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12 de mai de 2010

O ESPÍRITO VEM PARA ESCLARECER

Jesus continua anunciando sua partida. “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos; mas não sois capazes de as compreender agora”. Quando vier o Paráclito, ele há de esclarecer tudo o que ainda estiver na bruma.

Não temos dúvidas: o papel do Espírito, enviado pelo Pai e pelo Filho, não é o de dar novas revelações. Ele há de orientar a Igreja na compreensão cada vez mais profunda das palavras de Jesus e abrirá ao mundo as portas do amanhã. “A palavra de Deus, com efeito, não é um depósito de proposições cristalizadas; é uma palavra viva. É verdade de Deus, inexaurível em sua compreensão e em seus significados. É também verdade sobre o homem, rica de todas as implicações existenciais e históricas que o homem comporta. É uma força dinâmica que continua a revelar-se na história, que se enriquece pela reflexão, pela experiência e vicissitudes históricas da Igreja. A assistência do Espírito é orientação para a plenitude da verdade e é também estímulo para uma compreensão sempre nova e criativa, para uma fidelidade de leitura e interpretação que evite toda aventurosa acomodação humana” (Missal Cotidiano da Paulus, p. 458).

O Espírito torna atual a palavra de Jesus. Faz com que esta palavra não fique texto morto, mas palavra viva que é compreendida a partir de novos ângulos. Esse mesmo Espírito não deixa a Igreja adormecer e aponta caminhos nunca dantes percorridos.

O texto transcrito acima fala da “aventurosa acomodação humana”. Pode ser que um casamento, selado pelo sacramento, seja uma monótona repetição de gestos, de palavras, de encontro dos corpos. O Espírito aviva a união e faz com que os cônjuges se amem na força do amor do Esposo pela Igreja.

Pode acontecer que os pastores e ministros se tenham afeiçoado a um trabalho do tempo da cristandade. O Espírito vem questionar uma pastoral de mesmice e rotina. Ele ajuda os cristãos a fazerem uma leitura dos sinais dos tempos. “Movido pela fé, conduzido pelo Espírito do Senhor que enche o orbe da terra, o Povo de Deus esforça-se por discernir nos acontecimentos, nas exigências e na aspirações de nossos tempos em que participa com os outros homens, quais sejam os sinais verdadeiros da presença ou dos desígnios de Deus. A fé, com efeito, esclarece todas as coisas com luz nova” (Gaudium et Spes, 11).

Uma comunidade de fé não dispensa a luz do alto. Constantemente retoma as palavras de Jesus e tenta lê-las, em comunidade, à luz do Espírito. Não se contenta com uma leitura apenas doutrinal, mas na tentativa de compreender aquilo que o Espírito no diz. Mais ainda. Os cristãos não se acomodam. O Espirito abomina os terrenos batidos e a terra dura. Quer o novo.

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