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6 de fev de 2010

JESUS SE OCUPA DA MULTIDÃO SEM PASTOR

REFLEXÃO DO EVANGELHO: Marcos 6,30-34

Uma multidão num lugar deserto anda atrás de Jesus. Tinha ele querido ter uns instantes de silêncio com os apóstolos. “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. “Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas”.
Em nossos dias há muitos que se assemelham a ovelhas sem pastor. Onde se dá o efetivo pastoreio em nossos dias? Quem está mais perto dos que precisam alento e força?
Nossas paróquias (e os sacerdotes que delas cuidam) são espaços de pastoreio. Na realidade necessitamos de comunidades mais comunitárias e menos formais, de momentos de encontro, de troca de idéias entre os que crêem, os que crêem pouco e os que precisam crer. Não é suficiente apenas celebrações mais ou menos cuidadas, com música, power point, violões e violinos. Não basta apenas uma homilia mais ou menos cuidada. Será preciso encontrar espaços de escuta, lugares de encontro, ilhas de convivência. Onde, quando, como? As pessoas não se dirigem, normalmente falando, aos locais das paróquias. Seria fundamental ir ao encontro delas. Onde? Como? Alguns serão atingidos por um palavra do rádio, uma imagem da televisão, um encontro mais importante e mais numeroso. Outras ovelhas sem pastor encontraremos por ocasião de uma visita ao hospital, de uma encomendação e de uma missa de bodas.
Há ovelhas sem pastor em todos os cantos e de todos os estilos. Há filhos de famílias sem fé, filhos de pais que dizem ter pedido a fé. Há jovens que incluem em seu projeto de vida o sucesso na carreira, na profissão, no dinheiro, no amor... Há esses que se casam mas que nada entendem do mistério do casamento, do mistério do marido que ama sua esposa na força de Cristo. Há jovens que colocam filhos no mundo, um ou dois e que não incluem no projeto educacional o despertar da fé. Há homens vivendo sem nunca visitarem seu interior. Correm, ganham dinheiro, dizem-se vencedores, mas não têm sede do Absoluto, não buscam fazer com que seu coração bata com as batidas do coração de Deus.
Precisamos de pastores, de pastores novos, de pastores que saibam dizer com palavras inteligíveis aquilo que faz o sentido de suas vidas. Sacerdotes, diáconos, organizadores de cursos em preparação para os sacramentos serão pessoas que amam aqueles de que cuidam. Não são funcionários do sagrado, mas pastores que dão a vida pelas ovelhas, à maneira do próprio Cristo que é o bom pastor, que conhece suas ovelhas. Pastores que escutam, perscrutam, curam, perdoam, alimentam. Não basta apenas uma Igreja que distribui sacramentos. Necessário que ela seja albergue para as ovelhas perdidas.

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