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29 de abr de 2010

Encerramento do 1º Cerco de Jericó

"Clamai, pois o Senhor
vos entregou
esta cidade."
Na noite desta quinta-feira (29/04), encerrou-se o 1º Cerco de Jericó da Paróquia São José de Carnaúba dos Dantas/RN. Após sete dias e noites de muita oração e louvor, o encerramento do Cerco aconteceu com uma bonita celebração da Santa Missa de Cura e Libertação.
Durante esses dias, os paroquianos puderam viver momentos especiais, onde o nome do Senhor foi exaltado e aclamado, perante o Santíssimo Sacramento que esteve exposto no altar principal da Matriz de São José.
Na missa de abertura do cerco, ocorrida no dia 22/04/10, aconteceu a entrada da arca, que ficou durante todos esses dias recebendo os pedidos dos fiéis que clamaram pela quebra dos seus muros particulares, depositando nos pés do Santíssimo suas necessidades, suas aflições, seus anseios. Na arca também estavam depositados os pedidos de oração pelo 3º Encontro de Casais com Cristo, que acontecerá nesse próximo final de semana, pelo Ano Sacerdotal, pelo Papa e pela juventude. Hoje, no final da Santa Missa, a arca foi transportada para a frente da Matriz, onde foi totalmente queimada, simbolizando, assim, a queda dos muros/bloqueios particulares de todos que tiveram a coragem de clamar ao Senhor por uma mudança em sua vida.
Padre João Paulo, administrador paroquial da paróquia São José, disse que a realização desse 1º Cerco de Jericó foi colocada no seu coração em oração. A comunidade católica carnaubense agradece ao Senhor Deus pelas realizações operadas em nosso meio, através de iniciativas como essa, que só veem para nos engrandecer espiritualmente.
A PAZ DO SENHOR PARA TODOS que se dedicaram com afinco durante esses dias. Deus sempre faz sua parte; cumula-nos de graça e bênçãos, agora compete a nós multiplicá-los!

FORMADOS PELA PALAVRA DO MESTRE

Jesus faz questão de dizer que não fala por si mesmo. “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou”. Assim recomendado e credenciado, Jesus pede que seus ouvintes tomem uma decisão por ele ou contra ele. O texto afirma que vivem nas trevas os que rejeitam a Jesus. “Eu vim ao mundo como luz para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.
Ao longo de sua história, a Igreja sempre quis ouvir a voz do Mestre. Os cristãos celebram a Eucaristia que é precedida das leituras, com destaque especial para o Novo Testamento. Há a leitura diária em particular. Há grupos que se reúnem para a lectio divina.
Não se trata apenas de uma leitura bem feita e que atinja o intelecto. Temos a convicção, sobretudo nas ações litúrgicas, que é Cristo vivo aquele que fala. Não se trata de um texto morto, mas da fala de alguém que está perto de nós.
Sua palavra tem que ser como fogo, tem que ser uma espada que separa, tem que atingir aquele núcleo mais central de cada um de nós, de onde partem as decisões, a partir de onde organizamos nosso projeto de vida e de onde brotam o bem e o mal.
A palavra de Jesus não é a fala de um pastor de ocasião, de um vendedor de ilusões.
Pedro, no final do discurso do pão da vida, afirmou com força, quando Jesus disse que também eles poderiam ouvir sons das vozes de outros pastores: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. Assim, esse Jesus se coloca nas encruzilhadas da vida da Igreja, do mundo e de cada um de nós.
Aos pastores pede que esqueçam de si mesmo e dêem a vida pelos que lhes foram confiados. Ou tudo, ou nada. Não os quer apenas administradores de uma estrutura pesada, mas pessoas cheias do fogo do Mestre que lhe dirige a palavra.
Aos que se casam pede que construam em suas casas um mundo parecido com o mundo do Reino: serviço, renúncia, simplicidade, adoração do Senhor.Não é possível pedir sacramentos para os filhos quando os pais e todos não ouvem as palavras do Evangelho.
Aos que precisam administrar o negativo da vida, acolher a dor e a morte, o Mestre, com sua fala, diz que é preciso carregar a cruz e ponto final.
Ouvindo a voz do Mestre, vivendo na teia do cotidiano, o espírito do Evangelho, sobretudo do Sermão da Montanha, os cristãos vão sendo formados pela Palavra do Mestre vivo e presente no meio de nós.

EVANGELHO: João 13,16-20

Eu garanto a vocês: o servo não é maior do que o seu senhor, nem o mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática.» «Eu não falo de todos vocês. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: ‘Aquele que come pão comigo, é o primeiro a me trair!’ Digo isso agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, vocês acreditem que Eu Sou. Eu garanto a vocês: quem recebe aquele que eu envio, está recebendo a mim, e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou.»