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31 de mai de 2010

MARIA EXULTA DE JÚBILO

Neste último dia do mês de maio celebramos o encontro de Maria, a Mãe de Jesus, com Isabel, a mãe do precursor. Festa de alegria, de hospitalidade, de ternura vivida por duas mulheres agraciadas. Vamos pedir ao abade Adão de Persênia que nos ajude a meditar sobre o tema da exultação de Maria.

Maria, a excelentíssima Mãe de Deus, saudada pelo anjo, grávida por obra do Espírito Santo, elevada sobre a montanha de todas as virtudes, honrada pela exultação de João Batista ainda no ventre materno, louvada pelas palavras proféticas de Isabel, exclama com o coração transbordando de alegria: A minha alma engrandece o Senhor (Lc 1,47).

Observa, em primeiro lugar, onde ela engrandece o Senhor. É nas montanhas, numa cidade de Judá, na casa de Zacarias. Levantando-se do vale da vaidade terrestre, do abismo da corrupção humana, das planícies da comum iniquidade, Maria partiu apressadamente para as montanhas.

As montanhas são os cumes da perfeição, a saber, a verdade que plenifica uma alma iluminada por Deus, a virgindade de uma carne perfeitamente íntegra, cobrindo-a com a sua sombra o poder do Altíssimo para fecundar-lhe o seio. São essas as montanhas para as quais Maria sobe; lá se encontram a cidade de Judá e a casa de Zacarias.

Subindo às alturas a mãe de Deus ouve Isabel profetizar acerca de seu destino e recorda a mensagem que recebera do Senhor por intermédio do anjo. Considera a pureza de sua consciência, compreende que sua carne foi preservada de toda corrupção e vê-se inteiramente conduzida por Deus para esses cumes. Por conseguinte, de agora em diante, ultrapassando o mundo e as criaturas, tanto pela mérito de sua vida quanto por uma prerrogativa da graça, quanto pela alegria infinita, Maria canta ao Senhor um cântico novo: A minha alma engrandece o Senhor.

A alma de Maria engrandece o Senhor porque também ela própria foi por ele engrandecida. Com efeito, sua alma não teria podido engrandecer o Senhor se não tivesse primeiro sido engrandecida. Ela, pois, engrandece aquele por quem foi engrandecida; engrandece-o não somente pelo louvor de sua boca ou pela integridade de seu corpo, mas pelo caráter único de sue amor.

Em Maria, a língua, a vida, a alma engrandecem o Senhor: a língua o engrandece narrando a santa magnificência da glória divina; a vida, merecendo por suas obras a mesma glória; a alma, amando-o de maneira única, atingindo-o pelo vôo da contemplação, encerrando em seu espírito e em seu seio a incompreensível grandeza.
Lecionário Monástico III, p. 821-822

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