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7 de mai de 2010

CONFIDÊNCIAS DE JESUS

Na proclamação do evangelho destes dias estamos lendo trechos do Discurso de Adeus da ultima ceia.

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus.
Sempre de novo a insistência no testamento do amor. Diz Jesus: Este é o meu mandamento. Frisa o meu. Como eu vos amei. Ele deu esse amor com sua palavra e com sua vida. No momento da despedida ele tem o direito de dizer que seu mandamento não é teórico, mas que antes de enunciá-lo ele mesmo o vivera. Realmente não há maior amor do que dar a vida pelos amigos.
Já não vos chamo de servos, mas de amigos. Os apóstolos que agora estão na iminência de perder o Mestre, precisam saber que Jesus não fez deles meros continuadores de sua obra, de forma mais ou menos jurídica e organizacional. Não são seus “delegados”. Os apóstolos são amigos de Deus e sabemos a força e o peso da realidade da amizade. O amigo sabe o que faz o amigo. Eu vos chamo de amigos porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.

Entre Jesus e os discípulos vão sendo tecidos relacionamentos de intimidade. O discípulo, muitas vezes, desde a pureza de seus primeiros dias, vai convivendo com as palavras de Cristo, vai ouvindo com o interior tudo aquilo que transborda do coração do Mestre: o pai cuida dos lírios, os discípulos precisam deixar pai e mãe, que deixem os mortos enterrar os mortos, ele, o Mestre, está à porta e bate e pede abrigo em nosso interior. Assim, a voz de Jesus passa a ser a voz do amigo. Eu vos chamo de amigos.
Não fostes vós que escolhestes, mas fui eu que vos escolhi...

Mistério da eleição e da vocação. Ninguém pode se arvorar em discípulo de Cristo. Através de mensageiros, de inspirações, do testemunho de muitos, ele continua aproximando-se de tantos, pedindo que deixem redes e trabalhos e o sigam na aventura de colocar seus passos nos seus passos. Mistério da vocação cristã!!!
“Que sabemos a respeito do conteúdo do discipulado? Segue-me! Vai andando atrás de mim! Eis tudo. Segui-lo. Eis uma coisa sem conteúdo. Isto de fato não constitui um programa de vida cuja realização fizesse sentido. Não é um objetivo, um ideal pelo qual se deva lutar; nem é algo que pelos padrões humanos mereça o sacrifício de qualquer coisa e de nós próprios. E o que acontece? O ser humano, que foi chamado, larga tudo quanto tem, não para fazer algo que tenha valor específico, mas simplesmente por causa daquele chamado, porque, de outro modo, não pode seguir os passos de Jesus. A esse ato não se atribui o menor valor. Em si continua sendo uma coisa absolutamente destituída de importância, sem merecer atenção. Destruíram-se as pontes e simplesmente caminha-se em frente. Uma vez chamada para fora, a pessoa tem que abandonar a existência anterior, tem que simplesmente “existir” no sentido rigoroso da palavra. O que é velho fica para trás, totalmente abandonado (Dietrich Bonhoffer).

E Jesus escolhe os seus para que possam ir pelo mundo e para produzir frutos.

rFonte: www.franciscanos.org.br

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