Jesus continua sua caminhada. Não pára. Caminha. Espera corações delicados que ouçam sua Palavra, que possam levá-la ao fundo do coração e, acolhendo-a com generosidade, venham a realizar maravilhas em sua vida. O tema básico das conversas de Jesus não era outro senão o da mudança, da transformação, da conversão. Em suas andanças, Jesus passa por cidades de seu povo, de gente que partilha sua fé, como Corazim e Betsaida. Censura-as.
Milagres e portentos foram feitos ali e seus habitantes não se tocaram, não mudaram de vida, não entraram num esquema de conversão. Estas cidades se fecharam em si mesmas. Seus habitantes não tinham fome de Deus, nem de plenitude. Estavam satisfeitos com as coisas alcançadas. Não acreditavam que precisassem fazer esforços na linha de conversão ao novo. Jesus afirma que cidades pagãs, como Tiro e Sidônia, se tivessem visto os sinais de Jesus, certamente produziriam belos frutos de conversão.
Aí estão os cristãos e os católicos espalhados. Muitos deles se reúnem em comunidades de fé. Celebram os sacramentos, colocam gestos de oração e são até animadores e incentivadores de obras de assistência aos necessitados. Não há dúvida. Eles não são “maus”. Pode, no entanto, acontecer que esses cristãos ou católicos desde o berço tenham criado uma “resistência” ao novo. Diria quase que estejam “imunizados” à perene novidade do Evangelho. Pensam que já escutaram, da parte de Cristo e da Igreja, o que tinham que ouvir e se acomodaram numa religião acabada, terminada, pronta, pobre, legalista, ritual, sacramentalista.
Deixaram de buscar, não sentiram mais sede de Deus, pensaram que o fim tinha chegado antes da hora. Assim, como Jesus reagiu a grupos “satisfeitos” e fechados em seu tempo, hoje os pastores e missionários mais lúcidos questionam uma pastoral funcional: alguém se batizar e pronto, fazer primeira eucaristia e não ter sido convocado a viver num esquema de conversão; atividades pastorais pontuais e episódicas, grandiloqüentes, mas sem a força da conversão, sem o convite a buscar o novo, sem a audácia de trilhar caminhos ainda não pisados.
Felizes as comunidades que vivem em estado de conversão: que nunca deixam de fazer o exame de sua consciência, que estão sempre fazendo uma leitura dos sinais dos tempos, acolhem o novo que o Ressuscitado anda propondo.
Precisamos todos deixar-nos encantar. Os que se encantam descobrem o novo, revestem-se de generosidade, abandonam todos os esquemas da mesmice e da repetição estéril de gestos e palavras. A vida não admite que a coloquemos em categorias pequenas e estreitas.
“Eu vos digo, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós”.
“Livra-nos, Senhor, da religião semelhante a um pacote feito, a um embrulho que vem do ontem e vai para o amanhã intacto. Abre o nosso interior ao novo”.
Milagres e portentos foram feitos ali e seus habitantes não se tocaram, não mudaram de vida, não entraram num esquema de conversão. Estas cidades se fecharam em si mesmas. Seus habitantes não tinham fome de Deus, nem de plenitude. Estavam satisfeitos com as coisas alcançadas. Não acreditavam que precisassem fazer esforços na linha de conversão ao novo. Jesus afirma que cidades pagãs, como Tiro e Sidônia, se tivessem visto os sinais de Jesus, certamente produziriam belos frutos de conversão.
Aí estão os cristãos e os católicos espalhados. Muitos deles se reúnem em comunidades de fé. Celebram os sacramentos, colocam gestos de oração e são até animadores e incentivadores de obras de assistência aos necessitados. Não há dúvida. Eles não são “maus”. Pode, no entanto, acontecer que esses cristãos ou católicos desde o berço tenham criado uma “resistência” ao novo. Diria quase que estejam “imunizados” à perene novidade do Evangelho. Pensam que já escutaram, da parte de Cristo e da Igreja, o que tinham que ouvir e se acomodaram numa religião acabada, terminada, pronta, pobre, legalista, ritual, sacramentalista.
Deixaram de buscar, não sentiram mais sede de Deus, pensaram que o fim tinha chegado antes da hora. Assim, como Jesus reagiu a grupos “satisfeitos” e fechados em seu tempo, hoje os pastores e missionários mais lúcidos questionam uma pastoral funcional: alguém se batizar e pronto, fazer primeira eucaristia e não ter sido convocado a viver num esquema de conversão; atividades pastorais pontuais e episódicas, grandiloqüentes, mas sem a força da conversão, sem o convite a buscar o novo, sem a audácia de trilhar caminhos ainda não pisados.
Felizes as comunidades que vivem em estado de conversão: que nunca deixam de fazer o exame de sua consciência, que estão sempre fazendo uma leitura dos sinais dos tempos, acolhem o novo que o Ressuscitado anda propondo.
Precisamos todos deixar-nos encantar. Os que se encantam descobrem o novo, revestem-se de generosidade, abandonam todos os esquemas da mesmice e da repetição estéril de gestos e palavras. A vida não admite que a coloquemos em categorias pequenas e estreitas.
“Eu vos digo, no dia do juízo, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós”.
“Livra-nos, Senhor, da religião semelhante a um pacote feito, a um embrulho que vem do ontem e vai para o amanhã intacto. Abre o nosso interior ao novo”.
Fonte: www.franciscanos.org.br
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