Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

13 de fev de 2010

Retiro de Carnaval


O retiro de carnaval, que está sendo organizado pela Renovação Carismática Católica (RCC) de nossa cidade,
será aberto ao público e terá seu início hoje à noite (13/02),
com um arrastão saindo de frente à Matriz de São José, às 18h30min,
até o Instituto Municipal João Cândido Filho, local do evento.
A partir de amanhã e até a terça-feira (16/02)
todos estão convidados a participar do retiro.
Serão momentos de louvor, pregações,
partilha da Palavra, adoração e descontração.

Você não pode perder!

Maiores informações com os integrantes da
Renovação Carismática Católica de nossa cidade.


O TEMPO DE DEUS

Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Algum intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito. O nadador sorriu e respondeu:
"Há alguns anos eu era um professor de natação. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnifica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina. Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina e molho o dedão do pé antes de saltar na água... "

Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou retardar as coisas pois tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo Dele e não o nosso...

Carnaval sem traumas

O Brasil tem o privilégio de promover a grande festa do carnaval, renomado pela beleza dos desfiles, pela grande quantidade de pessoas que se mobilizam para trabalhar na "indústria da alegria", assim como por outras centenas de milhares de turistas que vêm ao país para apreciar esse espetáculo. Ao ritmo de percussionistas, grupos de passistas marcam a cadência e a harmonia de suas evoluções. Todos os integrantes, empenhados num mesmo ardor, desfilam, com esmero, sua animação e alegria ao longo de 60 minutos. Realmente é um espetáculo grandioso!
Hoje, por outro lado, não podemos negar que essa festa se tornou também um modo de extravasar outros desejos, os quais são encarados com certa naturalidade pela sociedade nesta época do ano. Muitos de nós, querendo viver momentos de alegria e prazer, lançamos mão das justificativas de uma liberdade provisória, – talvez aspirando a anestesiar frustrações ou carências – e avançamos decididos, passando por cima das barreiras do pudor.
“Pierrôs” e “Colombinas”, sedados pelos apelos e pelo ambiente, envolvem-se no consumo de drogas, bebidas alcoólicas e sexo desregrado – muitos deles auxiliados pelo Estado, que disponibiliza dispositivos de contracepção para o público. Após cada dia de folia, encontramos muitas pessoas pelas ruas que não conseguiram voltar para casa devido à embriaguez. Outras, conscientes do descompromisso, permitem-se envolver intimamente com alguém que conheceu no salão de baile. Dessa maneira, adultos e adolescentes – enredados por todos os atrativos – perdem o sentido de responsabilidade e se lançam nas corredeiras do “vale tudo”.
Sabemos que não temos “sete vidas”, assim como também não possuímos uma “tecla de retrocesso”, por meio da qual podemos corrigir os atos malsucedidos. Acreditar que vale tudo pela emoção do sonho realizado pode levar muitos a desfazer o “castelo” que tinham idealizado. Pois, de alguma maneira, as consequências de nossas opções certamente nos atingem, assim como também atingem as pessoas mais próximas. Estar conscientes dessa realidade nos ajuda a nos empenharmos em favorecer somente a comunhão de nossas alegrias com os demais.
Buscar oportunidades de realizar nossos sonhos e desejos é nosso direito, entretanto, descobrir como vivê-los de maneira saudável e duradoura é a atitude que precisa ser observada – não apenas nos dias de grandes celebrações –, mas a cada dia de nossa existência.
Dado MOura, Comunidade Canção Nova

ALIMENTANDO A VIDA DE DISCÍPULO

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Diante de nossos olhos, mais uma vez, um dos textos evangélicos sobre a multiplicação dos pães. Jesus teve pena da multidão faminta e lhes deu pão e peixe.
Somos gratos ao Senhor pelo pão de cada dia. Trabalhamos, lutamos, tentamos colocar em nossas mesas o pão que nos alimenta, que nos chega como uma dádiva dos céus. Por isso, os corações retos têm o hábito de fazer uma prece à mesa. É o momento por excelência de rezar o Pai nosso que nos dá o pão nosso de cada dia. Crianças que, desde a mais tenra infância rezam em família, aprendem a colocar-se corretamente diante de Deus. A força que faz o trigo crescer vem de Deus. Por isso, gostamos de agradecer pelo milagre perene dos alimentos que a mãe terra nos dá.
A alma do discípulo se alimenta da Palavra de Deus. Hoje mais do que nunca estamos conscientes de que não cresceremos sem o alimento sólido da Palavra de Deus. Há essa palavra que lemos todos os dias na liturgia da missa. Muitos fiéis hoje, em casa, lêem as leituras diárias. Mais ainda ela nos alimenta quando proferida na assembléia eucarística. Muitos fiéis e religiosos hoje tem o costume da prática da lectio divina com a leitura, meditação, ruminação, oração. Não se trata apenas de ouvir com o aparelho auditivo exterior, mas com o coração. Quem não se aproxima das Escrituras definha na vida espiritual.
Alimentamo-nos de modo particular com o Pão da Eucaristia. Não se trata apenas de um pão mágico e santo que recebemos individualmente.
Pensamos aqui no Cristo que diz: “Eu sou o pão da vida”. Para a celebração da Eucaristia trazemos nossa história, nossas dores,nossas alegrias, nossos acertos e desacertos e unimos ao Cristo que é dom, que é fonte de vida, pão que alimenta dando a vida pelos seus. As espécies consagradas alimentam nosso propósito de ser cristão, discípulo fortalecido para ser alimento com nosso amor para os viandantes e caminhantes anêmicos e trôpegos.
Os que se alimentam desse pão ficam saciados e se tornam alimento para outros famintos.
Os que são alimentados se tornam pão para os outros. “ Nas cidades há um número crescente de pessoas que pedem ajuda... o mínimo que podemos fazer é que eles sintam que os percebemos... que os vimos... Um dia me disse um desses pedintes: O pior nesses momentos é o olhar daquele a quem dirigimos o nosso pedido. Não distingue entre um mendigo que pede e um cartaz colado na parede por detrás do pedinte” Tudo isso explode dentro de mim como se fosse uma bomba... porque sinto-me ferido com o desemprego de um, pelo desprezo mostrada a uma menina da rua... como mãe que sofre com a doença do filho... Ser caridoso é deixar-se ferir pela ferida do outro. E unir todas as minhas forças com a força do outro para juntos curarmos seu mal, que se transformou em meu” (Abbé Pierre, Testamento).
Os que são alimentados com o Pão de Deus alimentam com amor os passantes da vida.

EVANGELHO DO DIA - Marcos 8,1-10

Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinham o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: «Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe.» Os discípulos disseram: «Onde alguém poderia saciar essa gente de pão, aqui no deserto?» Jesus perguntou: «Quantos pães vocês têm?» Eles responderam: «Sete.» Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois pegou os sete pães, agradeceu, partiu-os e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos dos pedaços que sobraram. Eram mais ou menos quatro mil. E Jesus os despediu. Jesus entrou na barca com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta.