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12 de mar de 2010

SEMPRE DE NOVO O TEMA DO AMOR

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo: nisto consiste a plenitude da vida e o ápice do caminho cristão. Somos discípulos daquele que amou até o fim e nos deixou o testamento do amor. Temos sempre receio de falar sobre o tema do amor. Todo mundo fala de amor e poucos, de fato, vivem-no de verdade. O amor se tornou um sentimento, uma emoção, um calor interior e nada mais.
A Lei do Antigo Testamento visava determinar o encontro de Deus com os homens e destes entre si e com Deus no amor. Esse que mora numa luz inacessível, este diante do qual Moisés tirou as sandálias porque pisava num “terra santa”, esse que se assenta no trono com franjas no manto e querubins à sua volta, esse que é como a brisa suave, esse que conhece o nosso deitar e o nosso levantar pede nos entreguemos a ele. Amar a Deus é buscar seus desejos, jogar-se em seus braços, louvá-lo com o murmurar de preces que brotem de um coração reto. É ouvir hoje, amanhã e sempre sua voz e não permitir que o coração venha a se endurecer. Raniero Cantalamessa escreve: “Amar a Deus, mais que um mandamento, é um privilégio, uma concessão. Se um dia o descobríssemos, não cessaríamos de agradecer a Deus pelo fato de mandar que o amemos; e não desejaríamos fazer outra coisa senão cultivar esse amor. Esse é o único amor que nunca desilude, que é capaz de satisfazer plenamente a necessidade infinita de amor que há no coração humano.
A experiência me convenceu de que a causa universal de sofrimento não é a doença, mas a falta de amor, especialmente quando esta se manifesta no matrimônio que deveria ser o seu berço” ( Cinco minutos com Deus, Paulinas, p. 86).
O mandamento do amor pede que sejamos como Teresa de Calcutá que recolhia os moribundos da cidade para ajudá-los a morrer dignamente, como Zilda Arns Newman que se apaixonou pelas crianças e por elas deu sua vida, como dona Zizi que todos os dias cuida da casa de velha senhora que mora no fim da rua. Amar significa exprimir uma decisão de minha parte no sentido de que o outro possa viver e viver em plenitude. Para tanto ele pode exigir a força de meus braços, os empenhos de minha mente, o calor de meu coração e o perdão que brote do mais fundo de mim mesmo.
O mandamento é o do amor, a única coisa importante. Mas não qualquer amor, porém esse que é caridade e que foi derramado em nossos corações pelo Espírito. Jesus foi e é nosso mestre: não existe maior amor do que dar a vida pelos seus, no dia a dia, na certeza de que no rosto dos outros temos traços do semblante do Amado.

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