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13 de fev de 2010

ALIMENTANDO A VIDA DE DISCÍPULO

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Diante de nossos olhos, mais uma vez, um dos textos evangélicos sobre a multiplicação dos pães. Jesus teve pena da multidão faminta e lhes deu pão e peixe.
Somos gratos ao Senhor pelo pão de cada dia. Trabalhamos, lutamos, tentamos colocar em nossas mesas o pão que nos alimenta, que nos chega como uma dádiva dos céus. Por isso, os corações retos têm o hábito de fazer uma prece à mesa. É o momento por excelência de rezar o Pai nosso que nos dá o pão nosso de cada dia. Crianças que, desde a mais tenra infância rezam em família, aprendem a colocar-se corretamente diante de Deus. A força que faz o trigo crescer vem de Deus. Por isso, gostamos de agradecer pelo milagre perene dos alimentos que a mãe terra nos dá.
A alma do discípulo se alimenta da Palavra de Deus. Hoje mais do que nunca estamos conscientes de que não cresceremos sem o alimento sólido da Palavra de Deus. Há essa palavra que lemos todos os dias na liturgia da missa. Muitos fiéis hoje, em casa, lêem as leituras diárias. Mais ainda ela nos alimenta quando proferida na assembléia eucarística. Muitos fiéis e religiosos hoje tem o costume da prática da lectio divina com a leitura, meditação, ruminação, oração. Não se trata apenas de ouvir com o aparelho auditivo exterior, mas com o coração. Quem não se aproxima das Escrituras definha na vida espiritual.
Alimentamo-nos de modo particular com o Pão da Eucaristia. Não se trata apenas de um pão mágico e santo que recebemos individualmente.
Pensamos aqui no Cristo que diz: “Eu sou o pão da vida”. Para a celebração da Eucaristia trazemos nossa história, nossas dores,nossas alegrias, nossos acertos e desacertos e unimos ao Cristo que é dom, que é fonte de vida, pão que alimenta dando a vida pelos seus. As espécies consagradas alimentam nosso propósito de ser cristão, discípulo fortalecido para ser alimento com nosso amor para os viandantes e caminhantes anêmicos e trôpegos.
Os que se alimentam desse pão ficam saciados e se tornam alimento para outros famintos.
Os que são alimentados se tornam pão para os outros. “ Nas cidades há um número crescente de pessoas que pedem ajuda... o mínimo que podemos fazer é que eles sintam que os percebemos... que os vimos... Um dia me disse um desses pedintes: O pior nesses momentos é o olhar daquele a quem dirigimos o nosso pedido. Não distingue entre um mendigo que pede e um cartaz colado na parede por detrás do pedinte” Tudo isso explode dentro de mim como se fosse uma bomba... porque sinto-me ferido com o desemprego de um, pelo desprezo mostrada a uma menina da rua... como mãe que sofre com a doença do filho... Ser caridoso é deixar-se ferir pela ferida do outro. E unir todas as minhas forças com a força do outro para juntos curarmos seu mal, que se transformou em meu” (Abbé Pierre, Testamento).
Os que são alimentados com o Pão de Deus alimentam com amor os passantes da vida.

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