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24 de jan de 2010

NA ESCUTA DA PALAVRA

REFLEXÃO DO EVANGELHO - Lucas 1,1-4;4,14-21
Jesus é convidado a ler um trecho da Escritura na sinagoga de Nazaré. Ele se levanta toma o livro de Isaias que fala do Espírito do Senhor que pousa sobre o seu servo para anunciar a boa nova aos pobres, libertar os cativos, abrir os olhos aos cegos. Terminada a leitura ele devolve o livro ou o rolo e diz: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura quer acabaste de ouvir. A Igreja vive da escuta da Palavra. Ali ela encontra sua identidade.
Na celebração cotidiana da Eucaristia, de modo especial, na assembléia dominical, a Igreja se renova, se reencontra. Leituras bem proclamadas, seguidas de silêncio, com aparelhos de som de qualidade, leituras feitas por pessoas que procuram ler bem...e o coração da assembléia atento ao que lhes será dito... são condições prévias... A Liturgia da Palavra é um acontecimento espiritual. Ai está a assembléia ansiosa por ouvir aquilo que o Senhor quer lhe dizer no hoje de suas vidas. A beleza do livro das leituras, a solenidade dos cantos, a qualidade da atenção, as palavras da salvação que vêm do Evangelho e a homilia que atualiza a Palavra... Tudo isso se situa num contexto de um acontecimento espiritual da comunidade.
Não encontramos melhores palavras para explicar o valor e o sentido da liturgia da palavra senão esta introdução ao 3º domingo do tempo comum que aparece no Missal Dominical da Paulus: “Cada página do Evangelho não é uma página morta, mas palavra viva, que Deus diz a nós e deve realizar-se hoje. O evangelho não narra apenas a vida de Jesus, mas também a minha vida."
O evangelho nos contém, nos envolve. Por isto, a Liturgia da Palavra não é uma simples lição moral, nem a afirmação da esperança escatológica recebida dos profetas; mas proclama o cumprimento do desígnio do Pai no hoje da vida e da assembléia. Não se contempla aí um passado desaparecido, nem se imagina um futuro extraordinário, mas se vive o tempo presente como lugar privilegiado da vida do Senhor. Portanto, não se procura aplicar aos fatos vividos pelos membros da assembléia um ou outro texto inspirado, mas indicar que o acontecimento vivido hoje pelos homens e pelos cristãos revela o desígnio de Deus que se realiza no Cristo.
Antigo e Novo Testamento se tornam atuais, próximos se não ficarmos presos à letra morta. Mais cedo ou mais tarde descobriremos que podemos dizer a cada página: “Aqui se fala de nós. Eu sou Adão. Nós somos os apóstolos no mar. Encontramo-nos precisamente como Jesus no caminho do calvário e da ressurreição. Assim, através da Palavra de Deus, vamos lentamente descobrindo como é nossa vida aos olhos dele, isto é, na sua dimensão profunda. A palavra que vem de Deus possui a força e a eficácia de Deus. Interpela, convoca, consola, cria comunhão e salva, das mais diversas maneiras, conforme os momentos e as formas; todo ato de pregação é glorificação de Deus e acontecimento sociológico para os homens. Hoje também a Palavra quer tornar-se carne para nossa vida” (p. 1095)

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