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26 de jun de 2010

UM HOMEM DE MUITA FÉ

Um pagão é apresentado por Mateus como um exemplo de fé. Nos textos polêmicos contra os judeus, os evangelistas gostam de mostrar que, não poucas vezes, os que não tinham a tradição religiosa de Israel aceitavam mais facilmente a Jesus de Nazaré. Estamos diante de um pagão que manifesta uma grande fé. Este é um dos aspectos ressaltados pelo evangelho deste dia. O outro se situa na linha do entusiasmo manifestado pelo pagão contra a mesmice de fé dos judeus. Um autor afirma: “Visto estarmos habituados com o cristianismo, temos necessidade das sacudidelas de quem, movido pela graça, o descobre a partir de outras posições. A generosidade destes é um estímulo que suscita incômoda comparação com nossa “costumeirice”. A fé é sempre novidade. Com Deus ninguém se pode habituar. Se não experimentarmos necessidade de salvação diante do Senhor, é de temer que nossa religiosidade seja uma formalidade vazia de fé”.
O texto de Mateus é cheio de frescor. Parece quase o estilo de Marcos. O oficial romano humildemente expõe seu problema. “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia.” Observemos que não se trata de um familiar do centurião, mas de um empregado.
Segundo Mateus, Jesus não titubeia. Prontifica-se a ir. O oficial romano não esperava tanta prontidão e tanta generosidade. Ele não pede que Jesus se desloque. Dali mesmo o Mestre poderia agir.
Vem então esta formulação tão cheia de humildade: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e meu empregado ficará curado”. Um homem reto... Conhecendo um pouco a grandeza humana de Jesus não quer ser incômodo. Talvez até mesmo reconheça suas faltas. Nesse momento Jesus elogia um homem que não tem a tradição religiosa de seus discípulos. Reage contra a dureza do coração de alguns. Os herdeiros do reino se fechavam e os povos de fora estavam prometendo sem abrir ao mundo novo de Jesus.
Então Jesus, voltando-se para o oficial, disse :”Vai! E seja feito como tu creste”. O oficial ficou sabendo que naquela mesma hora seu empregado tinha ficado curado...O Senhor opera sua salvação mais profunda no coração dos que crêem generosamente.
O texto ainda nos diz que Jesus teve compaixão da sogra de Pedro e tocou-lhe. Esse tocar evoca os sacramentos que mais tarde nasceriam na Igreja...
À guisa de conclusão interpretativa, o primeiro evangelista, assim escreve: “Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

Fonte: www.franciscanos.org.br

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