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15 de mar de 2010

O FILHO DO FUNCIONÁRIO DO REI E O HOMEM QUE COLOCAVA SINAIS

REFLEXÃO DO EVANGELHO


Difícil e complexa a aventura da fé cristã. A fé é esse viver na presença do Senhor, contar com sua força, na chuva e no sol, na catástrofe e no êxito, no presente e no futuro, na vida e na morte. A fé não é apenas uma confiança de que o Senhor possa resolver nossos problemas e cobrir as lacunas de nossa vida. O Evangelho de João nos mostra um Jesus que vai colocando sinais para suscitar a fé dos seus discípulos. Não quer que eles se fixem na exterioridade do gesto miraculoso realizado, mas joguem seu destino e sua vida no universo desse Mestre. O primeiro desses sinais foi colocado em Caná da Galiléia, nas famosas bodas em que esteve também presente a mãe de Jesus.
O segundo sinal de João é a cura do filho do funcionário do rei. Havia um homem de certa importância que tinha um filho doente. Ouviu dizer que Jesus passava por ali. Já conhecia sua fama e tinha fortes desconfianças que ele pudesse curar seu menino. Pediu que Jesus fosse a Cafarnaum no quarto do menino. “Senhor desce antes que meu filho morra”.
Jesus não desce até a casa. Garante ao homem que seu filho está curado. E o homem descendo fica sabendo que o filho está com a saúde restabelecida. A febre tinha desaparecido na hora em que Jesus lhe havia dito que o filho vivia. O funcionário confiou, sem confiar inteiramente. Queria que Jesus tivesse “descido”. Só depois é que acreditou, quando viu que o filho estava curado. “Então ele abraçou a fé juntamente com toda a sua família”.
“O que aprendemos, finalmente com esta passagem? Que não devemos esperar milagres exigir provas do poder divino. Conheço muitas pessoas que manifestaram maior piedade para com Deus, após dele terem obtido algum alívio para o filho ou a esposa enfermos. Mas devemos perseverar na ação de graças e no louvor, mesmo quando não somos atendidos no que pedimos. É próprio dos servos fiéis, é próprio dos que amam o Senhor acorrer a ele tanto nas provações como na prosperidade. Quem serve o Senhor somente na prosperidade não dá prova de um grande amor, nem ama a Cristo sem reserva” (João Crisóstomo, Lecionário Monástico, II, p. 355).

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