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18 de jan de 2010

Oração Pessoal



A vida de Jesus foi marcada pela oração. A multidão O cercava, mas Ele se retirava para rezar. Quando o tempo era escasso, Ele se levantava na madrugada para fazer Sua oração. Não tomou as grandes decisões de Sua vida sem antes ter dobrado os joelhos ante Aquele que O amava. Se a oração foi necessária a Jesus, o é muito mais a nós. Reclamamos que a vida é dura conosco e que nos fere, mas isso acontece com todas as pessoas; também foi assim com o Senhor, e foi na oração do Horto que o Pai O consolou e O curou. Toda a nossa salvação está na oração.
Um dia, quando São Boaventura terminava a pregação, um homem o tomou pelo braço – era São Tomás de Aquino – e foi lhe dizendo: “Não te deixarei até que me digas de que fonte bebes, qual a tua biblioteca, onde buscas tanta sabedoria, pois até hoje tudo o que falaste, falaste muito bem. Não te largo até que me contes.”
Então, Boaventura o conduziu à sua cela e, correndo uma cortina, pôs-se a dizer: “Aqui está a fonte em que bebo e minha sabedoria... Eis a minha biblioteca”. Tomás replicou: “Mas... é tão parecida com a minha!” Atrás da cortina havia apenas um crucifixo e um genoflexório. Quem deixa a oração por causa do estudo não busca a Deus, mas a si mesmo. Deus ensina muitas verdades a quem se deixa instruir por Ele na oração. Se queremos ser cheios dEle, precisamos estar a Seus pés.
Lembro-me de Maria sentada aos pés de Jesus enquanto Marta, sua irmã, ocupava-se dos afazeres da casa. Marta queria que Jesus estivesse numa casa agradável, com cheirinho de limpeza, e comesse uma bela refeição, mas não tardou muito a se indignar com sua irmã esparramada aos pés dEle, enquanto ela se matava de trabalhar. Foi tanta a sua irritação que pôs de lado Maria e virou-se para Jesus: “Não te importas que eu esteja aqui a tentar te agradar e minha irmã fique sentada a falar contigo?!?” Ao que Jesus responde sorrindo: “Marta, Marta, tu te preocupas com tantas coisas e não te preocupas com o necessário. Maria escolheu a melhor parte e isso não lhe será tirado”. Penso que Jesus, muitas vezes, nos vê perdidos entre tantos pedidos, uns mais, outros menos necessários, e sorri a dizer o nosso nome: “Se tu soubesses... Ocupas-te com tantas coisas e te perdes em tantos pedidos que te esqueces de pedir o essencial: o Espírito”.
Quem está cheio do Espírito Santo tem tudo, mas o que dele está vazio, ainda que tenha muito, nada tem.
Tempo é uma questão de prioridade. Vemos quanta importância damos a Deus pelo tempo que Lhe dedicamos. As desculpas acabam por ser sempre as mesmas: cansaço, pouco tempo, trabalho, marido, filhos etc... É estranho! Temos tempo para tudo, exceto para Aquele que nos deu todo o tempo. Na verdade, não é falta de tempo, mas de amor.
Este é e será o maior desespero no inferno: o poder ter alcançado a salvação com facilidade, pedindo as graças necessárias. E agora os que foram condenados não têm mais tempo de rezar.
Seja fiel! Nunca negligencie o seu tempo de oração e verá, em pouco tempo, os resultados. O Senhor nos ama, quer nos consolar e derramar generosamente Suas bênçãos sobre nós. Se nos aproximarmos dEle pela oração, mais ainda Ele se aproximará de nós. Santa Teresa d’Ávila ensina: “Quem pede recebe, mas quem não pede não recebe...” Há momentos em que Deus está apenas esperado que, pela oração, venhamos a aderir à Sua vontade para nos socorrer.
Do Livro "Quando só Deus é a resposta", de Márcio Mendes

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