Os textos e fotografias produzidos pela equipe da PASCOM da Paróquia São José – C. dos Dantas podem ser livremente utilizados, mencionando-se o blog http://www.montedogalo2009.blogspot.com/ como fonte

3 de jun de 2010

E TODOS COMERAM E SACIARAM A FOME

A alma de nossos templos é a Eucaristia. Quando penetramos neles vemos imediatamente o altar com sua toalha bem cuidada. Fechamos os olhos e nos lembramos de tudo aquilo que ali passa no momento da celebração da Missa. Voltamos no tempo e evocamos a última das refeições do Mestre com os seus.

Era a véspera de sua Paixão. Era o momento do adeus. Uma mesa, uma lembrança, um gesto. Jesus levanta-se toma o pão, olha para os céus e diz que aquele pão seria seu corpo e que o vinho cálice, o sangue derramado pelos seus. Hoje tudo se repete. Os fiéis chegam. Procuram chegar pontualmente. Experimentam a alegria do encontro com outros que têm a mesma fé, que eles podem designar de irmãos. Chegam e preparam o coração para viver essa celebração que faz memória dele, de sua vida, de sua história, de sua morte, de sua ressurreição. Há as leituras, há os hinos, há o pão da Palavra. E depois as coisas tão simples: pão, vinho, água. E aquele que um dia esteve no altar da cruz com sua carne se faz presente sacramentalmente no pão e no vinho, frutos da terra, da videira e do trabalho do homem. E os corações dos discípulos se unem à oferenda do Mestre. Eles associam sua vida ao que se entrega novamente para a vida do mundo.

E na comunhão os que se alimentam buscam trilhar as pegadas de Cristo na vida, comungam o destino do Filho de Deus que se fez carne para a vida do mundo.

Os cristãos fazem a memória do Mestre na Eucaristia. Também realizam a ordem do Senhor quando vivem da partilha. O evangelho deste dia é o da multiplicação dos pães na versão de Lucas. Os que participam da Eucaristia que é pão partido para todos, são os que imitam a Jesus em sua preocupação de alimentar os famintos. Lucas diz que todos comeram e ficaram satisfeitos. E tão grande foi o milagre que foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

Faz-se carne o pão de trigo,
Faz-se sangue o vinho amigo:
Deve-o crer todo cristão (...)
Pão e vinho é o que vemos.
Mas ao Cristo é que nos temos
Em tão ínfimos sinais.


Belos os nossos altares. Belos os templos nos quais celebramos a paixão, morte e ressurreição de Jesus no mistério do pão e do vinho.

Fonte: www.franciscanos.org.br

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