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6 de mar de 2010

O PAI QUE NÃO DEIXAVA A SOLEIRA DA PORTA

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Desde a nossa mais tenra infância as palavras da parábola dita do filho pródigo ressoam fortemente em nosso interior. As celebrações comunitárias da penitência se servem dela para levar os penitentes ao arrependimento e à contrição. Hoje, no entanto, muitos preferem designá-la de parábola do pai das misericórdias. A impressão que se tem é que Jesus aponta para uma qualidade fundamental do Pai: aquele que acolhe com misericórdia. Com efeito, assim a parábola deve ser entendida. O pai espera na soleira da porta o retorno do filho para abraçá-lo. Não são descritos os sentimentos do coração dão pai.. Alguns de seus gestos e palavras revelam um pouco do abismo de misericórdia que é o seu coração.
Ele, o pródigo, de fato, tinha partido para terras estranhas. Queria viver a vida, sorver todos os goles da novidade das coisas diferentes para inebriar-se. Talvez tivesse pensado que aquela vidinha ali, perto do pai, do irmão tão certinho, não valesse muito. Deveria haver horizontes novos e perspectivas diferentes de vida. Ele queria ser dono de seu nariz e caminhar em frente, sempre em frente...Conheceu imensa degradação. Percorreu caminhos que nunca imaginara. Sentiu-se profundamente perdido. Num determinado momento toma a decisão de voltar.
Não quer privilégios. Para ele basta o último lugar, ser um empregado na casa do Pai onde antes ele era herdeiro. Assim, porque ali os empregados tinham comida decente e não precisavam da lavagem dada aos porcos... O pai ficava na soleira da porta, esperando... Havia dentro de seu coração um desejo de acolher, de manifestar misericórdia e de fazer festa. O pai que circula pelo pátio da casa é o mesmo do salmo: “O Senhor é ternura e piedade, lento para a cólera e cheio de amor (...) Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem;quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem” (Sl 102, 8-14).
O filho que volta pedia somente o último dos lugares na casa do pai. Mas o pai não sabia o que fazer quando o viu de volta. Não deixou que o rapaz pronunciasse o discurso que havia preparado. Festa, anel, roupa branca, musica alegria... O rapaz que tinha ficado em casa é a encarnação do legalismo. Representa fariseus e escribas que recusaram a misericórdia. Ao contar esta história Jesus pensava em si mesmo, ele que estava sendo rejeitado ao ser o veículo da misericórdia do Pai.

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