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6 de jun de 2010

DEUS VEM VISITAR O SEU POVO

Visita, visitar, visitação são palavras revestidas de beleza e de ternura. Certo, por vezes há visitas que incomodam, que nos fazem sofrer e que teríamos gostado que não acontecessem. Normalmente, no entanto, amigos visitam amigos. Querem estar juntos. Gostam de ouvir aquilo que se passa na vida do amigo. Parentes se visitam. Pessoas enfermas recebem visitas de familiares e amigos. Esperam ansiosamente o dia da visita oficial em que poderão ver rostos amigos. Os presidiários também exultam com dia em que seus íntimos mais íntimos chegam com um doce de abóbora e a amizade à flor da pele. No passado, mais do que em nossos dias, parentes visitavam parentes. Hoje, num tempo de individualismo, cada um tem suas ocupações e não tem tempo para receber ou fazer visitas. Quando fazemos certas visitas somos convidados a nos sentarmos diante de um aparelho de televisão, tomando um copo de refrigerante e sem que possamos falar de coração a coração.

Lucas , depois de relatar o episódio da ressurreição do filho da viúva de Naim, faz a seguinte observação: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. Cristo é Deus que nos visita, que se senta à nossa mesa, conversa as nossas conversas, bebe de nossas fontes e se aproxima daquilo que faz o cotidiano de nossas existências.

O Mestre andarilho, certa vez, se dirigiu a uma cidade chamada Naim. Às portas da cidade, ele e seus discípulos encontraram, nas estradas poeirentas, um cortejo fúnebre.

Jesus não se limita a esperar que o enterro passe e que assim possa continuar sua marcha. Pára. Observa. Olha. Uma mulher viúva enterrava seu filho único. Essa mulher havia sonhado ter uma casa, marido, filhos, muitos filhos e vivia a aflição da viuvez e agora a dor de levar seu menino ao túmulo. Imaginava-se ela, quem sabe, uma mulher cheia de netos, de festas, de alegrias, de crianças correndo de um lado para o outro. Todas as suas expectativas desapareciam. Tudo perdia cor e sentido.

Lucas diz que Jesus experimenta, naquele momento, um sentimento de compaixão Pede que parem aquela triste caminhada. Toca o caixão. Dá ordens ao mundo dos mortos. “Jovem, eu te ordeno, levanta-te”. Aquele que percorre os caminhos poeirentos da Palestina é o Senhor da vida. Levantar, ficar de pé são expressões que lembram ressurreição, vida, retomada da vida.

“O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe”. Ressurreição do rapaz, reanimação de um cadáver, gesto bondoso de Jesus, sinal de sua própria ressurreição. Mais tarde, segundo Michelangelo Jesus, tendo sido descido da cruz, foi depositado morto no colo de sua Mãe.

Deus visitou a sua terra. Quando Deus visita sua terra, dizem muitos comentaristas desta passagem, ele visita uma pobre viúva, Zaqueu e aqueles que são abandonados e vivem às margens da vida.
Fonte: www.franciscanos.org.br

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