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28 de jun de 2011

Quem é este que acalma as tempestades?

Viver é um desafio. Não é apenas atravessar o tempo que vai de nosso nascimento até a chegada da “irmã” morte. Muitos vivem sem o horizonte da fé. Outros, como o caso dos cristãos, seguem na vida iluminadas pela fé. Acreditam que o Deus altíssimo os vê e os acompanha e que se lhes manifesta na vida, pregação, paixão, morte e ressurreição de Jesus. Os cristãos, efetivamente, querem viver à luz de Cristo. Família, trabalho, saúde, doença, realidades cotidianas são iluminadas pela fé, por uma fé exigente, mas libertadora e transformante. Tudo isso, no entanto, carregamos como em vasos de barro. Somos frágeis, pessoalmente frágeis. São frágeis as instituições. As comunidades cristãs e os cristãos tomados individualmente sentem-se como que ingressando numa tempestade. “Eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas”. Podemos imaginar o pavor dos apóstolos. Imaginamos também o pavor dos passageiros desses aviões que se desgovernam... e em frações de minutos seus passageiros vivem terríveis momentos de pavor. Os apóstolos mostraram pouca fé e Jesus os repreende.
“Nosso Deus não é o falso deus das seguranças humanas. Não é a fórmula que soluciona as nossas dificuldades e os nossos problemas; seria ele um Deus alienante, tapa-buracos. Nossa fé não é fuga nem irresponsabilidade. Mereceria suspeita uma fé tranquila, fácil, sem problemas. A fé é compromisso contínuo, exatamente porque crê, apesar das tempestades nas quais é continuamente posta à prova. Seria uma falsa fé a que buscasse Deus só como consolação individual e solução imediata das dificuldades em que nos encontramos. Na base desta fé estaria, não a disponibilidade absoluta nas mãos de Deus, mas a tentativa de “utilizar” Deus para proteger nossa segurança. Ter fé significa abandonar-se a Deus até quando ele “dorme”, porque sabemos que nenhuma dificuldade pode vencer-nos: Deus já as venceu. Isso, porém não nos isolará do mundo fazendo passar por cima de seus problemas, pois sabemos que o plano de Deus é libertar o mundo do mal, e que, neste processo de libertação, o cristão é chamado a colaborar, lutando ao seu lado, levando a sério os seus problemas, sem desanimar” ( Missal Dominical a Paulus, p. 940).


Fonte: www.franciscanos.org.br

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