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6 de jul de 2010

MULTIDÕES ABATIDAS COMO OVELHAS SEM PASTOR

Ressoa aos nossos ouvidos as palavras de Jesus no evangelho proclamado na liturgia de hoje: Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não contam com os cuidados e o desvelo de pastores. Rico e profundo o tema do cuidado pelos outros, do ministério e serviço dos pastores. Pensamos, aqui, nos sacerdotes e bispos, mas também em todos os agentes de pastoral e nos fiéis leigos que, pelo seu batismo, são convocados a difundir o reino de amor e de paz que Jesus veio inaugurar.
Não vamos aqui fazer lamentos e lamentações a respeito do tema do pastoreio e da pastoral. Somos obrigados, no entanto, a reconhecer que há situações particularmente delicadas de contextos em que muitas pessoas vivem a esmo, realmente como ovelhas sem que ninguém delas cuide.
Há casamentos de católicos que não foram bem preparados. Há pessoas que vivem uma com a outra, colocam filhos no mundo, mas não sabem o que significa a casa como Igreja doméstica, esposos que não conseguem se amar como Cristo amou sua Igreja, casas que são mais pensões do que espaços de crescimento humano e cristão. Quem evangeliza as famílias para que elas evangelizem a sociedade?
Há jovens em nossas escolas, particulares ou públicas, que chegam, passam horas, estudam mal, “colam”, terminam seus estudos mediocremente. Muitos deles, cansados, querem diversão.
Cuidam do corpo, buscam ilusão nas drogas, vivem noitadas vazias, ovelhas sem pastor. Não há pessoa que deles se aproximem com desejo de amá-los de verdade. Muitos desses jovens são presas da sociedade de consumo. São usados e depois descartados. Quem ama de fato os jovens? Que pastoral se constrói para eles?
Há essas paróquias mais ou menos fervorosas. Mas há também outras em que as pessoas só aparecem no domingo para uma missa nem sempre assistida com o coração. E depois cada um se ocupa de suas coisas, umas necessárias e outras supérfluas, sem conseguirem colocar no fundo do coração uma paixão por Cristo, pelo Evangelho. Vivem a fé como se fosse uma camisa bonita que se veste aos domingos e logo se guarda no armário.
Nossos tempos são difíceis. Exigem novos pastores, homens lúcidos, homens que pensem, que criem, que não façam apenas “girar uma máquina”. Os coordenadores de pastoral precisam ser, antes de tudo, construtores de comunidades serviçais, sem aparato, sem prosa, sem vaidade.
“Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor”.

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