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21 de jan de 2010

TODOS ANDAVAM ATRÁS DELE

REFLEXÃO DO EVANGELHO - Marcos 3,7-12
Na verdade Jesus, segundo os relatos dos evangelhos, era procurado por muita gente. Não tinha mais sossego nem tranquilidade. As poucas indicações do texto de Marcos proclamado na liturgia de hoje dizem-no com toda clareza: muita gente da Galiléia o seguia, também de Jerusalém, da Iduméia, de Tiro, Sidônia... toda essa gente tinha ouvido falar daquilo que Jesus fazia... Tudo leva a crer que corriam atrás de Jesus por causa dos milagres que iam resolvendo problemas pessoais desses que andavam atrás dele... Diz-se claramente: “Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal, jogavam-se sobre ele para tocá-lo”.
Jesus é aquele que se faz próximo da doença e da miséria das pessoas. Muitos acreditavam que dele saía um poder curativo. Esse gesto de curar exprime amor, atenção, caridade. Jesus fica condoído com a dor do pequeno que o procura, Emociona-se sobretudo com a confiança dessa gente tão infeliz. Os que são de Cristo continuam operando os “milagres” de Cristo quando inventam condições novas para que os mais doentes tenham uma roupa limpa, cuidados necessários, médicos dedicados e corações atenciosos à sua volta. Os cristãos operam os mesmos milagres de Cristo através do exercício da caridade verdadeira. Nós, discípulos de Jesus, somos reveladores da bondade do Pai. Traduzimos o amor de Jesus pelo amor que damos aos outros.
O texto de Marcos deixa transparecer uma pontinha de irritação da parte de Jesus com tanta gente... Jesus pede que os discípulos providenciem uma barca porque a multidão o comprimia.
Não dá para viver dias e dias no meio de tanta gente, sufocado de todos os lados. Todos que tentamos viver intensamente nossa vida humana, familiar e cristã no meio do mundo sentimos saudade do deserto, do silêncio, daqueles momentos em que podemos descansar perto do Senhor. Não podemos perder a qualidade de nosso relacionamento com Deus num ativismo louco. Francisco de Assis pedia que seus frades trabalhassem, estivessem no meio das pessoas, mas nunca perdessem o espírito da oração e da santa devoção. Não podemos nos deixar sufocar pelas pessoas e acontecimentos....
Ainda no texto de Marcos encontramos uma outra observação de Jesus. Os espírito maus caem aos seus pés e declaram-no Filho de Deus. “Mas Jesus ordenava severamente que não dissessem quem ele era”. Sabemos que Marcos escreve seu evangelho adotando a tática do segredo messiânico. O Evangelho mostra as pessoas gradativamente descobrindo a identidade de Cristo que, na realidade, será proclamada de maneira solene pelo soldado romano ao pé da cruz: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39). Jesus não quer que “espíritos” maus declarassem sua mais profunda identidade naquele momento.
Nós, ao longo de nossa vida, vamos descobrindo quem ele é. Quem dera que, no final de nossos dias, tenhamos a possibilidade de dizer com toda verdade a Cristo: “Tu és o Filho de Deus”.

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