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19 de jun de 2010

AQUELE QUE CUIDA DE NÓS

“Não vos preocupeis com o dia de amanhã!” Continuamos, com a leitura do Sermão da Montanha segundo Mateus. O grande ensinamento da página proclamada na liturgia de hoje é o tema da Providência. Há aqueles que, de uma certa forma, ironizando o texto, dizem: “Não podemos ficar olhando os lírios do campo e os pássaros do céu. Precisamos de comida, escola, remédios, enfim, sobreviver e tudo isso constitui para nós motivo de preocupação. Não podemos ser como a cigarra que canta e não trabalha. A vida nos força a ser como a formiga que armazena para passar o inverno. A filosofia dos cristão leva à indolência”.

Quando Jesus fala da confiança na Providência não tece elogio à preguiça. As coisas de todos os dias precisam ser feitas e bem feitas. Comida e vestes não caem do céu. O progresso da tecnologia exige disciplina e esforço. As doenças da terra não serão sanadas sem o trabalho e as providências humanas.

Precisamos, no entanto, prestar atenção em certos detalhes da vida... Há coisas importantes e específicas na vida daquele que resolve seguir a Jesus. Uma delas vem do pensamento do evangelho de hoje: "Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Para cada dia bastam os próprios problemas”.

Cristãos são aqueles que estão sempre à disposição da instauração do Reino. Estão “antenados” na implantação do mundo de bondade, paz, união. Esse mundo novo é fundamental e prioritário. Se para tanto orientamos o melhor de nossas vidas, os empenhos de nossas famílias, o sentido da vida religiosa consagrada temos plena confiança que teremos casa, comida e o necessário para uma vida digna. Não colocamos nossa esperança na garantia falaciosa dos bens. Acreditamos que o olhar do Senhor sempre nos acompanha, providencialmente. O Pai sabe o que necessitamos.

Podemos viver, caminhar, optar pelo casamento, trabalhar, colocar filhos no mundo. Não precisamos nos apavorar. Serenamente, como uma criança, entregamos nossa vida a Deus. Faremos a nossa parte e o resto estará nas mãos da Providência. Belíssima a oração do abandono de Charles de Foucaud: “Meu Pai, entrego-me a vós, fazei de mim o que for de vosso agrado. O que quiserdes fazer de mim, eu vos agradeço. Estou pronto para tudo, aceito tudo, desde que a vossa vontade se realize em mim, em todas as vossas criaturas! Não desejo outra coisa, meu Deus. Deponho minha alma em vossas mãos, eu vo-la dou, meu Deus, com todo o amor do meu coração, por que vos amo e porque para mim é uma necessidade de amor dar-me entregar-me em vossas mãos sem medida, com uma confiança infinita, pois sois meu Pai”.

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