Misericordioso aumentai a nossa FÉ, abençoa Senhor nossas vidas e daqueles que não Te conhecem e dos que não querem Te conhecer. Faça um milagre em nossas vidas."

(Batista Lima)

REFLEXÃO DO DIA - Segunda-Feira 16/11

Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe que Jesus Nazareno passava por ali. Então o cego gritou: «Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!» As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse quieto. Mas ele gritava mais ainda: «Filho de Davi, tem piedade de mim!» Jesus parou, e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: «O que quer que eu faça por você?» O cego respondeu: «Senhor, eu quero ver de novo.» Jesus disse: «Veja. A sua fé curou você.» No mesmo instante, o cego começou a ver e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo louvou a Deus. (Lc 18,35-43)
Jesus passou toda a sua vida fazendo o bem para manifestar o amor de Deus para conosco. Quando Jesus realiza curas, quer mostrar que o amor de Deus pelos homens faz com que as pessoas não fiquem à margem do caminho pedindo esmolas, mas com que cada um tenha condições de seguir o seu próprio caminho. É por isso que ele tem compaixão do cego e o cura. Após o processo de libertação, todos são convidados a seguir o próprio caminho, sendo que alguns, como é o exemplo do cego do Evangelho de hoje, resolvem seguir o caminho de Jesus. Quando Jesus cura, não tira a liberdade da pessoa. Aqueles que depois de curados resolvem seguí-lo, o fazem de livre e espontânea vontade, mas tornam-se um motivo para que todos glorifiquem a Deus.
Fonte: CNBB