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11 de jun de 2010

O CORAÇÃO DO REDENTOR

Com júbilo comemoramos a solenidade do Coração do Redentor. Os discípulos de Cristo exultam de profunda alegria. No centro de tudo está a adorável figura de Cristo mostrando bondade, manifestando misericórdia, lançando um apelo para que seus discípulos compreendam que será preciso incendiar o mundo com as labaredas de amor que tem sua origem no seu peito aberto. Diante do Coração rasgado do Mestre não cabe atitudes melífluas e suspiros piedosos. Será preciso dizer ao mundo, com palavras e gestos, com dedicação e audácia, as mesmas palavras de Francisco de Assis: “O amor precisa ser amado”.

A liturgia deste dia nos faz ouvir a parábola do pastor que tem cem ovelhas e que deixa as noventa e nove protegidas e vai atrás da única que se desgarrara. O pastor bom se embrenha no meio de espinheiros, ousa descer abismos vertiginosos para agarrar a frágil criatura que só pode viver com a força de seu amor. E depois que encontra a perdida ovelha faz festa, a festa do reencontro. O pastor que busca a desgarrada é aquele que tem o coração tocado pela lança.

Estamos na sexta-feira das dores. Depois de horas de tormentosa agonia, Jesus, inclinando a cabeça, dá o último suspiro. Entrega o Espírito nesse ato de amor livre e total. Coberto de poeira, suor, sangue lá está o corpo morto do mais belo de todos os filhos dos homens. Era a véspera do sábado, dia da grande festa dos judeus. Estes pediram a Pilatos que os corpos dos condenados fossem retirados das cruzes. Não convinha tê-los ali no dia grande festa que se aproximava. Que se lhes quebrassem as pernas e que os corpos fossem sepultados. Que as cruzes não tivessem mais esses malfeitores! Os soldados não quebraram as pernas do Senhor, mas abriram seu lado. No dizer do Crisóstomo, profanaram o cadáver. Os atos perpetrados por esses homens destituídos de boas intenções, no entanto, pareciam estar nos desígnios de Deus. Um profeta, com efeito, havia dito: Olharão para aquele a quem traspassaram.

Não foi por acaso, nem sem finalidade que duas fontes brotaram do peito aberto de Jesus: sangue e água são elementos constitutivos da Igreja. Os que foram iniciados na fé cristã sabem muito bem que se alimentam da carne e têm como bebida o sangue.

Os cristãos se aproximam do cálice para se abeberarem das fontes do salvador, das fontes do lado aberto do Redentor, do coração de Jesus.

Belamente proclamamos no Prefácio da solenidade: “Elevado na cruz, entregou-se por nós com imenso amor. E, de seu lado aberto, pela lança, fez jorrar com a água e o sangue, os sacramentos da Igreja, para que todos atraídos ao seu coração, pudessem beber, com perene alegria, na fonte salvadora”

A Escritura falava que o cordeiro pascal não devia ter osso algum quebrado. Ora, o cordeiro pascal nada mais era do que uma figura do Cristo, verdadeiro Cordeiro de Deus. Em lugar de ter suas pernas quebradas, o Salvador teve aberta uma fonte no peito.

Fonte: www.franciscanos.org.br


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