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29 de mai de 2010

A AUTORIDADE DE JESUS

Jesus, ao longo de sua vida pública, se viu envolvido em controvérsias e disputas. Muitos de seus adversários estavam sempre prontos a questioná-lo com forte dose de maldade. No templo sumos sacerdotes, mestres da lei, anciãos perguntam a Jesus: Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso? Estas coisas eram os milagres, os sinais do mundo novo: abrir os olhos aos cegos, curar os paralíticos, abrir o ouvido aos surdos.

Jesus resolve debater com eles e todos se calam. Por medo...

Jesus tem autoridade pelo seu jeito de viver. Teve uma infância e uma juventude vividas em total discrição. Nada de coisas extraordinárias. Num determinado momento ele se deu conta que devia começar seu serviço. Vai ao Jordão. Ali o Pai o designa como seu mensageiro e diz mesmo: “Este é o meu Filho dileto, escutai-o”. Jesus tem consciência de que o Pai lhe confia uma missão. Vai ser agora um arauto do Pai. Sua autoridade vem do Alto.

Viverá uma vida simples: sem casa, sem bagagens, comendo aqui e ali, vestindo-se singelamente, estando perto das pessoas. A autoridade do Mestre vem desse jeito de viver. Aproxima-se dos simples, alimenta os famintos, observa carinhosamente a mulher que coloca esmolas generosas no templo mesmo sendo paupérrima, olha para um cego jogado na estrada e lhe dá a visão. Gestos de bondade, sem interesse pessoal. As pessoas que amam têm autoridade moral e podem e precisam ser seguidas. Foi precisamente o caso de Jesus que passou a vida fazendo o bem.

Mas não basta isso. Jesus, de modo especial, no evangelho de João diz que ele vem do Pai, que o Pai o enviou, que ele precisa fazer a vontade do Pai, que veio instaurar o Reino de Deus. Diz mais ainda. Afirma que ele e o Pai são um. Sua autoridade vem do fato de vir do Pai e de sua unidade com o Pai.

Com sua paixão, morte e ressurreição e sua presença misteriosa no meio dos homens ele continua falando em nome do Pai, atraindo corações, e exigindo carinhosamente que as pessoas se posicionem diante dele e da vontade do Pai.

Jesus é autoridade por causa de seu amor e por ser o enviado do Pai.

É certo que Cristo é um mestre exigente. E que bom que o seja. Não admite muitas discussões. Quando ele irrompe numa vida há uma urgência em se dar resposta. Por que ele urge? Por que tempo é breve e ele não pode deixar de aproximar-se das pessoas para que elas não se percam na mediocridade. Há uma pressa no seguimento. Ubaldo Terrinoni fala dessa resposta imediata e urgente: “Aquele que é chamado, diante do apelo do Senhor, não pode, facilmente, hesitar, tergiversar ou adiar a resposta, mas deve decidir-se, dar resposta no momento do encontro. O apelo tem, pois, uma nota de urgência: é o apelo do tempo oportuno, do tempo favorável; é a grande e feliz ocasião que não pode falhar, ou melhor, deve ser aproveitada agora, aqui e de imediato, para mim, para você” ( Projeto de via evangélica, Paulinas 2007, p.46).

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